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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 32

POV: SKY BITTENCOURT

A claridade feriu meus olhos antes mesmo de eu conseguir abri-los totalmente. O teto era branco demais, limpo demais. Tentei engolir em seco, mas minha boca parecia um deserto de areia amarga.

Olhei para o lado, tonta. Moon estava ali, dormindo torta, escorada na beirada da minha cama. As lembranças vieram como um soco no estômago: o terno escuro, o cheiro de café, o som úmido do meu estômago desistindo da vida em cima do relógio de luxo dele.

— Ai, não... não, não, não! — Comecei a esmurrar o colchão em um surto silencioso de desespero.

Moon deu um pulo, esfregando os olhos, assustada.

— Sky? Você acordou! Você está bem? O que você está sentindo?

— Vergonha, Moon. Eu estou sentindo o peso de uma humilhação que nem sete encarnações apagam. Avisa que eu morri. Por favor, diz que eu morri!

— Que susto você me deu! — Ela ignorou meu drama, segurando minha cabeça e deixando algumas lágrimas caírem. — Achei que você ia passar dessa para melhor.

— Desculpa... — Murmurei, sentindo o peito apertar.

Ela apertou minha mão, escorou a cabeça na cama e chorou um choro aliviado. Passei a mão livre do soro pelos cabelos dela, tentando acalmá-la.

— Está tudo bem, está tudo bem... me desculpa.

Ficamos assim por alguns segundos, ouvindo o som da respiração dela e o ritmo das gotas do soro.

— E o papai? Como ele está?

— Pedi para a enfermeira ficar com ele um pouco.

Fechei os olhos. Enfermeira. Dinheiro. Os Gouveia não tinham feito o repasse do mês e a gente estava no vermelho. Olhei em volta, para o equipamento moderno e o silêncio caro do lugar. Minha mão foi direto para o acesso do soro.

— A gente tem que sair daqui. Agora. Moon, a gente não tem um centavo para pagar esse hospital! Imagina o que vão cobrar por esse lençol de mil fios aqui!

— Ei, nada de arrancar isso! — Uma enfermeira entrou no quarto, segurando uma bandeja com firmeza profissional. — Fique quietinha, Sky. Está tudo pago.

— Como assim pago? Alguém vendeu um órgão meu enquanto eu dormia? — Perguntei, levando a mão ao corpo, tateando a barriga e as costelas para ver se sentia algum corte ou dor nova.

— A Construtora Blackwood cobre tudo. Como vocês fazem parte do novo projeto e estão em estágio, o auxílio-saúde foi liberado. A diretriz mudou há pouco tempo, você deu sorte. Tratamento, internação e até estes remédios — ela apontou para um pacote com vários frascos — já foram faturados para a empresa.

Eu não estava entendendo nada. A lógica não entrava na minha cabeça febril.

— Eu preciso ir embora... preciso trabalhar — tentei me levantar, mas o mundo inclinou violentamente.

— Você não vai a lugar nenhum — a enfermeira me empurrou gentilmente de volta para o travesseiro. — Você ganhou uma semana de atestado. Precisa se recuperar.

— Uma semana? Eu comecei hoje! Eu atropelei o gerente, usei o terno do dono da empresa como balde! Se eu tirar uma semana de atestado, o meu crachá vai ser cancelado antes de eu aprender o caminho do RH!

CAP. 38 - Porra. O que é que eu vou fazer? 1

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