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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 17

( Um cap. maior porque vou terminar de apresentar o Ambrosia Club e já deixar apresentados os novos personagens do box...)

(POV Rocco)

Saí do banho deixando a água gelada levar o suor, mas ela não levou a imagem daquela ruiva do inferno. Eu estava estressado. Desde que ela fugiu de mim cedo, a minha capacidade de foco tinha sido reduzida a zero. Eu, que sempre me orgulhei de ser uma máquina de produtividade, passei o dia encarando plantas arquitetônicas e vendo o traçado de um corpo que nem sequer deveria existir na minha rotina.

Será que o nome dela era Céu de verdade ou apenas mais uma mentira que ela comprou por sete mil reais? Eu não gostava de não saber. A incerteza era um ruído na minha frequência perfeitamente ajustada. Eu precisava exorcizar aquela obsessão antes que ela começasse a atrapalhar meus negócios. E só existia um lugar no mundo onde o meu controle era tão absoluto que nenhuma distração ousava permanecer: o Ambrósia.

Peguei o celular e mandei uma mensagem direta para Leonora.

"Vou descer hoje. Preciso de algo novo para expurgar a semana. De preferência, que não seja ruiva. Alguma recomendação?"

A resposta veio em minutos. Leonora era a engrenagem mais eficiente que eu já tinha contratado.

"Temos a Caqui. Loira, pele pálida, olhos azuis, contrato de degustação ativo. Ela desenvolveu um gosto especial pelo masoquismo ultimamente. Acho que ela aguenta o que você precisar descarregar, Imperador."

"Perfeito. Prepare a suíte VIP um. Vou levar um convidado."

"Sim, meu senhor. Mas se precisar de algo mais forte, tem a mim."

Sorri de canto. Eu agradeci a ela, mas declinei. Já tínhamos feito algumas sessões e, realmente, Leonora tem uma tolerância à dor absurda.

Da última vez, a coloquei na cadeira de acupressão — uma estrutura metálica crivada com centenas de agulhas milimétricas e rombas. Elas foram projetadas apenas para pressionar a pele sem nunca cortá-la, criando um formigamento tão intenso e desconfortável que beira o insuportável para qualquer pessoa comum. Leonora, porém, se entregou tanto àquela pressão que se recusou a sair. Eu só consegui libertá-la quando prometi que devoraria aquele rabo gostoso, logo depois de quase fazê-la desmaiar com a privação de oxigênio.

Mas hoje eu queria alguém que fosse mais submisso, alguém que reagisse ao meu toque com mais facilidade e menos resistência veterana.

Mandei um sinal para Nathan. Ele era meu amigo desde a pós-graduação, um Dominador nato, mas com uma filosofia de vida oposta à minha. Enquanto eu buscava a posse contínua e o contrato fixo, Nathan vivia para a adrenalina do aleatório. Ele não queria uma escrava; ele queria um desafio diferente a cada noite.

***

Entrar no Ambrósia era como entrar na minha própria mente projetada em concreto e aço. Como engenheiro, eu tinha reformulado cada ângulo daquele lugar para que ele fosse funcional e, ao mesmo tempo, enganador.

O térreo funcionava como um centro de entretenimento de elite, uma boate onde os jovens da cidade vinham para beber champanhe caro e dançar sob as luzes estroboscópicas em meio às apresentações artísticas nos tablados. Para o público comum, era apenas a boate mais desejada da cidade.

No entanto, quem conhecia os segredos do Ambrósia sabia que a diversão rasa parava na pista de dança. A verdadeira ação, o sadomasoquismo técnico e o controle absoluto que eu tanto prezava, acontecia nos andares restritos. O segundo andar abrigava a Área VIP, onde as máscaras escondiam identidades poderosas, e o subsolo servia como o santuário das suítes de domínio, onde o som dos chicotes e os contratos de exclusividade e avulsos ganhavam vida longe da música alta e dos olhos dos curiosos.

Subi pela entrada privativa até o mezanino da Área VIP. Aqui, as regras mudavam. As máscaras eram obrigatórias e o silêncio era a moeda de troca. Nathan já me esperava, encostado no parapeito de vidro, observando o movimento lá embaixo com aquele sorriso de quem está prestes a cometer um pecado.

— O sistema de telão na VIP ficou impecável, Blackwood — Nathan disse, apontando para o painel de LED que mostrava os lances da noite. — A resolução das fotos "do pescoço para baixo" está deixando os clientes loucos de antecipação. O mistério vende mais que o sexo, não é?

— O mistério é a base da dominação, Nathan — respondi, ajustando minha máscara de couro negro. — Se você conhece o rosto ou a história de alguém, essa pessoa sempre tentará manter as aparências. Mas quando você tira a visão dela, quando ela não sabe quem a toca, a entrega é total. É no escuro que as pessoas mostram quem realmente são, sem medo do julgamento.

Nathan assentiu, olhando para o telão de LED que brilhava com a colheita da noite. O sistema do Ambrósia era um banquete constante. Na área VIP, o telão exibia lances para todos os gostos: havia desde novatas leiloando a virgindade por valores astronômicos até veteranas buscando contratos de sadomasoquismo pesado ou apenas uma noite de sadismo casual com algum figurão.

O clube funcionava como uma engrenagem de desejos. Todo dia havia novos rostos — ou melhor, novos corpos — disponíveis. No final do mês, o movimento triplicava com a chegada das "safras" novas, atraindo famosos e bilionários que assinavam contratos de confidencialidade antes mesmo de escolherem sua numeração no telão. E a boate lá embaixo era o nosso reservatório particular; se um Dom quisesse alguém da pista, bastava um sinal para que a logística do clube entrasse em ação e levasse a pessoa para as suítes, desde que os termos fossem assinados.

Para mim, a venda e o escuro eram os instrumentos mais poderosos. Eu preferia minhas submissas cegas para o mundo. Sem os olhos, o corpo delas se tornava um receptor puro de dor e prazer. Elas não podiam antecipar o golpe, não podiam projetar expectativas. Elas apenas sentiam. E era nessa escuridão que eu encontrava a minha paz.

Nathan, com seus olhos verdes brilhando de malícia e os cachos castanhos bagunçados, deu um sorriso de lado. Ele era alto, muito bonito, magro e exalava aquela energia de quem não nega um rabo de saia, mas eu sabia que, por trás daquela fachada de galinha, havia um segredo que ele não admitia nem para si mesmo.

— O Diego não vem mesmo? — perguntei, ajeitando o couro da minha máscara.

— Não, ele está com a irmã. Está preocupado porque ela parece estar com deficiência de cálcio devido às quimioterapias do ano passado.

Senti um aperto leve. Diego era amigo dele desde o colégio — eu o conheci através de Nathan — e ele era o único de nós que carregava um fardo real enquanto brincávamos de deuses. Diego foi filho único até que o pai foi trabalhar na Coreia e voltou com uma criança de dois anos dizendo que era sua filha. A mãe de Diego, mesmo decepcionada, a criou com todo carinho, mas quando a menina fez treze anos, descobriram que ela tinha leucemia. Foram 4 anos de luta, e quando ela começou a se recuperar que os pais morreram em um acidente de avião, e Diego, apenas seis anos mais velho que ela, assumiu toda a responsabilidade. No ano retrazado antes dos pais morrerem, ela finalmente recebeu a doação de plaquetas e medúla ossea e está recuperada, mas o Diego se tornou um superprotetor incurável.

Nathan desviou o olhar para o telão, mas notei a tensão no seu maxilar ao ouvir o nome dela.

— Você sabe muito sobre a rotina da Sakura, não acha? — provoquei, arqueando a sobrancelha por trás da máscara.

— Claro, ela é irmã do meu melhor amigo — ele respondeu, rápido demais.

— Só isso mesmo? — Questionei, sem desviar o olhar.

Como sempre, ele tentou fugir do assunto, mas eu não dei trégua:

CAP.  19/ 20 - Conhecendo os Dominadores sadomasoquistas 1

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