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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 172

POV/ ROCCO

A frase saiu da minha boca antes que eu pudesse frear. Minha mente trabalhou rápido no rastro daquela declaração. Se eu falasse que a Sky era uma "ficante", a minha avó ia achar uma imundície e desvalorizar a mulher na hora.

Se eu usasse o termo "namorada", ia soar formal demais e a velha ia exigir o nome, o sobrenome e o contrato social da família dela no mesmo segundo.

E se eu inventasse que ela era a minha "noiva", a Sky me matava assim que descobrisse. Deixei a informação no ar, genérica, apenas para marcar território.

Jussara mudou de postura, descruzando as pernas e demonstrando uma tranquilidade que me surpreendeu.

— Por mim, está tudo bem, Rocco — ela interveio, dando de ombros com total leveza. — Eu também tenho uma pessoa lá fora. A gente pode fazer um acordo bem amarrado. Um casamento de fachada, cada um vive a sua vida e os nossos negócios se unem da mesma forma. Pode ser um contrato bem vantajoso para os dois lados.

— Eu não tenho interesse, Jussara. Não estou a fim de fechar contrato de casamento com ninguém — cortei seco, sentindo o essaustão cobrar o preço depois de um dia longo e de uma semana desgraçada. — E eu não quero conversar sobre isso agora. O dia foi pesado. Vocês duas vão ficar para dormir?

Minha avó se levantou, ajeitando o casaco fino sobre os ombros com aquela pose intocável de sempre.

— Eu vou para o hotel, Rocco. Já agendei a minha estadia. Mas a Jussara vai ficar aqui na cobertura. Vocês dois têm muito o que conversar e alinhar sobre as empresas, então vou dar privacidade para vocês resolverem isso de jovem para jovem.

Tentei intervir na mesma hora, abrindo a boca para dizer que a cobertura só tinha a minha suíte ativa e que era melhor as duas irem juntas, mas a minha avó me cortou com um olhar severo.

— Seja um homem educado, Rocco. Ofereça um lugar para a sua convidada passar a noite. Ela viajou horas para estar aqui.

Engoli o meu xingamento em seco, sentindo o suor frio incomodar o meu pescoço.

— Ótimo — resmunguei.

Peguei a chave, acompanhei a minha avó até o elevador e a levei até o carro de luxo que a esperava na portaria do prédio. Garanti que o motorista a deixaria em segurança no hotel e usei o caminho de volta para tentar clarear a minha mente. Eu precisava sobreviver àquela noite sem deixar que nenhuma sujeira respingasse na Sky.

Quando a porta do elevador abriu de volta no hall da minha sala, travei o passo.

— Fala de uma vez, Jussara — ordenei, a garganta seca.

— O seu avô está muito doente, Rocco — ela soltou, a expressão caindo de uma vez. — O marcapasso que ele colocou não está funcionando direito. O coração dele está fraco, no limite. Os médicos foram bem claros: ele não pode passar por nenhum estresse, nenhuma irritação violenta, ou o coração dele para de vez. Ele pode morrer a qualquer momento. Porque ele não resistirá a uma cirurgia.

A informação bateu contra o meu peito como um soco físico. Fiquei estático, sentindo um nó apertar o meu estômago enquanto processava o peso daquelas palavras.

Meu avô estava morrendo.

Porra!!!

— O casamento... toda essa pressa da sua avó e dele não é por capricho — a Jussara continuou, a voz mansa, olhando para o chão. — Eles estão apavorados. Só queriam se certificar de que, se eles morressem amanhã, você estaria bem encaminhado, com uma família sólida montada e com estrutura para cuidar do Ravi e dar o suporte que o seu irmão precisa. Toda essa ideia veio por causa disso. Para garantir o futuro de vocês antes que o velho parta.

Ela soltou um longo suspiro, deu as costas e se retirou, fechando a porta do quarto de visitas e me deixando completamente sozinho na escuridão do corredor.

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