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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 312

POV/ SKY

Ele tentou dar uma ré para fugir do meu abraço, mas os próprios sapatos dele se enroscaram no tapete felpudo da sala. As pernas falharam, o centro de gravidade dele sumiu e a gravidade cobrou a conta.

Ele tombou de costas como uma árvore centenária sendo cortada na base.

O estrondo das costas dele batendo no chão felpudo fez o chão da sala inteira tremer.

Fiquei em pé, parada, olhando para baixo com os olhos arregalados.

O temido presidente da Blackwood Engenharia estava estirado de braços e pernas abertos no meio da sala, parecendo uma estrela-do-mar desfalecida no tapete.

— Rocco? — chamei, com medo de ele ter quebrado alguma vértebra.

Ele não se mexeu. Piscou devagar para o teto de gesso e murmurou com a voz mais dramática do universo:

— Eu fui abatido no cumprimento do meu dever conjugal. A minha lealdade permanece intocável.

— Rocco, pelo amor de Deus, levanta do chão!

— Não vou levantar — ele respondeu, sem mover um único músculo. — O chão é estável. O chão não me agarra à força para tirar a minha virtude.

— Ninguém quer a sua virtude, homem! Eu quero te colocar na cama!

Abaixei do lado dele, segurei as duas mãos dele e puxei com toda a força que eu tinha nos braços e nas costas.

Fiz tanta força que o meu rosto ferveu. As veias do meu pescoço saltaram.

Ele não subiu nem meio centímetro. Era a mesma coisa que tentar levantar uma tonelada de cimento armado com duas mãos.

— Me ajuda, seu trambolho! Faz força com as pernas!

O Rocco virou a cabeça de lado com calma, me olhou de baixo para cima e começou a dar conselhos técnicos de academia:

— Você tá puxando com a postura errada... tem que dobrar os joelhos e contrair o abdômen... senão você vai travar a sua lombar...

— EU NÃO PEDI AULA DE GINÁSTICA, EU PEDI PARA VOCÊ LEVANTAR!

— Não posso. Meus membros inferiores entraram em greve por excesso de álcool.

— Eu vou te largar dormindo aqui no chão da sala até amanhã de manhã!

— Uma excelente ideia — ele fechou os olhos com a maior tranquilidade. — Boa noite. Apaga a luz quando sair.

Percebi que a força bruta não ia funcionar. Eu precisava apelar para a psicologia do bêbado.

Me curvei perto do ouvido dele e soltei com uma voz muito séria:

— Rocco... se você não levantar agora desse chão, eu vou ligar para a Sky e contar que você caiu bêbado no tapete e tá se recusando a ir para o quarto.

Os olhos dele se abriram em uma fração de segundo, cheios de pavor genuíno.

— Não! Não liga para ela!

— Então levanta!

— A Sky é perigosa quando fica brava — ele começou a se debater no chão feito um peixe fora d'água, tentando encontrar apoio nos cotovelos. — Ela não pode me ver nesse estado vulnerável! Ela vai me humilhar pelo resto da eternidade!

— Exatamente! — aproveitei o desespero dele, passei o braço dele pelo meu ombro e fiz uma alavanca com o meu corpo. — Força, grandão! Empurra o chão!

Entre gemidos de esforço, resmungos de pânico sobre a noiva furiosa e tropeços descoordenados, ele finalmente conseguiu empurrar as próprias pernas e ficar de pé, apoiando metade do peso descomunal dele em cima dos meus ombros.

— Isso... agora anda — mandei, quase sem ar.

Fui arrastando aquele gigante cambaleante pelo corredor.

— Devagar — ele resmungou no meu ouvido.

— Eu tô devagar, você que tá caindo para os lados!

— Eu sei andar em linha reta perfeitamente.

— Então anda reto, criatura!

— Estou andando.

— Você tá indo de cara para a parede!

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