POV: ROCCO BLACKWOOD
Ela estava ajoelhada no centro do meu tapete escuro, a pele branca atingindo um contraste obsceno contra o cetim pichado que mal cobria o que importava. Eu segurava a ponta do meu cinto de couro, que estava passado em volta do seu pescoço e enrolado firmemente no meu punho. Eu mantinha a tensão exata, o suficiente para que ela fosse forçada a inclinar a cabeça para trás, expondo a linha vulnerável da garganta. Ela me encarava com aquela fúria submissa, os olhos castanhos queimando como brasa sob a luz baixa.
— Pode fazer o que quiser comigo... — ela sussurrou. A voz era arrastada, densa, carregada de uma rendição que me atingiu como um soco. — O que você quiser, Mestre.
Soltei o cinto e ela, em vez de recuar, deslizou as mãos pelo próprio corpo com uma lentidão torturante. Apertou os seios fartos, sentindo a própria pele, antes de descer para a barra do vestido. Com um movimento fluido, ela abriu as pernas, sentando-se sobre os calcanhares e expondo a intimidade rosada, brilhando sob a penumbra do quarto. O cheiro de morangos e luxúria inundou meus sentidos quando vi seus dedos deslizarem para dentro, um depois o outro, desaparecendo naquele calor úmido que eu tanto ansiava explorar.
— Estou pronta para te receber — ela arqueou as costas, um convite silencioso para o abismo.
Eu não esperei. Caminhei até ela e a beijei, puxando-a para mim com uma urgência bruta. Nossas bocas se encontraram em uma colisão feroz. Ela se levantou, colando o corpo ao meu, e começamos uma dança bruta pelo quarto, onde o controle e o caos se fundiam em uma estrutura perfeita. Eu a sentia vibrar sob meus dedos; cada gemido dela era o combustível que alimentava a minha necessidade de posse.
— Me come... faz o que quiser... — ela implorou contra os meus lábios, o hálito quente se misturando ao meu.
— Você não precisa pedir duas vezes — rosnei.
Joguei-a na cama, virando seu corpo de quatro com uma agilidade predatória. Levantei o tecido rígido do vestido pichado, revelando aquela bunda monumental — a carne branca, firme e imaculada que parecia implorar pela marca da minha mão. A b***** rosada estava ali, escancarada, pulsante e pronta para o impacto. Eu estava a um segundo de me enterrar nela, de finalmente tomar o que era meu por direito após semanas de uma espera que beirava a insanidade...
Um estalo.
Abri os olhos de supetão. O teto do quarto em Porto Alegre surgiu diante de mim, substituindo a visão do paraíso por um vazio cinzento. O silêncio da madrugada era quebrado apenas pela minha própria respiração, que saía em arfadas curtas e pesadas, como se eu tivesse acabado de correr uma maratona para lugar nenhum.
— Porra... — praguejei para o nada, sentindo o suor frio colar o lençol às minhas costas.
O coração martelava contra as costelas, uma batida errática e violenta. Levei a mão à testa, tentando afastar a névoa do sonho que ainda parecia real demais, o fantasma do toque dela ainda queimando na ponta dos meus dedos. A frustração física era uma dor aguda e pulsante na minha virilha. Olhei para baixo e senti o peso da derrota: o calor úmido na cueca confirmava que o meu subconsciente tinha chegado ao ápice, mesmo que o meu corpo tivesse sido abandonado na melhor hora da festa.
Fiquei ali por alguns minutos, encarando a escuridão. O corpo estava relaxado pela descarga química, mas a mente estava em chamas, furiosa pela interrupção.
Levantei-me e fui direto para o banho. Deixei a água fria castigar a pele, tentando lavar o rastro daquela ruiva. Havia chegado tarde da viagem de Floripa e a minha semana seria cheia. Eu precisava de foco, de cálculos e de ordem.
***
A segunda-feira na Blackwood & Co. tinha um cheiro que eu apreciava: café forte e o aroma de couro novo das pastas que o Lorenzo deixou em cima da minha mesa. Sentei-me na cabeceira da sala de reuniões, sentindo cada músculo do meu corpo relaxado. Ter dormido bem depois de Floripa foi um evento raro. A imagem daquela ruiva bronzeando de biquíni na beira da praia me rendeu um sonho nada "prazero", já que era, na verdade, muito prazeroso.
A porta abriu com o estrépito de sempre. Nathan entrou com um copo de café na mão.
— Bom dia. Acho que eu precisava de mais umas oito horas de sono — ele disse, jogando-se na cadeira e dando uma golada de café que parecia ser a única coisa mantendo-o em pé. — Conseguiu descansar?
— Tive um pesadelo — respondi com um sorriso de canto. Claro que para o meu autocontrole aquilo tinha sido um pesadelo, mas o resultado físico me deixou bem relaxado.
Diego entrou logo depois. Diego é o cara da logística, o mestre das engrenagens que faz a Blackwood não colapsar.
— Bom dia, futuro CEO. Vi que o Ravi não te jogou pela janela do avião. Milagres acontecem — ele zombou, ajeitando os óculos e sentando-se à mesa.
— O Ravi está mais calmo. Acho que finalmente poderemos nos entender em breve — respondi, abrindo o tablet para conferir os primeiros dados do dia.
— E aí, Diego? Vai soltar o que tem para falar ou vai esperar o prédio cair? — Nathan perguntou, girando a cadeira com uma impaciência infantil. — Como está a Sakura? Qual a novidade?
Diego deu um sorriso contido.
— Ela está ótima. Recuperada, com as taxas perfeitas de plaquetas e glóbulos brancos. E primeiro ela vai voltar para a faculdade de contabilidade esse semestre e volta para o estágio mês que vem.
— Isso é muito bom! — Nathan sorriu e deu um tapinha no braço de Diego.
— Mas... tem uma outra coisa que eu precisava contar para vocês. Até para não ser surpresa quando vocês a virem por aí.

VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário