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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 310

POV: SKY

— Rocco? — cheguei perto, tocando no ombro largo dele. — Rocco, acorda!

Ele se mexeu devagar. Virou a cabeça pesada na minha direção, sem conseguir abrir os dois olhos ao mesmo tempo, e soltou um resmungo rouco e completamente embolado:

— Minha Sky... minha... minha Sky...

Meu coração derreteu na mesma hora.

Por dois segundos inteiros, fiquei ali, toda boba, achando a coisa mais linda do mundo ele lembrar de mim naquele estado.

Aí lembrei que precisava tirar um homem de quase dois metros de uma banqueta.

— Tá. Vamos embora.

Segurei por baixo dos braços dele e puxei com toda a força do meu corpo.

Nada.

Nem meio centímetro.

Ajustei os pés no chão, travei os dentes e puxei de novo.

Nada.

Minha coluna estalou.

— Ai!

O Rocco continuou sentado.

Olhei para ele.

Olhei para a minha coluna.

Olhei para ele de novo.

— Você tá de sacanagem comigo.

Nada.

O homem parecia ter sido instalado naquela banqueta por uma equipe de engenharia.

O Arthur, que estava do outro lado do balcão guardando um pano de prato, ficou assistindo ao meu sofrimento com um sorriso sarcástico.

— Sky, deixa que eu levo — ele soltou, balançando a cabeça.

— Eu consigo! — protestei, recuperando o fôlego.

— Você não consegue nem carregar uma sacola de mercado pesada.

— Mas ele é meu namorado!

— Justamente. Ele pesa muito mais.

Fiquei ofendida.

— Isso não foi motivacional.

O Arthur simplesmente deu a volta no balcão, passou o braço pesado do Rocco pelo pescoço e praticamente içou aquele armário no muque.

Fui ajudando a equilibrar pelo outro lado, embora naquele momento eu tivesse mais a função de impedir que eu mesma caísse do que de ajudar alguém.

Conseguimos chegar até a calçada dos fundos, onde o carro do Arthur estava estacionado.

Abri a porta de trás.

— Rocco, entra no carro.

Ele travou os dois pés no asfalto.

— Não.

— Por quê?

— Não conheço você.

Fiquei olhando para ele.

Depois olhei para o Arthur.

O Arthur já estava rindo.

Voltei para o Rocco.

— EU SOU A SKY!

Ele semicerrou os olhos e me encarou de cima a baixo com uma lentidão desesperadora, como se estivesse analisando um documento de quinze páginas.

Então murmurou:

— A minha Sky é bonita.

Pisquei.

— Então... eu sou bonita.

— É.

— E sou a sua Sky.

— Não sei.

— Rocco, você acabou de me chamar de sua Sky lá dentro do bar!

Ele franziu a testa.

— Eu chamo muita gente de minha Sky.

Fiquei em silêncio.

— Muita gente?

— Uhum.

— Quem?

Ele pensou.

Pensou mais um pouco.

— Não lembro.

— Claro que não lembra.

O Arthur soltou uma gargalhada tão alta que ecoou pelo beco inteiro.

— Pronto. Chega — interrompeu, empurrando o grandão sem cerimônia para dentro do veículo. — Eu vou levar esse animal antes que ele comece a pedir certidão de nascimento.

O Rocco caiu de lado no banco de trás, resmungando alguma coisa sobre conspirações governamentais, e apagou no mesmo segundo.

Entrei no banco do passageiro e o Arthur dirigiu até o prédio do Rocco.

Quando subimos pelo elevador privativo, a porta se abriu direto na sala de estar da cobertura.

O Arthur deu três passos arrastando o Rocco como se fosse um saco de batatas de cem quilos e simplesmente soltou o corpo dele no meio do estofado.

O Rocco afundou nas almofadas de couro, jogado de qualquer jeito, com um braço caído e a boca aberta.

Olhei para ele.

— Meu Deus.

O homem que passava o dia inteiro dando ordem para um prédio inteiro estava largado no sofá igual a um adolescente que perdeu a guerra contra o próprio fígado.

O Arthur apoiou as mãos nos joelhos, recuperando o fôlego da subida.

— Pronto. Entregue.

— Muito obrigada, Arthur. De verdade.

— Se ele tentar dirigir, me liga — o Arthur avisou, ajeitando a camisa.

— Ele não vai dirigir.

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