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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 250

POV: MOON

Abri os olhos devagar quando a luz fraca da manhã começou a entrar pelas frestas da cortina do camarote. Tentei me mexer no colchão, mas cada músculo do meu corpo reclamou no mesmo segundo. Uma fisgada funda correu pela minha coluna e a minha bunda latejava de um jeito contínuo, dolorida e quente, me lembrando exatamente de tudo o que tinha acontecido naquela cama.

Passei a mão pelo lençol macio do meu lado. Estava frio. Vazio.

Sentei devagar na cama, soltando um ganido baixo pela dorzinha chata entre as minhas pernas e no canal de trás. O meu corpo estava exausto. A gente esteve tão entregue, tão levado pelo calor do momento na noite anterior, que nem tínhamos lembrado de jantar. Dormi direto, do jeito que caí, atropelada pelo cansaço e pela intensidade de cada toque dele.

Senti o meu rosto queimar de vergonha só de puxar as lembranças na mente. Eu nunca tinha imaginado na minha vida que uma coisa daquelas pudesse ser tão boa. O meu coração acelerou no peito só de lembrar da voz dele no meu ouvido, dos t***s estalados na minha pele e da sensação absurda de ter o corpo dele me preenchendo por inteiro. Mesmo com a dor e com o incômodo na pele, só de passar a mão pela coxa e lembrar da força daquele homem, percebi que a minha intimidade reagia na hora, ficando úmida de novo. doeu, me deixou sem ar, mas a verdade é que eu faria tudo de novo sem pensar duas vezes.

O que eu estou fazendo da minha vida?

Será que é normal sentir tanto prazer com algo tão agressivo?

Será que eu sou uma garota vulgar por ter me entregado desse jeito para um homem mascarado?

Olhei para o criado-mudo ao lado da cabeceira e vi um papel dobrado em cima da madeira. Peguei o folheto com as mãos meio trêmulas.

A caligrafia era impecável. Uma letra cursiva, desenhada, elegante e firme, que nem parecia ter sido feita por um homem. No final da folha, ele tinha desenhado um coraçãozinho pequeno e assinado como ele sempre me chamava.

No bilhete, ele pedia para eu tomar um banho demorado, comer bastante e avisava que um motorista viria me buscar às dez da manhã para me levar até o hotel. Ele dizia que tinha precisado sair de emergência para resolver um assunto importante no porto, mas que tentaria voltar antes de eu ir embora.

Um aperto chato pesou no meu peito. Fiquei triste. Depois de uma noite tão íntima, tão forte e especial para mim, encarar aquela cama vazia e saber que ele não estava ali do meu lado dava uma sensação estranha de abandono, mesmo sabendo que ele tinha obrigações.

Olhei para a poltrona do quarto e vi um vestido florido bem bonito, dobrado com cuidado, junto com uma calcinha limpa.

Me levantei da cama com cuidado. A cada passo que eu dava em direção ao banheiro, a dor no meu quadril me fazia andar mais devagar, fazendo o meu corpo pesar.

Entrei no banheiro, fiz as minhas necessidades físicas e liguei o chuveiro no quente. Deixei a água fervendo bater no meu pescoço e nas minhas costas, aliviando um pouco da rigidez dos meus músculos. Lavei o meu cabelo com calma, me ensaboei tirando qualquer vestígio da noite anterior ou de suor do meu corpo e saí renovada.

Vesti o vestido solto, que não apertava nada no meu corpo dolorido, e fui até a pequena mesa da cabine. Eram oito e meia da manhã. Tinha um café da manhã reforçado posto ali: pães frescos, frutas cortadas, suco e uma vasilha com castanhas.

Comi devagar, sentindo a minha fome finalmente dar sinal de vida.

Enquanto mastigava um pedaço de pão, peguei o meu celular. Tinha uma mensagem dele avisando que o imprevisto tinha se complicado e que ele realmente não conseguiria chegar a tempo de se despedir de mim no navio.

A minha mente começou a girar rápido. Ele era um homem absurdamente ocupado. Tinha um tom de pele moreno lindo, que eu vi na mão dele quando tirei a venda. Tinha uma letra desenhada, refinada. Usava um perfume amadeirado marcante que parecia impregnado na minha memória. E a inicial do nome dele era C.

Fiquei encarando o teto da cabine, tentando puxar na memória todas as pessoas que eu conhecia ou que tinha cruzado o caminho nos últimos tempos. Pensei em nomes, em homens que trabalhavam em grandes empresas, mas a minha cabeça dava um nó.

Eu não conseguia ter certeza absoluta de nada. Ninguém no meu convívio parecia se encaixar perfeitamente naquele perfil dominador e misterioso.

Às dez horas em ponto, o motorista bateu na porta do camarote. Peguei as minhas coisas e saí. Fui levada de volta até o hotel. No quarto, organizei as minhas malas, dobrei as roupas com cuidado e aproveitei para deitar um pouco na cama macia. O meu corpo ainda pedia descanso. Dormi por mais uma hora, tentando aliviar a fadiga das minhas pernas, antes de fechar a conta na recepção e seguir para o aeroporto.

Cheguei ao aeroporto com duas horas de antecedência, como mandava a regra. Fiz todos os procedimentos de embarque, despachei a minha mala grande e me sentei na sala de espera do portão. Olhava para a tela do celular a cada dois minutos, sentindo o peito apertar de ansiedade. Nenhuma mensagem dele. Nada.

Uma angústia ruim começou a tomar conta de mim enquanto o tempo passava. Será que ele não tinha gostado? Será que para ele tinha sido apenas mais uma noite qualquer com uma garota ingênua? A ideia de ter me entregado inteira para alguém que simplesmente se cansou de mim me deixava com o nó na garganta.

Foi quando o celular vibrou na minha mão. O meu coração deu um pulo no peito ao ver a notificação na tela.

CAP. 272 - O que eu estou fazendo da minha vida? 1

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