POV/ Senhor C.
A atmosfera no quarto tornou-se pesada, carregada pelo aroma doce e gostoso da pele dela misturado com o cheiro da poeira e a eletricidade estática que parecia emanar por todo o cômodo. Minhas narinas captavam esse perfume único a cada lufada de ar que eu puxava, alimentando ainda mais a minha excitação. Moon tentou articular um protesto, as cordas vocais vibrando em vão contra a bola de borracha que lhe preenchia a boca.
O som que saiu foi um gemido gutural, rouco e abafado, que me fez soltar uma risada curta e sádica. Meu próprio peito subia e descia rápido, impulsionado pelo calor que tomava conta de mim ao vê-la totalmente vulnerável sob o meu olhar.
Aproximei-me devagar, o movimento das minhas luvas de couro preenchendo o silêncio com o atrito rústico do material. Primeiro, posicionei o abridor de pernas de metal. Com precisão fria, travei os tornozelos dela, afastando-os e forçando-a a ficar completamente exposta.
— Olhe para você, Moon — sussurrei, a voz aveludada carregando uma ameaça silenciosa enquanto eu encarava a sua nudez parcial. — Esticada assim, você parece uma estrela reluzente, pronta para ser consumida.
Apaguei a luz principal do quarto, deixando apenas o abajur aceso sobre a mesa lateral. Ajustei o ângulo do foco para que a iluminação fracaisse diretamente sobre as coxas brancas e o quadril dela, deixando o seu rosto mergulhado em uma sombra profunda e misteriosa. A punição seria agradável, eu tinha prometido, e vi uma lágrima solitária escorrer pela têmpora dela, capturando o reflexo dourado da lâmpada.
Peguei a Violet Wand na nécessaire. O zumbido elétrico do aparelho começou a preencher o ambiente, um som agudo e contínuo que prometia dor e prazer na mesma frequência. Comecei pelos pés dela, encostando a ponta de vidro na sola sensível.
O choque inicial fez o corpo dela dar um solavanco contra as amarras, os músculos se contraindo na mesma hora. Desci a haste de bambu, golpeando a pele das panturrilhas com batidas firmes, alternando em seguida com as descargas elétricas que faziam as pernas dela tremerem como cordas de violão tensionadas ao extremo.
O som da respiracao dela começou a subir de tom, tornando-se mais alto, sibilante e sôfrego através dos furos do nariz.
Subi pelas coxas, a varinha riscando a pele alva em linhas lentas. Onde a ponta tocava, um vergão avermelhado surgia quase instantaneamente, e o choque que vinha logo em seguida a fazia arquear as costas contra o colchão, a boca forçada contra a mordaça soltando um gemido abafado que ecoava nas paredes. O coração dela batia de um jeito tão violento que eu conseguia ver a artéria no pescoço pulsar com força total.
Sem que ela mesma percebesse, o choro de medo deu lugar a um som totalmente instintivo; ela estava cedendo ao estímulo da dor combinada com o prazer, revirando os olhos para o teto escuro enquanto o quadril se movia involuntariamente, procurando o contato e mostrando que estava gostando daquela intensidade doentia.
Passei os dedos enluvados pelo tronco dela, subindo lentamente pelas costelas até alcançar o pescoço. Fechei a minha mão ali com imagem de firmeza, apertando a pele e privando-a de oxigênio por alguns segundos. Os olhos dela se arregalaram no escuro do quarto, as veias saltando com a pressão da minha posse.
Senti meu próprio coração acelerar contra as minhas costelas, o calor do meu corpo combinando com a temperatura absurda que emanava da pele dela. Soltei os meus dedos a tempo de ela recuperar o ar em uma lufada ruidosa e profunda, e passei a língua pelo canto do seu olho, capturando o sal da lágrima quente que escorria.
— Lágrimas gostosas... você é toda gostosa, ratinha — provoquei, sentindo a vibração do peito dela contra a minha palma.
Enfiei a ponta da Violet Wand por baixo da renda preta do sutiã. O choque direto nos bicos dos seios a fez retorcer o tronco com uma violência deliciosa, a respiração agora pesada, alta e totalmente descontrolada preenchendo todo o quarto deserto.
— Está doendo? — perguntei, observando o peito dela subir e descer de forma frenética.
Ela não respondeu, os dentes apertando a borracha vermelha com força.
— Responda com a cabeça. Está doendo? — perguntei novamente, fixando o olhar nos furos da máscara.
Ela acenou que não.

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