(POV: CHRISTIAN)
Atravessei a porta da cabine principal do iate carregando a Moon nos braços e a apoiei com cuidado sobre o sofá de couro do salão. Ela continuava com a venda de seda preta cobrindo os olhos, respirando fundo enquanto ajeitava o vestido vermelho sobre as coxas.
— Espera um momento — murmurei com a voz abafada, mantendo a mão no peito dela para mantê-la sentada.
Fui até o camarote principal no corredor do iate, peguei a minha máscara estilizada inspirada nos traços de Salvador Dalí, com os olhos fundos e a expressão fria, e a encaixei perfeitamente no meu rosto. Puxei o capuz do casaco escuro sobre a cabeça, cobrindo cada centímetro de pele do pescoço e do crânio.
Voltei para o salão a passos silenciosos, me aproximei do sofá e parei de pé bem na frente dela. Estiquei os dedos e desfiz o nó da venda de seda preta com delicadeza, puxando o tecido para longe dos olhos dela.
A Moon piscou várias vezes, tentando se acostumar com a iluminação suave da cabine. A expectativa no rosto dela era evidente, mas a expressão desmoronou em surpresa no segundo em que encarou a máscara fria a poucos centímetros da sua cara.
— Nossa... eu achei que ia te ver — ela soltou em um suspiro de decepção, os olhos claros varrendo a minha figura oculta.
— Você ainda não terminou de cumprir a sua lista, ratinha — respondi em tom grave, a voz abafada pelo material da máscara. — E nós temos algumas coisas para organizar primeiro.
Ela acenou positivamente com a cabeça, engolindo a vergonha.
— Você está bem? — perguntei, cruzando os braços na altura do peito.
— Sim... — ela respondeu de imediato. Hesitou por dois segundos, mordendo o lábio inferior, antes de continuar: — Posso te falar uma coisa?
— Pode.
— É que... eu acho que devia estar sentindo medo, constrangida ou apavorada com toda essa situação — ela confessou em um fio de voz, encarando as próprias mãos no colo. — Mas essa sensação de segredo, de perigo, esse medo misturado com o que a gente faz... me dá tesão. Eu fico excitada de verdade. E me sinto mal por isso, me sinto com vergonha.
Aquelas palavras bateram no meu peitoral como um soco de adrenalina. A honestidade ingênua da Moon era a coisa mais perigosa e atraente que eu já tinha visto na vida.
Dei dois passos para a frente, diminuindo o espaço entre nós até a minha sombra cobrir o corpo dela por inteiro no sofá.
— Eu queria te ver de verdade... queria encostar em você e saber alguma coisa da sua vida, não só você me tocando e sabendo tudo sobre mim — ela continuou, olhando para a minha máscara.
— Hoje você já tocou no meu membro — lembrei, o tom de voz baixando um tom.
— Mas não é isso — ela rebateu de imediato. — Eu queria sentir o seu corpo... a sua pele de verdade.
— Hoje você vai sentir muito mais do que isso, Moon — avisei, a autoridade pesando no ambiente. — Eu vou realizar o seu sonho.
Ela franziu a testa, confusa.
— O quê? Como assim? Tirar a minha virgindade?
— Mas você tem mais de um lugar para perder a virgindade, não tem? — perguntei com calma.
Os olhos dela se arregalaram em um choque absoluto. O ar trancou na garganta dela e ela recuou as costas contra o encosto do sofá, chocada.
— Não... não... o quê?? — ela gaguejou, o rosto queimando de pavor e fascínio.
— Você não me disse que gosta do perigo? Que queria fazer algo radical na sua viagem? — me inclinei sobre ela, apoiando a minha mão no braço do sofá. — Pois isso é a coisa mais radical que nós dois vamos fazer.
Inclinei a cabeça e pousei a borda da minha máscara contra a pele nua do braço dela, descendo o toque até o seu pulso. Ela estremeceu inteira, a respiração saindo descontrolada pelos lábios.
— Vai doer? — ela perguntou com os olhos marejados de ansiedade.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário