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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 30

POV: ROCCO BLACKWOOD

O auditório estava mergulhado em um silêncio absoluto quando a Sky Bittencourt terminou de falar. O projeto dela não era apenas bom; era visionário. Enquanto ela explicava, a estrutura se erguia nitidamente na minha mente, peça por peça. Notei os outros presentes estáticos, sem argumentos diante da clareza daquela apresentação.

Eu comecei a bater palma, quebrando o silêncio. O restante da sala acompanhou o ritmo logo em seguida. Sky me olhou confusa, o corpo tenso sob o meu olhar enquanto eu fazia algumas perguntas técnicas. Ela respondeu todas com precisão. Ri divertido com a situação. Ela deve estar fritando por dentro agora.

Sentado ao meu lado, Nathan sibilou:

— Aquela maluca que derramou café em mim...

— Deu para notar — Diego comentou do outro lado, também sentado. — Acho que vou querer contratá-la só por isso.

Ele riu baixo, debochando do amigo. As outras apresentações passaram como um borrão necessário.

Saímos para o saguão e me preparei para subir ao palco improvisado. Diego e Jade organizavam as boas-vindas. Eu queria ver a reação dela quando descobrisse quem eu era de fato. Nathan se encostou em um pilar próximo enquanto eu pegava a pasta.

— O que foi? — Nathan perguntou.

— Nada — respondi, mantendo os olhos nela.

— Olha só... a maldita do café se classificou — ele disse.

— Eu sei, o projeto dela é incrível, mas não fala assim dela — retruquei sem pensar.

— Por quê? Ela ser boa não anula o fato de ser desastrada.

Ri me lembrando dela caindo da cama no meu apartamento. Olhei para ela sentada na cadeira, visivelmente agitada, as mãos não paravam quietas.

— É a Noiva Cadáver, Nathan. Lembra? Daquele dia da final do Gauchão? É ela.

Nathan arqueou as sobrancelhas.

— Nossa... que mundo pequeno, hein? — Ele soltou um riso curto, encarando a garota com um novo interesse. — Quem diria.

Subi ao palco. Fiz meu discurso de apresentação pesando cada palavra, listando cada título meu: CEO, Gerente, Harvard. Apenas para ver a expressão dela mudar. Eu queria que ela entendesse que eu não era um gigolô; eu era o dono do mundo dela.

Vi o momento exato em que o corpo dela cedeu. Ela caiu sentada no banco assim que anunciei o nome da empresa dela.

Fui até lá assim que desci do palco. Queria ver de perto o choque. Provocar a Sky era fácil demais, mas ela me ignorou e seguiu para a sala de reuniões. Fiquei escorado na porta, assistindo à palidez tomar conta do rosto dela enquanto o Diego explicava o estágio. Ela parecia estar prestes a explodir. Quando ela se levantou bruscamente e saiu, eu a barrei no corredor. Segurei o braço dela.

— Por que você está me olhando como se quisesse vomi...

O impacto foi morno e ácido. O terno, a camisa, tudo coberto pelos restos do café que ela não conseguiu segurar.

— Ai, caralho! — rosnei, sacudindo a mão suja enquanto o cheiro subia.

Ela tentou cobrir a boca, mas veio o segundo round, direto no meu pé, braço e relógio. Olhei para a Sky. Ela estava branca como papel.

— Por que você está me olhando assim agora? Como se fosse desmaiar?

— Pesquisa tudo sobre a Sky Bittencourt. Quero uma ficha completa, cada detalhe, cada dívida, namorado, endereço, histórico familiar de crédito... tudo que for possível encontrar.

— Para quê? — Diego estranhou.

— Preciso saber mais sobre a equipe, ué.

— Quer que eu faça de todos?

— Não. Só dela.

— Sei... muito estranho esse interesse nela. — Ele arqueou a sobrancelha, confuso, e depois arrumou os óculos no nariz. — Vai ser bom pedir o histórico médico dela também. Vai que ela tem câncer ou uma doença incurável, sei lá.

— Deus que me livre! Não é porque sua irmã teve câncer que todo mundo vai ter alguma coisa — respondi, firme.

Fiz o sinal da cruz mentalmente, como uma prece. Ela poderia ser estranha e ter ferido o meu ego, mas eu não queria nem pensar numa possibilidade dessa. Ela me confundiu. Me confundiu com um gigolô. Acontece. Na verdade, nunca aconteceu. Se tivesse sido em uma situação diferente, eu teria ficado furioso. Mas com ela... eu só queria que ela estivesse bem.

Que porra está acontecendo comigo? Eu estava aqui, coberto de vômito, com um relógio de dez mil dólares estragado e o terno perdido, e em vez de estar mandando o RH demitir essa garota antes mesmo do contrato ser assinado, e eu preocupado com a saúde dela?

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Não sei se vocês gostam disso, mas as vezes eu custumo recontar de forma resumida o que aconteceu pelo o ponto de vista do outro persoangem para saber o que se passa na cabeça e as intenções que ele tem.

#Se puderem comentar e me dizer se gostam ou não. Vai ser bom Saber. Obrigado!

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