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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 173

POV/ ROCCO

Caminhei até a minha suíte master com os passos pesados. Me joguei na cama de casal, encarando o teto escuro enquanto o silêncio do apartamento parecia me sufocar. Minha mente entrou em um turbilhão desgraçado.

Como assim o velho estava morrendo e ninguém tinha me falado nada? O estresse e o nervosismo começaram a queimar o fundo da minha boca com um gosto amargo de azia. Eu estava dividido, esmagado entre a responsabilidade com o sangue da minha família e a obsessão violenta que eu sentia pela Sky.

Custei a dormir. Passei horas rolando de um lado para o outro no colchão, com o corpo tenso e o suor frio incomodando a minha nuca até que o cansaço finalmente apagou a minha consciência, perto do amanhecer.

Acordei sobressaltado na manhã de quarta-feira com o sol claro cortando o vidro da janela. Girei o corpo no colchão e o meu coração deu um baque desordenado de susto: a Jussara estava deitada na cama bem do meu lado, com a cabeça apoiada no travesseiro, me observando em silêncio.

Dei um salto para trás, me afastando até a borda do colchão em um movimento totalmente desajeitado cai no chão de costas. Senti o meu rosto queimar de raiva e de espanto.

Pensei comigo mesmo que andava passando tempo demais perto da Sky, porque até os meus movimentos estavam virando um desastre.

— Eu não mordo não, só se você me pedir.

Soltei uma risada anasalada, sem humor nenhum, passando a mão pelo cabelo bagunçado.

— Que porra você está fazendo aqui, Jussara? — rosnei, a voz rouca do sono.

Ela deu de ombros, sorrindo de canto, sem demonstrar nenhum constrangimento.

— Calma, Rocco. Nossa, tudo bem. Eu não queria te assustar — ela debochou, sentando na cama com total leveza. — Você passou a noite inteira gemendo e se debatendo por causa de pesadelos. Só vim ver se você estava inteiro. Já pensou em aceitar a proposta?

— Não — respondi curto, ficando de pé de uma vez. Eu estava vestindo apenas a calça do terno do dia anterior, com o peito e o tronco nus expostos. Olhei para as roupas dela e vi que ela já estava arrumada. — Você já vai sair?

— Vou sim — ela disse, levantando-se e ajeitando os cabelos cacheados. — Vou sair para tomar café da manhã com o Christian.

— Está mesmo de olho em um Blackwood. Não é mesmo?

Dei um sorriso de canto, sentindo um rastro de alívio quebrar a rigidez do meu peito.

— Sim. — ela afirmou sem o menor problema.

— Ótimo. Pode ter certeza de que o Christian vai te dizer exatamente a mesma coisa que eu disse ontem. Se você estava querendo se casar com um Blackwood para garantir status ou negócios, não irá funcionar de qualquer jeito.

A Jussara soltou uma risada estalada, achando graça da minha arrogância, e começou a caminhar em direção ao hall da sala.

Fui acompanhando os passos dela até a entrada da cobertura para garantir que ela sairia dali de uma vez. Eu estava completamente sem camisa, com a cara de quem tinha acabado de acordar, e tido um grande pesadelo.

Parei perto do batente enquanto ela pegava a bolsa.

— Não precisa me levar até o elevador, Rocco. Eu sei o caminho — ela comentou, segurando a maçaneta da porta principal.

Antes que eu pudesse dar um passo para trás e voltar para o meu quarto, a Jussara deu um passo rápido na minha direção, me encurralando contra o batente da porta, e segurou os meus ombros com força.

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