(POV: CHRISTIAN)
Ela estava montada sobre o meu colo no escuro, o corpo pequeno e quente colado ao meu de um jeito covarde. O contraste da pele clara dela contra a minha era de enlouquecer qualquer homem. No sonho, a Moon não tinha vergonha. Ela deslizava o tronco para baixo, pressionando os seios macios contra o meu peitoral enquanto descia a boca pelo meu corpo, traçando um caminho de fogo até envolver o meu membro.
Ela engolia tudo, a garganta recebendo cada centímetro da minha espessura com uma entrega desesperada. Acomodei as minhas mãos no quadril dela, erguendo a minha palma e desferindo um tapa estalado na carne firme da bunda dela. O som da estocada ecoou na minha mente, fazendo o corpo dela estremecer inteiro e encharcar o tecido da minha calça.
No sonho, o piercing que ela tinha colocado na intimidade já estava totalmente cicatrizado. Segurei as duas coxas dela, abrindo o espaço entre as suas pernas sem pedir licença, admirando a joia reluzindo na pele sensível. Colei a minha boca na sua boceta úmida, chupando e passando a língua na sua carne quente com uma fome brutal, ouvindo a minha ratinha gemer alto, chamando o meu nome enquanto se contorcia nas minhas mãos.
Abri os olhos de golpe, puxando o ar com força pela boca.
Fiquei encarando o teto branco do quarto de hotel em Porto Seguro, o meu peito subindo e descendo descontrolado. A respiração estava curta, o coração martelando contra a caixa torácica e uma sensação incômoda de umidade colava a minha cueca à pele da coxa.
Passei as mãos pelo rosto, soltando um palavrão pesado no silêncio do quarto.
Eu tinha gozado dormindo.
Um homem feito, dono de um império, tendo uma poluição noturna por causa de uma garota virgem. Aquela mulher estava destruindo o meu juízo, me transformando em um obcecado sem controle.
Levantei da cama, fui direto para o banheiro e tomei um banho frio demorado para colocar a cabeça no lugar.
Após o banho peguei o telefone e liguei para a minha rede de contatos na marina local. Exigi o aluguel de um iate de alto padrão, reservado e totalmente privado. A minha única regra foi categórica: a embarcação deveria ficar ancorada em uma enseada isolada, sem nenhum marinheiro, garçom ou funcionário a bordo a partir das cinco da tarde. Eu queria o oceano inteiro em silêncio para nós dois.
Saí do hotel e caminhei pessoalmente pelo centro comercial de Porto Seguro para resolver os detalhes. Passei em uma farmácia de manipulação e comprei os melhores géis lubrificantes de alta densidade e óleos de relaxamento corporal disponíveis. Eu conhecia o tamanho do meu membro e sabia que tomar o corpo de uma mulher virgem por trás exigiria um cuidado cirúrgico para não rasgar a sua pele.
Em uma loja de artigos finos no centro, encontrei o item principal do meu plano: uma venda de seda preta, espessa e completamente opaca.
Segurei o tecido macio entre os dedos, sentindo um sorriso sombrio nascer no meu rosto. A venda era a peça perfeita para o meu jogo. Com os olhos da Moon cobertos pela seda, eu finalmente poderia tirar as minhas luvas de couro. Poderia sentir o calor da pele dela diretamente com as minhas mãos limpas, mapear cada curva do seu corpo com os meus dedos e segurar a sua cintura sem nenhuma barreira física nos separando.
Voltei para o meu quarto no final da tarde, organizei a mala com os produtos e enviei a mensagem para o celular dela sob a identidade do Senhor C. Mandei o link da localização exata do píer isolado e avisei que um táxi privativo já estava pago e a caminho da Pousada.
"Você tem certeza disso?" — a mensagem dela surgiu no meu visor.
Digitei a resposta de imediato:
"Você confia em mim?"
"Sim" — ela respondeu um segundo depois.
"Ótimo. Era tudo o que eu precisava saber" — finalizei.

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