Entrar Via

A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 251

POV: SKY

Abri os olhos de uma vez, puxando o ar com tanta força que o meu peito doeu. A imagem da ponte se desfazendo debaixo dos meus pés ainda estava cravada na minha cabeça. O concreto caindo no vazio, o meu corpo despencando em um buraco escuro que parecia não ter fim. E enquanto eu caía sem nunca tocar o chão, olhava para os lados e via os rostos das pessoas. O Rocco de um lado, a minha irmã do outro, a minha mãe, rostos conhecidos... todos parados na borda, apenas me encarando afundar na escuridão sem que ninguém estendesse a mão para me segurar.

Sentei na cama devagar, passing a mão pelo cabelo suado que grudava na minha testa. O meu coração batia feito um louco contra as minhas costelas, descontrolado e barulhento. Eu estava cansada, estressada e com o corpo pesado. Não era a primeira vez. Já fazia alguns dias que esse mesmo pesadelo me acordava na madrugada, deixando uma sensação ruim entalada na garganta, como se o destino estivesse tentando esfregar algum aviso na minha cara e eu estivesse me recusando a entender.

Puxei o celular da mesa de cabeceira com a mão trêmula. A luz da tela queimou os meus olhos na penumbra do quarto. Abri o i***a no automático, atualizando o feed duas, três vezes. Nada. Nenhuma foto, nenhum vídeo, nenhuma publicação nova. Mudei rápido para o app de mensagens, procurando a conversa dele, verificando as notificações, os grupos da empresa... e nada. Nenhuma menção ao nome dele, nenhum sinal de vida, nenhuma bolinha verde confirmando que ele estava online.

Nenhuma notificação. Nenhuma palavra do Rocco.

— Droga! — esbravejei para o silêncio da casa.

Levantei da cama e passei a andar de um lado para o outro no quarto, descalça, sentindo o piso frio sob os meus pés. A casa estava um deserto. A minha irmã tinha viajado para passar o final de semana longe com o namorado dela, me deixando totalmente sozinha no meio daquela imensidão de paredes mudas. Sem ter para onde correr, sem ninguém para conversar ou me distrair, a minha mente se transformou em uma prisão.

O Rocco estava instalado na minha cabeça vinte e quatro horas por dia. Ele monopolizava os meus pensamentos sem pedir licença, atravessando qualquer barreira que eu tentava erguer.

— Que fique bem registrado: isso não era saudade. É... apenas uma curiosidade científica. — Afirmei para mim mesmo.

Sim. Exatamente isso.

Eu só queria saber se aquele infeliz ainda estava vivo. E se estava comendo direito. E dormindo. E respirando...

Tá, talvez eu estivesse um pouquinho obcecada. Mas só um pouquinho. Um pouquinho gigantesco.

Eu odiava admitir isso, odiava do fundo da minha alma, porque lutei com todas as minhas forças para não deixar esse homem ter tanto poder sobre mim. Mas era inútil. O meu cérebro claramente tinha decidido mudar de lado e trabalhar contra mim.

Nos últimos dias, tentei me afundar no trabalho para ver se esquecia a existência dele. Passei horas focada no projeto de revitalização da praça de brinquedos, uma tarefa que exigi entregar com perfeição. Fiz toda a planta estrutural, organizei o espaço e entreguei nas mãos da Momo e do Sakro para que eles fizessem o design e acertassem os detalhes organizacionais.

Agora a gente já estava na fase final, correndo atrás de comprar os brinquedos e os acabamentos para fechar tudo. Era para a minha mente estar cem por cento focada em prazos e fornecedores, mas bastava eu olhar para uma folha de papel que o rosto daquele desgraçado surgia na minha frente.

Uma planta baixa? Rocco. Uma lista de orçamento? Rocco. Um caminhão de areia? Não faço a menor ideia de como, mas... Rocco também.

CAP. 273 - DILEMA 1

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário