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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 193

POV/ MOON

O clique metálico e ríspido das algemas ecoou no quarto, prendendo os meus dois pulsos diretamente nas barras de madeira da cabeceira da cama. Eu estava totalmente rendida, deitada de bruços, com a barriga prensada contra o lençol e as pernas nuas totalmente expostas. A humilhação de estar vestindo apenas a calcinha e aquela blusa fina de alcinha se misturava com o pavor da presença dele bem ali, em pé, controlando os meus movimentos.

Tentei puxar os braços, mas o metal gelado machucou a minha pele, travando qualquer tentativa de fuga. O peso dele saiu de cima de mim, mas o som do couro da jaqueta de motoqueiro continuava bem perto, indicando que ele monitorava cada centímetro do meu corpo.

— Você quebrou a minha primeira regra, ratinha — a voz dele desceu grossa, vibrando nas minhas costas. — Eu mandei mensagens e fiz ligações. Você ignorou. Por causa disso, a sua punição vai ser dobrada. Serão seis palmadas de cada lado. Doze no total. E você vai contar cada uma delas comigo.

— Por que está fazendo isso? — perguntei, forçando o meu pescoço para cima para conseguir falar, o que me deixou em uma posição absurdamente desconfortável e dolorida. — Eu só esqueci o celular em casa!

— Não perguntei nada — ele ditou, o tom frio cortando o meu argumento. — Onde você estava? E por que não levou o aparelho?

— Eu fui até a delegacia! — soltei as palavras com pressa, sentindo o ar faltar. — Fui tentar soltar a minha irmã que está presa. Eu passei o dia inteiro sem comer nada, correndo de um lado para o outro. Quando voltou, eu estava com tanta fome que comi demais, bebi uma garrafa de vinho e apaguei na cama. Eu não fiz por mal, eu juro!

Ele ficou em silêncio por alguns segundos. Senti a mão enluvada dele tocar a lateral da minha coxa, subindo devagar até o meu quadril, um toque firme que me fez encolher.

— Imprudente. Descuidada. Despercebida. Uma completa esquecida — ele enumerou cada palavra com uma calma assustadora. — Você quer resolver todas as suas questões sozinha, Moon, mas nem sequer dá conta de cuidar de si mesma. Ficou o dia todo sem comer? Se você não tem capacidade de zelar pelo seu próprio corpo, eu vou ter que fazer isso por você. E se você não se cuidar, eu mesmo vou te punir todas as vezes. Entendeu?

O sangue subiu para a minha cabeça. A arrogância daquele homem mascarado me deu um estalo de raiva que venceu o medo por um segundo. Inclinei o pescoço de novo, forçando a vista na escuridão.

— Você tem filhos por acaso? — esbravejei, a voz trêmula de nervoso. — Você invade a casa dos outros ou fica batendo nos seus filhos desse jeito também para educar?

O estalo seco rasgou o ar do quarto.

A palma da mão dele desceu com força total contra a minha nádega esquerda, estalando direto na pele fina. A dor ardeu como fogo instantâneo, me fazendo dar um sobressalto na cama. O metal das algemas rangeu contra a madeira.

— Eu não te dei ordem para falar e muito menos para me responder com gracinhas — ele rosnou, a voz caindo pesada perto do meu ouvido. — Cada vez que você abrir a boca para retrucar sem eu mandar, vai levar um tapa extra. Entendido?

A dor latejava na minha pele, queimando de um jeito que me fez perder as forças. O desconforto de manter o pescoço levantado cobrou o preço; desisti de lutar, joguei a cabeça de lado contra o colchão e fechei os olhos, deixando as lágrimas escorrerem pelo travesseiro.

— Me desculpa... — sussurrei, a voz abafada pelo tecido. — Me desculpa por não ter avisado.

— Eu vou te desculpar, ratinha — ele sussurrou de volta, a respiração quente dele batendo na minha nuca. — Mas só depois que você pagar o que me deve.

Deixei escapar uma risada curta e nervosa, um som involuntário provocado pelo absurdo daquela situação inteira. Eu estava presa na minha própria cama, apanhando de um desconhecido.

— Está achando engraçado? Acha que isso é uma brincadeira? — ele perguntou, e senti o corpo dele se aproximar ainda mais.

O pior de tudo, o que me causava um pânico interno avassalador, era a reação do meu próprio corpo. A minha pele estava inteiramente arrepiada. Conforme a mão dele acariciava a lateral do meu quadril, um calor absurdo começou a se concentrar bem no fundo do meu ventre, uma queimação pesada e íntima que eu nunca tinha sentido antes. Eu estava apavorada, mas o meu corpo pareceu traidor, respondendo de forma quente àquela dominação brutal.

— Olha só para você... está tremendo inteira — ele notou, a voz carregada de satisfação ao perceber o meu arrepio. — Vou te punir por reagir assim para mim também. Comece a contar. Agora.

Ele não esperou. O primeiro tapa oficial desceu firme na nádega direita.

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