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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 165

POV: SKY BITTENCOURT

Ele começou a costurar o trânsito, desviando dos outros carros em uma velocidade perigosa, enquanto as suas duas mãos esmagavam o volante com tanta força que as articulações dos dedos ficaram completamente brancas.

Uma palpitação violenta desferiu um golpe contra o meu peito, um impacto direto contra as costelas que fez o ar sumir dos meus pulmões de uma vez só. Minhas mãos começaram a tremer de forma descontrolada, e precisei cravar as unhas no plástico rígido do painel do carro para tentar firmar o meu corpo no banco. Minha boca secou instantaneamente, parecendo areia, enquanto uma onda de calor sufocante subiu pelo meu pescoço, seguida por um suor frio que ensopou as palmas das minhas mãos e a minha testa.

Minha cabeça girou, uma tontura forte que fez as luzes dos postes e dos faróis na rua virarem borrões distorcidos e coloridos pela janela lateral. Meus dedos começaram a formigar, uma dormência gelada subindo pelas extremidades dos braços e tirando a sensibilidade da minha pele. Uma náusea violenta subiu direto pela minha garganta, um amargor de azia que queimou o fundo da boca e me fez engolir em seco para não colocar a bile para fora ali mesmo.

Uma dor em aperto esmagou o centro do meu peito, me fazendo arquejar por falta de oxigênio, os ombros e o pescoço travando em uma rigidez que parecia cimento. O meu maxilar ficou tão pressionado, os dentes de trás rangendo uns contra os outros, que os meus dentes da frente começaram a doer pelo aperto mecânico da mandíbula. Minha alma parecia prestes a saltar do corpo enquanto ele desviava dos carros em zigue-zague, mas permaneci de lábios fechados.

— Isso tem a ver com outro homem na parada, Sky? — ele disparou, a voz saindo cortante, os dentes dele trincados enquanto acelerava mais, afundando o pé no pedal. — Tem outro cara no meio disso?

Minha garganta continuava seca, completamente travada. O pânico de ele descobrir que o homem em questão era o dono da empresa inteira subiu como um bolo sufocante pelas minhas vias respiratórias. Se ele descobrisse sobre o Rocco, seria o meu SUICÍDIO PROFISSIONAL. O coração batia tão forte e descompassado que eu conseguia sentir a pulsação vibrando forte dentro dos meus ouvidos.

— No tem homem nenhum, Gael! Só acho melhor a gente não continuar.

— Sky! — ele rugiu o meu nome, desferindo um tapa violento com a palma da mão contra o meio do volante do carro. — Pensei que a gente estivesse bem! E agora, do nada, isso? É por causa do Victor?

— O... Victor? — apertei os olhos com força, piscando para tentar focar a visão no meio daquela tontura que fazia o interior do veículo parecer rodar.

— Sim! Ele é seu ex, não é?

— É... mas a gente teve um término ruim, recente, e eu não quero me envolver com ninguém.

— Hahaha, certo! — ele debochou, arqueando as sobrancelhas de um jeito bizarro e forçando um sorriso obviamente falso que me causou um arrepio de nojo na espinha.

— Me desculpa. Por favor, não insista.

Ele não respondeu. Continuou dirigindo rápido demais, ignorando o meu apelo verbal. O suor frio escorria pelas minhas têmporas e a rigidez no meu pescoço estava me sufocando, travando os meus movimentos. Ele só reduziu a velocidade quando freou de forma brusca bem na calçada da minha casa, fazendo os pneus cantarem no asfalto com um guincho alto que jogou o meu corpo todo para a frente, sendo segurado apenas pela fita do cinto de segurança.

Tentei puxar a maçaneta plástica na mesma hora para fugir daquele sufoco e conseguir respirar o ar fresco da rua, mas o estalo alto e metálico das TRAVAS automáticas avisou que ele tinha bloqueado a minha saída pelo botão do painel. Ficamos trancados ali dentro, no escuro do veículo engatado.

— Abre a porta, Gael. Nós já conversamos.

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