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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 260

POV: ROCCO

Gravei as minhas unhas na palma da mão para não perder o controle ali mesmo, sentindo a pele da mão cortar sob a pressão.

— Não. Ficou maluca? — perguntei, a voz saindo cortante enquanto eu recuava meio passo.

— Então eu não te conto nada — Jussara respondeu com uma calma irritante, ajeitando a postura e me encarando com aquele ar de quem sabia exatamente o terreno onde estava pisando.

— Por que você quer me beijar? Qual é a sua, afinal?

Ela deu um sorriso curto, dando de ombros com total desdém.

— Bom, se eu vou abrir mão de você, pelo menos preciso saber o que vou estar perdendo ou ganhando.

— O que você quer dizer com isso?

— Eu tenho um plano, Rocco. Pode funcionar para os dois lados, mas...

Antes que eu pudesse prever o movimento, ela encurtou a distância de uma vez, segurou o meu pescoço e colou a boca na minha. Ela enfiou a língua com urgência, tentando forçar um espaço que eu simplesmente não dei.

Fiquei estático. A repulsa subiu pela minha garganta como um soco. Não respondi ao beijo, não mexi um músculo da minha boca e apenas contei mentalmente: um, dois, três. Segurei o braço dela e a empurrei para longe.

— Ah, mas só isso não vale — ela reclamou, voltando a avançar sem me dar tempo de respirar.

Dessa vez ela usou mais força, cravando a língua na minha boca de novo. Travei o corpo inteiro, sintonizando o ódio que queimava no meu peito, contei rápido — um, dois, três, quatro, cinco — e a afastei com brutalidade.

Passei as costas da mão na boca com violência, tentando arrancar o rastro daquele toque. Peguei o copo de whisky no balcão e virei o restante do líquido de uma vez, deixando o álcool queimar a garganta e o estômago para apagar qualquer gosto daquela mulher. A minha pele arrepiou de aversão e o meu estômago revirou numa náusea seca.

— Nossa, foi tão ruim assim? — ela debochou, cruzando os braços.

— Não é questão de ter sido ruim ou bom. A questão é que eu amo outra pessoa. É simples assim.

Jussara soltou um riso irônico, balançando a cabeça.

— Bom, no nosso mundo o amor não existe, Rocco. Você deveria saber disso. Ou vai arriscar tudo por uma ilusão? Vai deixar o seu avô ter outro infarto? Quer carregar nas costas a responsabilidade da morte dele só porque resolveu bancar o romântico?

O golpe veio certeiro. Senti o meu peito comprimir, o ar travando nos pulmões. Ela sabia onde atacar.

— Desembucha logo, Jussara. Larga de ser melodramática e fala de uma vez o que você quer.

Ela se aproximou devagar, contornando a borda da piscina com passos calculados. Ela não era uma mulher histérica; era uma negociadora fria que enxergava uma oportunidade de ouro.

— Eu queria me aproximar de você, estar com você... Olha, pode não parecer, mas eu também não estava morrendo de vontade de me casar. Mas se eu tivesse que me casar com você, não seria nada mal.

Ela esticou a mão e passou os dedos pelo meu ombro. Enrijeci a musculatura, sentindo a raiva estalar na minha nuca, mas não me mexi.

— Eu poderia me adaptar muito bem a isso — ela continuou, com a voz mansa. — Você é muito bonito, inteligente, e eu fiz o meu dever de casa. Pesquisei bastante sobre você e sobre as pessoas ao seu redor. Inclusive sobre a sua querida... como é o nome dela mesmo? Sky.

Senti o meu sangue congelar nas veias antes de ferver de uma vez. O nome da Sky na boca dela soou como uma profanação. Levantei da espreguiçadeira num solavanco, diminuindo a distância entre nós.

— Como você sabe da Sky? — ordenei, a voz saindo grave, ríspida, perigosa.

— Calma, relaxa — ela respondeu, sem demonstrar um pingo de medo. — Quando fiquei sabendo que a minha família queria me casar com você, é claro que contratei um detetive particular. Achou mesmo que eu ia entrar de olhos fechados nessa história sem saber onde estava me metendo?

— Fica longe dela. Estou avisando, Jussara. Fica longe da Sky.

Ela soltou uma gargalhada curta, achando graça da minha reação.

— Nossa, e tem outra coisa muito engraçada... Será que os seus avós já descobriram que a garota que o neto deles ama, por uma coincência trágica, é a filha do homem acusado de matar o filho deles? Que piada irônica do destino, não acha?

Ela começou a andar de costas, fazendo graça e me provocando. Fui avançando na direção dela, o ódio cego tomando conta da minha cabeça.

— O que você quer, caralho?! — Avancei, segurei os braços dela e a sacudi com força.

— Nossa, não sabia que você era tão agressivo assim — ela soltou, sustentando o meu olhar sem piscar. — Apesar de ter ouvido falar que você gosta de coisas bem intensas... Mas fique tranquilo, eu faço tudo o que você quiser.

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