Entrar Via

A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 170

(Um cap, maior para entendermos o lado do Rocco.)

(Horas antes..)

POV: ROCCO BLACKWOOD

Arrumei o nó da minha gravata e limpei o rastro do mel da Sky que ainda cobria os meus lábios. Meu corpo inteiro exalava o cheiro dela, e a sensação das paredes dela se contraindo ao redor da minha língua ainda mantinha o meu membro rígido dentro da calça social. Eu estava flutuando no topo do mundo, possesso de uma obsessão que dominava cada centímetro do meu cérebro. Mas o meu sossego durou exatamente cinco minutos.

O telefone fixo da minha mesa começou a berrar. No mesmo segundo, o meu celular pessoal vibrou no bolso. Atendi a contragosto, sentindo a minha espinha enrijecer quando a voz grave do meu avô cortou a linha, trazendo o peso bruto do subsolo direto para os meus ouvidos.

— Rocco. Sua avó e a Jussara acabaram de embarcar. Elas estão vindo para o Brasil — o velho disparou, sem nenhuma formalidade.

O impacto daquelas palavras fez o meu sangue congelar nas quebras das minhas artérias. Senti os músculos do meu pescoço contraírem como cimento.

— Que porra é essa? — rosnei, chutando o pé da minha cadeira de luxo. — Elas saíram que horas?

— Saíram cedo. Vão pousar aí na sua cidade a noite. E é bom você se organizar, Rocco. Você vai conversar com a Jussara e vocês vão resolver esse casamento de uma vez. O Ravi finalmente voltou a estudar, está firme na escola e se comportando como um homem graças à promessa de que a família vai se estabilizar. Você precisa servir de exemplo paterno para o seu irmão caçula. Já que você passou a vida inteira sem levar nada a sério, faça o mínimo pelo garoto agora.

Desliguei a chamada sem responder, jogando o aparelho contra a mesa de madeira com tanta força que o vidro quase estalou. O estresse e o nervosismo bateram com força total no meu peito, me deixando cego de ódio. Minha própria família queria enfiar uma esposa goela abaixo para manter as aparências de homem de negócios.

Para tentar não quebrar o meu escritório inteiro, saí da sala e usei o elevador para descer até o setor de arquitetura. Eu precisava ver a Sky. Só a visão daquela ruiva farta conseguia arrancar a fúria do meu peito e me trazer alguma calmaria.

Caminhei pelos corredores fingindo fiscalizar as bancadas, mas os meus olhos verdes miraram direto nela. Olhar para a Sky me fazia feliz. Dava um rastro de paz para a minha mente torta. Enquanto observava o jeito focado que ela mexia no computador, jurei para mim mesmo: nada na porra desse mundo vai me fazer abrir mão dela.

Eles que tentem tirar o meu império, que tentem me arrastar para o inferno, mas a Sky é MINHA. E eu não vou ceder.

No final da tarde, eu estava trancado na sala de reuniões da diretoria, cercado por engenheiros e pelo Christian, revisando os custos técnicos da FASE 2. Minha mente estava um caos completo, mas o pior aconteceu quando o meu celular acendeu em cima da mesa.

Sky: Rocco, é hoje. O Gael sugeriu de me levar em casa para a gente conversar, e eu aceitei a carona dele para encerrar isso de uma vez por todas.

Minha divisão ficou completamente preta. Uma onda de FÚRIA POSSESSIVA subiu direto para os meus olhos, fazendo a minha pulsação estrondar dentro dos meus ouvidos.

Digitei um NÃO seco, em caixa alta, sentindo o meu maxilar estalar de tanta força que eu fazia nos dentes. Quando ela respondeu dizendo que ia mesmo assim, eu perdi o resto de controle que me restava.

— Algum problema, Senhor Blackwood? — um dos diretores perguntou, interrompendo a leitura do relatório.

— Eu preciso ir.

— O que Rocco? Não... esper... — Diego tentou intervir.

Nem deixei Diego terminar a frase. Levantei da cadeira em um solavanco bruto, juntei os meus papéis de qualquer jeito e abandonei a reunião sem dar nenhuma explicação profissional. Saí correndo em direção ao elevador executivo, passei pela antessala como um bicho furioso.

— Eu preciso mesmo ir. Depois vocês me passam as informações — disse pegando meu paletó e saindo da sala.

— Rocco? — Christian surgiu ao lado enquanto eu chamava o elevador.

— Preciso ir, cara. Mesmo. Quebra essa para mim.

— POR QUÊ? — Ele quis saber.

— Talvez quando estiver apaixonado de verdade, vai entender...

— O quê? — Christian arqueou a sobrancelha, confuso. — Isso não tem nada a ver, responsabilidade é responsabilidade.

— Sei... vou ajudar a irmã da Moon, o meu céu. Tchau.

Eu a amei ainda mais naquele maldito momento.

Me senti um completo canalha por estar tão perto dela omitindo a verdade, mas o peso daquela lealdade me desarmou por completo. A ironia daquela situação quase me fez perder o chão: ela estava ali morrendo de culpa, tentando jogar limpo para não se sentir suja perto de mim, sem ter a menor pista de que o tal dominador mascarado de quem ela tentava de tudo para se livrar era o homem que a segurava nos braços.

Eu era o Hades. Toda a minha raiva por ser escondido virou uma necessidade possessiva de protegê-la. Como ela jamais aceitaria o dinheiro do Rocco Blackwood por orgulho, ela receberia cada centavo do Hades.

Eu usaria o clube para salvar o pai dela e só depois cancelaria o contrato por trás das máscaras, sem que ela soubesse que era eu quem estava bancando a sua salvação.

Depois que ela entrou para o banho, pedi comida, a Moon chegou e jantamos junto.

O meu celular começou a tocar. Atendi e a voz do porteiro do predio avisando que a Jussara e a minha avó tinham acabado de chegar no meu apartamento e estavam me esperando.

Desliguei a chamada com um palavrão entre os dentes.

O estresse emanava de cada poro do meu corpo. Aquela bagunça com o subsolo estava prestes a explodir e eu precisava sumir imediatamente para tirar aquelas mulheres do meu apartamento.

Peguei o paletó no sofá com um arranco rápido e avancei direto até a Sky, que se levantou cheia de perguntas. Sem poder expor a sujeira da noiva ali na frente da irmã dela, levantei as minhas duas mãos grandes e segurei o rosto da ruiva com força, apertando as bochechas dela entre os meus dedos grossos para obrigar os olhos castanhos a focarem nos meus.

Ditei com autoridade máxima que ela estava de folga.

Eu precisava resolver aquela bagunça, antes de estourar e virar algo pior.

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Como dizem né, toda história tem dois lados.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário