(POV: CHRISTIAN)
A Moon se ajeitou no meu colo, apoiando as duas mãos no meu peitoral para equilibrar o corpo sobre as minhas coxas. Ela olhava bem fundo nos furos da minha máscara, soltando o ar devagar pela boca avermelhada.
— Eu preciso pensar muito bem antes de falar... — ela murmurou, mordendo o lábio inferior. — Não posso gastar as minhas três perguntas com bobagem.
Soltei uma risada baixa e abafada por trás do plástico rígido, sentindo o calor da pele dela aquecer o tecido da minha calça.
— Leve o tempo que precisar, ratinha. Mas não me faça esperar a noite toda — avisei, deslizando a minha mão limpa pela curva da coxa dela, sentindo a textura da meia arrastão sob os meus dedos.
Ela engoliu em seco, tomou coragem e soltou a primeira:
— A gente se conhece pessoalmente? Você é alguém que faz parte do meu ciclo social?
Ergui a mão e dei um tapa estalado, firme, mas sem violência, na carne farta da bunda dela. A Moon soltou um pequeno arfar de surpresa, os olhos claros se arregalando na penumbra do salão.
— Isso foram duas perguntas em uma só, espertinha — brinquei, apertando a carne macia da nádega dela logo em seguida. — Mas como eu sou um homem generoso, vou responder as duas. Sim, a gente se conhece pessoalmente. E não, eu não faço parte do seu grupo de amigos próximos, mas nós já nos vimos e conversamos mais de uma vez.
O peito dela subiu rápido com a resposta. Deu para ver a mente dela trabalhando a mil por hora, tentando puxar na memória cada homem que tinha cruzado o seu caminho nos últimos tempos.
— Tá... meu Deus — ela sussurrou, ajeitando o quadril sobre o meu membro ereto. — Segunda pergunta. Mas... você não é nenhum maníaco, né? Tipo um perseguidor psicopata? Você tem uma vida normal, faz algo da vida? Porque pelo dinheiro que você gasta, dá para ver que é rico, mas você não é nenhum criminoso, é?
Soltei uma gargalhada rouca que ressoou pelo cômodo. Levei as minhas duas mãos limpas até o rosto dela, segurando a sua mandíbula com delicadeza, sentindo a pele macia das suas bochechas.
— Não, Moon. Eu não sou nenhum criminoso — respondi em um tom sério, encarando a boca dela. — Eu tenho uma empresa grande, trabalho mais de doze horas por dia e ganho cada centavo que gasto para te ter aqui comigo. Você está totalmente segura nas minhas mãos.
Ela mordeu os lábios de novo, olhando para a minha máscara com um desejo tão explícito que a minha própria respiração desregulou. Passei o meu polegar devagar pela carne do lábio inferior dela, sentindo a umidade da sua boca. A vontade de tirar aquela máscara, segurar o pescoço dela e devorar os seus lábios em um beijo bruto quase me fez perder a cabeça. E pela forma como a pele dela arrepiava ao meu toque, sabia que ela queria exatamente a mesma coisa.
A Moon piscou, tentando disfarçar a entrega, e soltou uma risadinha nervosa:
— Entendi... então você trabalha bastante. Mas isso significa que você mora perto de mim? Ou você mora em outro estado e...
— Ei — cortei a fala dela, dando um leve puxão na sua cintura para prendê-la contra o meu peito. — Você está fazendo um monte de pergunta de uma vez só. Está tentando roubar no nosso jogo para montar um mapa da minha vida?
ela riu, jogando a cabeça um pouco para trás.
— Não vale! Não é roubo, é só uma pergunta para entender a resposta anterior!
— Se você não fosse tão linda, tão gostosa e tão minha, eu já teria fechado a sua boca e tomado o seu corpo aqui mesmo — murmurei em um tom perigoso, a voz baixando para um sussurro que fez o corpo dela estremecer no meu colo. — Faça a sua terceira e última pergunta. E escolha muito bem.


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