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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 167

(Um cap. maior para vocês- Obrigada pelo o apio e preparem o Coração.❤️)

POV: SKY BITTENCOURT

Gael arrancou com o carro, deixando um rastro de fumaça e pneu queimado na rua. Girei o corpo com os joelhos ainda frouxos, tentando puxar o ar para conseguir entrar em casa. Eu só queria me trancar no quarto. Mas o Rocco estava ali ao meu lado, uma presença imensa e forte, difícil de ignorar.

— Obrigada, agora vai embora, por favor — disparei, a minha voz saindo prensada pelo resto do ar que faltava nos meus pulmões.

O Rocco passou os braços enormes pela minha cintura e me puxou contra o peito dele com um arranco, prendendo o meu corpo contra o tecido rígido do seu terno cinza.

— Não me manda embora, porque eu sei que você não quer que eu vá — a voz dele veio grossa, a vibração grave batendo direto no topo da minha cabeça.

Meus punhos subiram para bater contra o peito dele, mas o impacto não passou de um esbarrão fraco. Minhas mãos tremiam de forma descontrolada, os dedos completamente moles e sem força. O ar sumiu por completo das minhas vias respiratórias. Uma palpitação violenta começou a esmurrar as minhas costelas por dentro, uma dor em aperto tão forte e aguda no centro do peito que parecia que o meu coração ia rasgar a carne para sair.

Meu maxilar estava tão pressionado, os dentes de trás rangendo uns contra os outros pela força do momento, que os meus dentes da frente começaram a doer pelo aperto mecânico da mandíbula.

— Para de falar como se soubesse o que eu sinto! O que você acha que eu quero? — tentei berrar, mas o som saiu como um engasgo ofegante, a minha boca completamente seca, parecendo areia, desprovida de qualquer saliva.

O Rocco espalmou uma das mãos na minha nuca e enterrou os dedos grossos por entre os fios do meu cabelo ruivo, inclinando o meu rosto para cima de uma vez. A imensidão escura das pupilas dele estava a centímetros da minha boca.

— Eu não sei o que você quer, Sky. Mas eu sei o que você precisa... da mesma forma que eu preciso de você.

Uma tontura forte fez a minha cabeça girar de uma vez, e as luzes dos postes na rua viraram borrões cinzentos e confusos. Meus dedos começaram a formigar, uma dormência gelada subindo pelas extremidades dos meus braços e tirando toda a força dos meus músculos. Meus joelhos cederam por completo, e o meu corpo só não atingiu o concreto da calçada porque o braço maciço do Rocco me suspendeu pela cintura, me colando com brutalidade contra o peito dele.

Um soluço violento rasgou a minha garganta, vindo junto com uma onda de calor sufocante que subiu pelo meu pescoço, enquanto um suor frio ensopava a minha testa. Chorei alto, com a testa cravada no ombro dele, o meu corpo inteiro entrando em espasmos contra o tecido do terno dele enquanto o oxigênio entrava rasgando os meus pulmões em lufadas curtas, rápidas e desesperadas. Soltei a confissão de uma vez, com a voz quebrada pela falta de ar:

— Eu estava desesperada, Rocco... Meu pai preso naquele leito, as contas acumulando, eu não tinha um centavo. Eu acabei arrumando um Dom no Ambrosia Club por causa de dinheiro. Eu vou terminar com isso porque o que eu sinto por você mudou todas as regras do jogo para mim. Eu não quero me sentir suja perto de você.

O Rocco permaneceu em silêncio absoluto. Debaixo da minha bochecha, senti a musculatura do peito dele enrijecer no mesmo segundo, ficando dura como uma placa de cimento. Encolhi os meus ombros tensos, esperando o impacto, esperando que ele me empurrasse direto para o chão ou começasse a berrar na calçada com a fúria do subsolo.

Aos poucos, o corpo dele relaxou devagar. Os dedos grandes dele voltaram a se mover pelo meu cabelo, acariciando os fios úmidos com uma lentidão que fez o meu peito aliviar o aperto. Ele se inclinou, espalmou as duas mãos nas minhas bochechas e usou os polegares para limpar as trilhas de lágrimas que continuavam descendo.

— Tá tudo bem, tá tudo bem... Só termina com ele, fecha esse contrato. Isso não muda nada do que eu sinto por você.

Olhei para a imensidão verde dos olhos dele, sentindo uma pontada fina e uma náusea ácida subir pela minha garganta, uma queimação de azia pura provocada pelo estresse.

— Sério?

— Sim — ele respondeu, a voz saindo em um rosnado rouco, mas os dedos dele continuavam firmes e protetores na minha pele, analisando o meu rosto pálido. — Agora entra. Você precisa tomar um banho. Vai tomar um banho, ruiva. Tira essa inhaca do corpo e tenta respirar. Eu cuido de tudo aqui fora.

Forcei os meus pés a se moverem, a tontura ainda fazendo o recuo do portão balançar de leve diante dos meus olhos. Cruzei a porta da sala e caminhei direto para o banheiro, batendo a madeira e passando o ferrolho metálico com um estalo seco. Encostei as costas na porta e deixei o resto das lágrimas escorrerem sem nenhum freio, molhando a gola do vestido.

Minhas mãos ainda formigavam com aquela dormência gelada enquanto eu puxava o zíper, arrancando o tecido do corpo com pressa. Que grande bagunça, agora eu nem me lembrava mais do Gael. Porra, e se ele contasse algo na empresa? O que vamos fazer? Droga.

Girei o registro da parede no limite máximo. A água saiu fumegando, batendo quase ESCALDANTE direto contra os meus ombros travados e contra a rigidez do meu pescoço. Peguei o sabonete e comecei a esfregar os braços, as pernas e o colo com tanta força que a minha pele alva ficou completamente vermelha e ardendo sob o jato quente. Eu queria arrancar aquela saliva, o suor frio e o rastro de pânico daquela avenida de uma vez por todas do meu corpo. Queria arrancar o medo, a vergonha e qualquer sentimento ruim de inferioridade.

Saí do banheiro com o cabelo ruivo úmido, vestindo um moletom velho e uma camiseta larga. Quando abri a porta, o cheiro de comida fresca invadiu as minhas narinas, me fazendo engolir a saliva na hora.

O Rocco tinha jogado o paletó sobre o sofá e estava parado no meio da minha cozinha minúscula, com as mangas da camisa branca enroladas até os cotovelos, expondo os antebraços grossos e marcados por veias. Havia várias embalagens de entrega em cima da mesa.

Ele era um gigante dentro do meu apartamento simples, mas se movimentava ali com total facilidade.

Antes que a gente pudesse se servir, a porta da frente se abriu com um estalo. A Moon entrou, com os olhos fundos e a expressão de cansaço.

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