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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 255

POV: SKY

Acordei com uma martelada violenta bem no meio da minha testa.

Pisquei os olhos devagar, lutando contra a luz clara que entrava pela fresta da cortina. Olhei em volta e reconheci o teto do meu próprio quarto, as paredes conhecidas e o cheiro do meu lençol.

— Meu Deus... como foi que eu vim parar aqui? — murmurei com a voz rouca, a garganta completamente seca, parecendo um pedaço de lixa.

Tentei me sentar na cama, mas a minha cabeça deu uma pontada tão dolorida que tive que levar as mãos às têmporas e soltar um gemido arrastado. A ressaca estava destruindo o restinho da minha sanidade mental.

Rolei na cama procurando o celular.

"Calma."

Respirei.

"Você não fez nenhuma besteira."

Respirei de novo.

"Você é uma mulher adulta."

Outra respirada.

"Responsável."

Mais uma.

"Madura."

Mais uma.

"Controlada."

...

"Civilizada."

...

"Você paga imposto."

...

Desbloqueei a tela.

...

Meu Deus.

Meu Deus.

MEU DEUS.

Abri o histórico do aplicativo de conversas e dei de cara com o desastre completo da madrugada.

Uma ligação. 01:11.

— Ah... — suspirei. — Tudo bem. Uma ligação. Isso acontece. Pessoas cometem erros. Jesus perdoou muita gente.

Continuei descendo a tela.

Outra ligação. 17:48.

...

Dezessete minutos? DEZESSETE MINUTOS?!

— Eu não liguei... Eu realizei uma assembleia extraordinária! — ditei em voz alta para o quarto vazio, me desesperando.

Continuei rolando e quase caí da cama.

Áudio. 14:32. Outro. 08:57. Outro. 05:41. Outro. 02:18. Outro. 00:47. Outro. 09:03. Outro. 03:56. Outro. 16:09.

...

Eu não mandei mensagem. Eu disponibilizei uma série documental! A N*****x fazia temporada menor!

O meu dedo começou a tremer. Não. Não. Não...

Rolei mais a tela.

Foto enviada.

— FOTO?! QUE FOTO?! PELO AMOR DE DEUS, QUE FOTO?! — dei um grito abafado, sem ter coragem de clicar no arquivo para abrir.

Continuei descendo.

Uma figurinha. Outra figurinha. Um GIF de uma capivara dançando.

Fiquei olhando. A capivara ficou olhando de volta na tela. Nenhuma de nós duas sabia explicar aquele momento.

O meu dedo, por masoquismo, apertou o play em um dos áudios. A minha própria voz saiu da caixa de som do celular, arrastada, alta e totalmente descontrolada:

— "VOCÊ NÃO MANDA EM MIM, ROCCO BLACKWOOD!"

Três segundos de silêncio na gravação.

— "...mas você podia mandar uma mensagem de vez em quando, né? Você já almoçou hoje?!"

Tranquei a respiração. No áudio seguinte:

— "EU TE ODEIO! E OUTRA COISA! EU PESQUISEI! A INGLATERRA TEM MUITA CHUVA! LEVA CASACO! E NÃO ACEITA CHÁ DE ESTRANHOS!"

Parei o áudio no mesmo segundo, cravando as unhas no colchão.

Enquanto eu metralhava o homem com podcasts, as mensagens dele iam entrando no meio da tempestade:

"Vai dormir, Sky." "Você tá bêbada." "Para de mandar áudio." "Você acabou de mandar outro." "Sky..." "Eu tô no avião. Chego amanhã. Vai pra cama."

E as minhas mensagens escritas enviadas logo depois:

"Não responde." "Tô falando sério." "Não ousa responder." "Porque eu não me importo." "Aliás, esquece." "Nem lê." "Boa noite." Dois minutos depois: "Você já dormiu?" Mais um minuto: "Tá." Mais um: "Ridículo." Mais outro: "Boa noite de verdade." Mais outro: "Bloqueado." Mais outro: "Como bloqueia alguém sem bloquear?"

Enterrei o rosto no travesseiro.

— Eu vou mudar de país. Eu preciso sumir do mapa.

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