POV: ROCCO
Arranquei a minha camisa social encharcada do corpo e entreguei o tecido molhado para a Sky se limpar. Estava uma bagunça completa no banco da frente: o estofado úmido, a nossa respiração embaçando o vidro e o cheiro do nosso sexo impregnado no couro. Eu não dava a mínima para nada disso. Ajeitei a minha calça de qualquer jeito, liguei o motor e dirigi feito um louco pelas ruas alagadas até a entrada da minha garagem.
Estacionei na vaga de forma rápida, saí do carro e abri a porta do passageiro, puxando a Sky pela mão. A tempestade ainda caía forte no pátio externo. Puxei a minha mulher contra o peito, correndo com ela debaixo da chuva até a portaria do prédio.
No momento em que cruzamos a porta de vidro do hall, a água gelada escorria do meu cabelo e a Sky estava completamente ensopada ao meu lado, rindo sem fôlego. O porteiro da noite arregalou os olhos ao ver a cena, sobressaltado no balcão.
O meu peito estava explodindo de adrenalina e um orgulho absurdo.
— Oi, porteiro! — gritei para o homem, a minha voz ecoando pelo hall espelhado. — Eu tô apaixonado!
Segurei a Sky pela cintura, erguendo o corpo dela do chão e girando ela no ar em um abraço apertado, sentindo o riso dela colar na minha bochecha.
— Ela é a mulher da minha vida! — continuei, sem me importar com mais nada no mundo. — Eu vou casar com ela!
A Sky gargalhou alto, me dando um tapa fraco no ombro enquanto os pés dela tocavam o piso de mármore de novo.
— Para com isso, Rocco! — ela disse, a voz cheia de riso e surpresa. — Agora estamos quits!
O porteiro abriu um sorriso largo, balançando a cabeça diante da minha loucura.
— Tudo bem, Dr. Blackwood. Eu dou as minhas bênçãos para vocês.
— Você tá convidado para o casamento! — respondi de volta, puxando a Sky para o meu lado. — E presta atenção: se alguém procurar por mim hoje, amanhã ou na semana que vem... eu morri e passo bem. Não libera a entrada de absolutamente ninguém.
— Entendido, chefe — o homem assentiu.
Puxei a Sky para dentro do elevador privativo no mesmo segundo. Assim que as portas de metal se fecharam, a minha sanidade voltou a ruir. Colei a minha boca na dela com uma fome violenta, segurando a bunda dela com as duas mãos grandes, apertando a carne macia por cima do tecido molhado da saia. O meu pau já estava duro de novo, ereto, pulsando contra a calça com uma força que beirava a dor. Eu era viciado naquela mulher. Um vício cego, sem medida, sem controle e sem qualquer lógica. Eu não conseguia mensurar o tamanho da necessidade que eu tinha de tocar na pele dela.
As portas do meu andar se abriram e nós saímos tropeçando pelo corredor. Nossos lábios não se separavam nem por um milímetro. A gente batia nas paredes do hall, as mãos dela agarradas na minha nuca e a minha mão apertando a cintura dela.
Cheguei na porta do meu apartamento e tentei digitar a senha no painel digital. Errei os números duas vezes porque a Sky continuava mordendo o meu pescoço e puxando o meu cabelo, me enlouquecendo. Na terceira tentativa, a fechadura apitou. Empurrei a porta com o pé e bati o painel com força atrás de nós.

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