POV/ SENHOR C
Ela riu contra o meu dedo, o peito subindo e descendo descontrolado.
— Você é louco... — ela murmurou assim que tirei o meu dedo da boca dela, passando a língua nos próprios lábios. — Isso me deixa um pouco preocupada com as suas respostas anteriores.
Apertei a carne da bunda dela com força, sentindo a maciez da pele através da meia arrastão, e subi as minhas mãos até os seios empinados dela, apertando os mamilos por cima da renda do sutiã.
— Agora levanta. Está na hora da última fase do nosso jogo — ordenei.
— Calma... — ela pediu, a respiração curta e o rosto corado. — Eu quero te tocar primeiro.
— Tá bom. Pode me tocar então — concordei.
A Moon levantou do meu colo com as pernas visivelmente bambas. Caminhou até a mesa do jantar e pegou a venda de seda preta. Quando voltou para perto de mim, percebi que as mãos pequenas dela estavam tremendo de nervosismo.
— Eu acho que vou ficar em pé... — ela murmurou, parando na minha frente e travando no lugar.
Puxei o corpo dela para mim e a abracei com firmeza, colando a barriga dela no meu peito. Senti o coração da garota martelando contra as minhas costelas como um passarinho assustado.
— Calma. Está tudo bem, ratinha — sussurrei perto do ouvido dela, passando a mão pelas costas nuas do seu corpo.
Ela me olhou por baixo, através da iluminação fraca da cabine, e soltou um suspiro longo.
— Eu não sei por que... mas eu acredito em você — ela confessou em um fio de voz.
Peguei a venda de seda das mãos dela, passei o tecido macio ao redor da sua cabeça e dei um nó firme na parte de trás, cobrindo os olhos claros dela por inteiro. A Moon desceu devagar até ficar ajoelhada entre as minhas pernas no chão, ajeitando a lingerie preta sobre a pele branca.
— As três partes do seu corpo que eu quero tocar são o seu rosto, o seu peitoral e a sua barriga, que ja vou avisando conta como uma ... e depois eu quero tocar as suas mãos — ela anunciou, erguendo o queixo no escuro da venda.
— Feito, então — respondi.
Ela sorriu com os lábios pintados de vermelho, demonstrando uma coragem que me deixava cada segundo mais fascinado.
— E se eu descobrir quem você é? Você me dá uma recompensa? — ela perguntou.
Soltei um riso baixo por trás da máscara, achando graça da audácia da minha garota.
— Que recompensa você quer?
— Eu não sei... vou pensar em algo — ela respondeu, soltando uma risadinha provocante.
— Você está muito ousadinha hoje, Moon.
— Você está me dando liberdade para eu voltar a ser quem eu era — ela disse, a voz doce e carregada de uma provocação leve.
— E eu estou adorando isso — respondi, observando a garota ajoelhada na minha frente, pronta para começar o nosso toque.
— Amarre essa venda bem firme e sem roubar — avisei, observando a garota de joelhos na minha frente.
A Moon soltou um sorriso lindo, os dentes brancos e alinhados iluminando o rosto corado.
— Eu não vou roubar — ela prometeu.
Puxei o capuz do casaco para trás, tirei a máscara de Dalí do meu rosto e a deixei sobre a mesa. Em seguida, desabotoei a minha camisa social escura e a arranquei do corpo, ficando com o peitoral totalmente nu na penumbra da cabine.
— Você tem trinta segundos para tocar em cada parte do meu corpo — decretei o tempo, cruzando os braços.
Ela mordeu o lábio e resmungou no mesmo segundo:
— Trinta segundos? Isso é muito pouco!
— É o jogo, ratinha. E essas são as regras — respondi, sem dar margem para discussão.

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