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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 169

POV/ SKY

Eu me encostei na parede do espelho e deslizei até o chão do elevador, abraçando os meus próprios joelhos enquanto o choro me despedaçava por completo. O EU TE AMO dele tinha sido a maior mentira da minha vida. Eu fui uma IDIOTA. Uma TROUXA completa. Uma sensação de pressão ou aperto repentino estava me sufocando, fechando a minha traqueia e me impedindo de respirar.

— Que merda. Que merda! — disse para mim mesma entre os dentes, puxando os meus próprios cabelos ruivos com força, descontando a raiva da minha burrice na minha própria cabeça. Como eu pude ser tão cega?

O elevador atingiu o saguão e as portas se abriram. Levantei cambaleando, com as pernas moles e a visão completamente borrada pelas lágrimas, e saí correndo pelo mármore como uma louca desgovernada. Apenas ouvi o porteiro dizer de longe, confuso:

— Nossa... Fugindo de novo, né?

Não respondi. Cruzei a porta giratória com um empurrão bruto e saí para a calçada sob o sol claro da manhã. O ar parecia faltar nos meus pulmões. Corri pela calçada sem rumo, os meus sapatos batendo no concreto enquanto os soluços rasgavam a minha garganta seca. Eu não conseguia respirar direito, era como se uma mão invisível estivesse cravada em volta do meu pescoço, interrompendo todo o fluxo de oxigênio.

Pelas portas de vidro do edifício, vi o reflexo do Rocco passando voando pela recepção do prédio, correndo em direção à porta de saída para me caçar. O pânico me dominou. Avistei uma lixeira grande, daquelas caçambas metálicas de condomínio posicionadas perto da guia, e me joguei atrás dela de uma vez, encolhendo o corpo para me esconder do Rocco.

Me apoiei na parede de concreto atrás da lixeira, escorregando até sentar no chão da calçada, com o corpo inteiramente encolhido e a cabeça enfiada nos joelhos. Minha cabeça girava em uma tontura tão violenta que o mundo ao redor parecia rodar em zigue-zague, me dando uma sensação iminente de desmaio. Uma palpitação ensurdecedora batia direto nos meus ouvidos, o coração esmurrando as minhas costelas em um ritmo alucinante, desordenado. Virei o rosto para o lado, olhando para a direita e depois para a esquerda da rua com um MEDO cego, o pânico de ser caçada e encontrada por ele me deixando totalmente paranoica.

Uma náusea ácida subiu direto do meu estômago, um gosto amargo de azia pura que queimou a minha garganta, e precisei pressionar a mão contra a boca para conter o vômito que insistia em subir. Minhas mãos tremiam tanto que pareciam vibrar sozinhas, e uma dormência gelada começou a subir pelas extremidades dos meus dedos, se espalhando pelos braços e travando toda a minha musculatura em um formigamento horroroso. Meus ombros e o meu pescoço enrijeceram como blocos de cimento, e a dor em aperto no centro do meu peito só aumentava, me sufocando a cada tentativa de puxar o ar. O meu maxilar travou de um jeito tão violento pelo bruxismo do estresse que os meus dentes da frente começaram a latejar de dor. Uma onda de calor insuportável subiu pelo meu peito, seguida logo em seguida por um suor frio e espesso que ensopou a minha testa e as palmas das minhas mãos. Eu estava tendo um colapso completo ali no chão, jogada atrás de uma caçamba de lixo.

Pelo vão do metal, vi o Rocco cruzar a portaria do prédio correndo. Ele estava sem paletó, com a camisa branca desabotoada e os cabelos bagunçados, olhando desesperadamente para os dois lados da calçada, me procurando de forma frenética. Meu coração bateu ainda mais desordenado contra as costelas, parecendo que ia parar a qualquer momento. Me encolhi ainda mais, apertando as minhas próprias pernas contra o peito, tentando sumir da vista dele a todo custo.

Fiquei ali, com os dentes cravados no lábio inferior até sentir o gosto de sangue, tentando fazer o exercício de respiração para não apagar no asfalto.

— Respira. Respira, Sky — repeti para mim mesma várias vezes em um sussurro arrastado, mas o ar simplesmente não entrava. Minha boca parecia cheia de areia, completamente seca.

Quando vi o Rocco correr em direção à esquina oposta, juntei o resto de sustentação que me restava nas pernas e me arrastei para fora do esconderijo. Cambaleei até a beirada da guia e avancei direto para o meio da rua, com a visão completamente turva e borrada pelas lágrimas. O som alto de um freio cantando rasgou o ar. Um carro quase me ATROPELOU, desviando de raspão pelo meu quadril. O motorista buzinou forte, gritando palavrões, mas eu nem consegui olhar para trás. Um táxi vinha logo em seguida e parou de uma vez na minha frente.

Abri a porta traseira com um puxão trêmulo, me joguei para dentro do banco de trás e bati a porta com força. O motorista me olhou assustado pelo espelho retrovisor.

— Moça? Tudo bem? Para onde a gente vai?

— Só dirige. SÓ DIRIGE. SÓ DIRIGE! — gritei entre os dentes, a minha voz saindo rasgada, sufocada pelo choro que finalmente explodiu sem nenhum controle.

Tampei a cabeça com as duas mãos, afundando o rosto entre os meus joelhos para o homem não ver o tamanho da minha humilhação. O cubículo fechado do veículo foi preenchido pelo som do meu choro histérico. Eu estava inteiramente DESTRUÍDA, sentindo o meu peito queimar de tanta vergonha.

Uma queimação ácida subia pela minha garganta enquanto a minha mente remontava aquela cena da sala de estar. Que idiota. Que TROUXA eu tinha sido. Ele estava apenas brincando comigo o tempo todo, se divertindo com a arquiteta boba e pobre que caiu na lábia dele. Quem era aquela mulher morena? Como alguém consegue olhar nos seus olhos, fazer você gozar na parede do escritório, segurar o seu rosto e dizer que te ama, para no dia seguinte estar com a boca enfiada na de outra? Eu me senti um brinquedo descartável nas mãos dele. Um lixo.

Eu estava me sentindo tão mal, com uma dor tão física e real no peito, que parecia que o meu corpo estava rejeitando a minha própria alma. Meu orgulho estava sangrando no asfalto. Minha lógica tinha razão desde o começo: um homem daquele tamanho jamais olharia para alguém como eu de verdade. Eu fui uma tonta por acreditar em contos de fadas. Eu tinha sentido culpa, tinha passado a noite em claro me culpando por esconder coisas dele, planejando ir ao Ambrosia Club cancelar o meu contrato com o Hades por respeito ao sentimento dele, e a recompensa foi aquela MENTIRA nojenta escancarada na cobertura.

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