POV: SENHOR C
Soltei os pulsos dela, tirei a minha luva de couro preta da mão direita e entreguei as minhas duas mãos limpas para ela. A Moon pegou os meus dedos, espalhando a palma dela contra a minha para comparar os tamanhos.
— Ai, meu Deus... que mão enorme — ela soltou um suspiro. Deslizou as pontas dos dedos pela minha pele e franziu a testa. — Essa é uma mão muito lisinha para um homem trabalhador, sabia? Isso me deixa um pouco preocupada.
— É porque eu estudei muito para ter um bom trabalho de escritório — respondi.
— As suas mãos são quase mais macias do que as minhas! Fiquei até com vergonha... acho que preciso fazer uma esfoliação nas minhas — ela disse, soltando uma risadinha.
— Você precisa calar a boca. Isso sim é o que você precisa fazer — murmurei em um tom rouco e dominador.
Ela riu, sem se abalar com a minha ordem. Mas ao continuar deslizando o polegar pela minha palma direita, a Moon travou o movimento no meio de um relevo grosso na minha pele.
— O que é isso aqui? — ela perguntou, passando o dedo por cima da marca profunda.
— Uma cicatriz — respondi, o tom fechando de imediato.
— O que aconteceu?
— Nada demais.
Antes que ela pudesse fazer mais perguntas sobre a cicatriz que cruzava a minha mão, puxei a cintura dela para cima e me levantei da poltrona de uma vez só.
A Moon soltou um pequeno grito de surpresa. Instintivamente, ela enlaçou as pernas vestidas na meia arrastão ao redor do meu quadril, colando a calcinha preta na minha virilha. Ela jogou os braços ao redor do meu pescoço para não cair, espalhando as mãos pequenas pelas minhas costas nuas e sentindo cada músculo da minha coluna enquanto eu a carregava para o quarto.
Passei a ponta da minha língua suavemente pelos lábios desenhados da Moon, subindo para dar um beijo carinhoso na bochecha macia dela e outro bem na ponta do seu nariz. Sentir a pele dela arrepiar contra a minha boca era uma sensação viciante.
Ela soltou um sorriso fraco, a respiração quente batendo no meu queixo.
Em seguida, entreabri a boca dela e enfiei a minha língua com delicadeza, envolvendo a língua dela em um beijo calmo, profundo e ritmado. A Moon não recuou. Ela retribuiu o toque com uma entrega quente, sugando a minha língua de volta e ajeitando os braços ao redor do meu pescoço.
Desci a minha mão limpa pelas costas nuas dela, contornando a espinha até chegar na bunda farta. Encaixei os meus dedos na carne macia da nádega dela por cima da meia arrastão e apertei com força, ouvindo a garota soltar um arfar baixinho contra os meus lábios.
— Você tem uma bunda maravilhosa, ratinha — murmurei em um tom rouco.
Ela riu fraco, afastando a boca da minha por alguns milímetros.
— Você é meio tarado por bunda, né? — ela brincou, a voz falhada de excitação.
— Eu sou tarado por você — respondi direto, a gravidade da minha voz fazendo o corpo dela estremecer no meu colo.
— Eu não entendo você... nunca vi esse tipo de coisa na minha vida — ela murmurou, franzindo a testa por baixo da venda de seda preta.
Soltei um riso baixo perto da orelha dela.
— Um dia você entende. Ou talvez nunca entenda. No fundo, não faz a menor diferença.
Atravessei o camarote principal e a deitei devagar no centro da cama de casal. A Moon afundou no colchão macio, os cabelos loiros espalhados pelo lençol, a lingerie preta e a meia arrastão destacando cada curva do corpo dela no escuro.
— É agora que a gente vai começar? — ela perguntou, o peito subindo e descendo rápido de ansiedade.
— Sim. Mas primeiro eu quero tocar em você — avisei, ficando de joelhos no colchão entre as pernas dela.
— O quê? Mas você já me tocou! — ela reclamou.

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