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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 311

POV: SKY

— Eu sou ela!

— Não parece.

— COMO EU NÃO PAREÇO COMIGO MESMA?!

Ele ignorou completamente a minha revolta e ergueu a mão aberta na minha direção, com a palma esticada feito um guarda de trânsito em dia de blitz.

— Um metro.

Dei meio passo para trás, chocada.

— Rocco, eu tô a meio metro de você!

— Exatamente.

— Exatamente o quê?!

— Um metro de distância.

— Isso foi meio metro!

Ele me olhou com uma expressão de profunda decepção, como se eu fosse a pessoa mais incompetente do mundo em matemática básica.

— Então anda mais para trás.

— Rocco, pelo amor de Deus!

— A minha mulher mandou.

— EU SOU A SUA MULHER!

— Você continua dizendo isso.

— Porque é verdade!

— É uma informação que você repete bastante — ele rebateu, balançando a cabeça com desconfiança.

Passei as duas mãos no cabelo e comecei a andar de um lado para o outro na sala, sentindo a minha pressão subir.

— Calma, Sky. Respira... Respira.

— Cadê a minha mulher? — ele perguntou, esticando o pescoço e olhando para os cantos do teto como se ela fosse brotar do lustre. — Ela foi comprar alguma coisa?

Olhei para ele. Olhei para o teto. Olhei para ele novamente.

Respirar é importante, tentei me lembrar. Não cometer um homicídio contra o próprio noivo bêbado também é fundamental.

— Ele tá bêbado. Bêbados precisam de hidratação.

Parei no meio do caminho e apontei o dedo para ele.

— E eu preciso urgentemente de um calmante.

O Rocco continuou sentado no sofá, com a coluna reta e a expressão solene de quem estava cumprindo uma missão militar ultra-secreta de fidelidade matrimonial.

Respirei fundo.

— Certo. Um metro.

Estiquei os braços para medir o espaço no ar.

— Pronto. Feliz?

Ele assentiu lentamente, muito compenetrado.

— Muito.

— Ótimo.

— Minha mulher ficaria orgulhosa da minha conduta moral.

Fechei os olhos, apertando a ponta do nariz.

— Eu vou contar até dez.

Abri um dedo.

— Um.

Ele abriu um sorriso preguiçoso.

— Dois.

— Minha Sky... — ele murmurou baixinho.

Parei. Olhei para ele na hora.

— O quê?

Ele fechou os olhos devagar.

— Nada.

— Você acabou de me chamar de sua Sky!

— Não lembro.

— Claro que não lembra. Sua memória dura três segundos.

E ali estava eu: a mulher que já tinha sido carregada por ele bêbada inúmeras vezes na vida, agora tentando convencer o próprio namorado de que eu era eu mesma. A vida realmente tinha um senso de humor muito distorcido.

Fui até a cozinha, enchi um copo com água gelada e voltei para a sala. Parei exatamente a um metro de distância — porque aparentemente aquela era a distância oficial entre mim e o meu noivo naquela noite — e estendi o braço com o copo na direção dele.

— Toma. Bebe isso aqui.

O Rocco pegou o copo com a pontinha dos dedos, desconfiado. Ergueu o vidro contra a luz do lustre e ficou encarando a água como se eu tivesse acabado de entregar veneno puro.

— O que é isso?

— Água.

— Tem álcool?

— Não.

Ele estreitou os olhos.

— Tem certeza?

— Rocco, é água da geladeira!

Ele levou o copo até o nariz e cheirou a borda demoradamente por dez segundos inteiros.

— Quer que eu mande para um laboratório fazer perícia na água?! — perdi a paciência.

Ele deu um golinho minúsculo. Parou. Estalou a língua duas vezes. Fez uma careta horrível.

— Sem graça.

Fiquei encarando o homem.

— É ÁGUA, ROCCO!

— Eu sei.

— Então por que tá fazendo essa cara de enterro?

— Porque não tem gosto de nada.

— Água não precisa ter gosto! Água precisa hidratar os seus neurônios queimados de uísque!

Ele me encarou em silêncio, como se estivesse avaliando a profundidade filosófica daquela bronca.

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