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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 328

POV: MOON

Acordei com uma sensação horrível de peso na cabeça, as têmporas latejando e a boca completamente seca.

Pisquei os olhos devagar contra a claridade forte que entrava pelas cortinas de vidro e demorei alguns segundos para entender onde estava. O teto era alto, moderno e desconhecido. Eu estava jogada em um sofá enorme de couro preto, coberta por uma manta grossa e macia.

Olhei ao redor, assustada. O apartamento era gigantesco, decorado em tons escuros e com uma vista incrível dos prédios de Porto Alegre. Era a cobertura do Rocco.

Tentei me sentar, apoiando a mão na testa dolorida, e os flashes da noite anterior começaram a pipocar na minha memória como faíscas soltas.

Lembrei de dançar descalça com a Charlotte e a Maressa no meio da pista, de virar copos de tequila como se fosse água e da ideia brilhante de tentar subir no mastro de pole dance do bar. Lembrei também do par de mãos imensas segurando a minha cintura no ar com uma facilidade absurda, do cheiro amadeirado do Christian.

Lembrei do lanche quente que ele comprou no caminho, do polegar dele limpando o canto da minha boca no sinal vermelho e da minha própria voz embolada dizendo com a maior marra que eu já tinha um homem grandão que cuidava de mim.

O sangue subiu direto para o meu rosto quando lembrei do sussurro rouco dele perto do meu ouvido:

"Boa garota."

E da minha resposta ridícula de bêbada:

"Boa garota... boa menina... boa ratinha... nossa, até rima."

Passei as duas mãos no rosto, soltando um gemido abafado de pura vergonha.

— Meu Deus do céu... que papelão.

Escutei risadas baixas vindo da cozinha. Levantei do sofá com cuidado, calcei os meus sapatos que estavam arrumados no tapete e caminhei devagar pelo corredor até a bancada de mármore.

A Sky estava sentada em uma das banquetas altas, de frente para o Rocco. Ele estava em pé, com a camisa desabotoada, segurando a mão da minha irmã com um carinho bobo e fazendo círculos lentos com o polegar na pele dela enquanto conversavam aos sussurros.

Parei na entrada da cozinha e cruzei os braços:

— Nossa... já acordaram nesse grude todo logo cedo?

A Sky virou o rosto na minha direção, abrindo um sorriso aliviado:

— Olha quem ressuscitou! Bom dia, mana. Como você tá se sentindo?

— Tô com uma ressaca do tamanho do mundo — respondi, puxando a cadeira ao lado e me largando nela com uma careta de dor.

O Rocco soltou uma risada debochada, pegando uma jarra de suco na geladeira:

— E eu achando que era só a Sky que dava trabalho quando colocava álcool na boca. A Design responsável da empresa quase quebrou o meu bar ontem à noite.

— Eu não quebrei nada! — protestei, sentindo as minhas bochechas queimarem. — A minha vida tá boa demais esses dias... o nosso projeto tá em primeiro lugar na disputa do resort, o papai tá melhorando no hospital, a Charlotte casou no civil... eu só precisava extravasar um pouco.

— Extravasou tanto que quase subiu no teto — o Rocco brincou, apontando com o queixo para a bancada lateral. — Mas tem sal de frutas, analgésico e uma garrafa térmica de café fresco ali pra você.

Olhei para a fileira de caixas de remédios lacrados organizados na bancada:

— Você guarda tudo isso aqui em casa por causa da Sky?

— Não — a Sky respondeu antes dele, rindo e dando uma garfada na fruta. — O Rocco tomou todo o estoque que a gente tinha no armário dias atrás, depois que bebeu demais com os meninos no bar. Quem pediu uma entrega de farmácia hoje bem cedinho com esses remédios novos foi aquele seu primo grandão que parece o Dwayne Johnson!

O Rocco franziu a testa no mesmo segundo, confuso:

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

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