Entrar Via

A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 289

POV: SKY

Acordei sentindo uma leve flutuação no corpo. Por alguns segundos, não entendi absolutamente nada. Eu estava sonhando? Morrendo? Sendo abduzida?

Abri os olhos devagar e descobri que não estava flutuando coisa nenhuma. O Rocco tinha me tirado do chão do estofado e estava me carregando nos braços com uma facilidade irritante, como se eu pesasse o mesmo que uma almofada.

Pisquei contra a claridade fraca do corredor e, quando percebi que estava completamente nua, me encolhi automaticamente contra o peito dele. A vergonha veio atrasada. Muito atrasada. Mas veio com força, esquentando as minhas bochechas.

— Meu Deus... — Enterrei o rosto no peito dele.

Rocco continuou andando como se carregar uma mulher pelada pela própria casa fosse a coisa mais normal do mundo.

— O que foi, meu amor?

— Eu estou pelada.

— Eu percebi.

Levantei a cabeça de uma vez.

— Você podia ter mentido!

Ele olhou para mim com a maior tranquilidade do planeta.

— Você quer que eu minta dizendo que você está vestida?

— Eu quero que você tenha consideração pela minha dignidade.

— Qual delas?

— Rocco!

Ele riu. Filho da puta. Gostoso do caralho e o homem mais insuportável do hemisfério sul.

Ele me levou até o quarto principal e me deitou com todo o cuidado do mundo no meio do colchão macio da cama gigante. O Rocco me encarou lá de cima, os olhos verdes brilhando com aquele carinho denso que me fazia perder o rumo. Não havia provocação, nem aquela arrogância irritante. Aquilo era quase pior; me desmontava inteira.

— Tá tudo bem? — perguntou.

— A gente está sujíssimo — resmunguei, cobrindo o rosto com as duas mãos para esconder o meu embaraço. — A gente precisa tomar banho, Rocco. Eu tô morrendo de fome. Minha coluna está pedindo indenização. E, aliás, como é que você consegue me carregar desse jeito?

Ele encostou a lateral do quadril na borda da cama.

— Desse jeito como?

— Como se eu fosse uma sacola de pão. Rocco, eu sou pesada pra caramba!

O sorriso de lado apareceu. Aquele sorriso que deveria ser proibido por lei.

— Você não é pesada.

Ele estava completamente nu, exibindo cada gomo do abdômen trincado e aquele corpo perfeitamente trabalhado. Eu tentei não olhar. Juro que tentei. O problema é que meus olhos tinham autonomia própria e aparentemente não reconheciam mais a autoridade do cérebro.

Desceram. E foi justamente nessa inspeção que percebi que o Big Black não estava nem perto de descansar. O cidadão responsável por uma parcela considerável do meu colapso emocional ainda não tinha recebido o memorando de que o expediente havia acabado.

O Rocco percebeu que eu estava olhando. Claro que percebeu.

Com a maior cara de pau do mundo, ele deu uma balançada proposital no pau bem na frente do meu rosto.

Eu arregalei os olhos.

— Ai, que horror!

Puxei o lençol até o nariz, tentando esconder a cara. A risada grave dele tomou conta do quarto.

— Que horror o quê?

— Esconde isso! Eu estou tentando ter uma conversa civilizada!

— Ele só está cumprimentando a dona dele — ele disse, inclinando-se sobre a cama.

Baixei o lençol imediatamente, ajeitando-o ao redor do peito.

— A única dona?

Ele riu ainda mais.

— Óbvio que sim. E você é muito fácil de provocar.

— Eu acabei de transar com você e você já está me desrespeitando.

— Você acabou de transar comigo e está reclamando da minha falta de respeito?

— Sim!

— Entendi. Ótimo. Então, para deixar claro e acabar com a besteira sobre o seu peso: você continua linda.

A minha irritação sofreu uma interrupção brusca. O tom dele mudou tão rápido que eu também fiquei séria.

— Rocco...

— O problema nunca foi uma mulher ter curvas, ser mais cheinha ou ser gostosa do jeito que você é. O problema são os homens fracos por aí que não têm culhão nem força para aguentar uma mulher de verdade. — Ele apontou para si mesmo, convencido. — Eu malho. Corro. Tenho uma saúde de ferro e braço de sobra para carregar você para onde eu quiser.

Mordi o lábio por baixo do lençol, sentindo o meu peito esquentar.

Soltei uma gargalhada.

— Nossa, que humilde. Está apresentando currículo físico.

Ele era impossível. Eu não sabia como aquele homem conseguia sair de uma declaração bonita para uma idiotice completa em menos de cinco minutos. Mas eu só precisava ser eu. E, pela primeira vez, aquilo não parecia pouco e nem errado.

— Se é assim — avisei, erguendo a sobrancelha —, eu vou continuar comendo minhas besteiras sem culpa.

Rocco me encarou com uma expressão imediatamente séria.

— Meu amor, eu quero que você coma o que quiser e seja a mulher mais feliz do mundo. Porque eu amo você. E a gente vai ficar junto para sempre.

Meu coração deu uma cambalhota completamente desnecessária.

— Por que você está me dizendo essas coisas assim, do nada?

O Rocco soltou um suspiro pesado. Passou a mão pelo cabelo preto, ainda completamente desalinhado. E foi aí que eu soube que a bolha de felicidade tinha prazo de validade.

— Porque a gente precisa conversar sério. Eu tenho um monte de coisas complexas para te contar. E eu sei que você vai surtar.

Engoli em seco, sentindo o peso da realidade voltando.

— Ah, meu Deus... — fiz uma pausa. — Mas ainda bem que você já sabe, né.

— Mas, neste exato momento — ele respirou fundo —, parece que eu estou vivendo um sonho perfeito e não quero acordar dele tão cedo.

Aquela frase me acertou de um jeito diferente. Porque eu entendia. Talvez mais do que gostaria. Eu também estava vivendo uma espécie de sonho. Depois de tantos erros, tantas brigas, tantas dúvidas, tantas coisas mal resolvidas, eu finalmente estava ali, sentada na cama dele, enrolada em um lençol, olhando para o homem que eu tinha passado tanto tempo tentando odiar.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário