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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 329

POV/ Moon

Se ele era mesmo o Senhor C, que tipo de jogo era aquele? Ele estava brincando comigo esse tempo todo? Estava usando o poder de diretor para me manipular pelas costas, ou tudo aquilo tinha algum sentimento de verdade?

Passei o sábado e o domingo inteiro trancada no meu apartamento, revirando na cama, andando de um lado para o outro na sala e encarando a tela do celular enquanto aquela dúvida me corroía por dentro. A minha cabeça não parava um segundo. Em um momento eu pensava em deixar tudo para lá e fingir que nada tinha acontecido para não criar um clima insustentável no trabalho; no minuto seguinte, o sangue fervia nas minhas veias e eu sentia vontade de ir atrás dele para exigir respostas na mesma hora.

E se eu estivesse redondamente enganada? Eu passaria a maior vergonha da história da empresa na frente do diretor executivo. Mas e se eu estivesse certa? Eu não ia aceitar ser feita de boba por homem nenhum.

Depois de passar quarenta e oito horas inteiras nessa tortura mental, tomei uma decisão: eu ia até a sala dele na segunda-feira pela manhã. Eu ia levar as plantas do projeto, olhar no fundo dos olhos do Christian para avaliar cada reação e, ali mesmo na frente dele, apertar para ligar para o número do Senhor C. Se o telefone dele tocasse, a farsa acabava.

Na manhã de segunda-feira, cheguei cedo à empresa, com o coração acelerado e a mente focada no meu plano. A Sky entrou na nossa sala pouco depois, colocando uma pasta de couro preta em cima da minha mesa com um sorriso orgulhoso:

— Mana, o croqui final do resort tá pronto! Conseguimos adiantar os desenhos técnicos uma semana antes do prazo. O edital pedia para entregar só na semana que vem, mas acho que já podemos apresentar para a diretoria.

Puxei a pasta para o meu colo e levantei da cadeira na mesma hora:

— Eu levo lá na sala do Christian agora.

A Sky franziu a testa, surpresa com a minha pressa:

— Ué, mas por que você tá tão afobada? O Rocco disse que a gente podia marcar uma reunião formal na quarta-feira com calma.

Respirei fundo, fechei a porta da nossa sala e olhei bem nos olhos da minha irmã:

— Sky... lembra daquele homem misterioso com quem eu comecei a sair? Aquele que eu conheci por causa de todo aquele rolo da construtora?

A Sky arregalou os olhos na hora:

— Lembro, claro! O tal do Senhor C. O que tem ele?

— Eu acho que ele é o Christian.

A minha irmã ficou boquiaberta, piscando várias vezes sem acreditar:

— O quê?! Como assim, Moon?! O Christian, o nosso diretor?! Ficou maluca?

— Não tô maluca, Sky. Pensa comigo — expliquei, gesticulando com calma. — A inicial do nome dele é C. Ele tem exatamente o mesmo porte físico absurdo, o mesmo perfume amadeirado que eu sinto de longe. Vi fotos dele de moto usando as mesmas luvas e jaqueta de couro que o homem usava no quarto escuro. Ele tava na viagem de Porto Seguro na mesma época, mandava comida pro meu andar sem ninguém ver... e na sexta-feira, no cartório, no segundo em que mandei uma mensagem pro Senhor C, o celular do Christian tocou e ele inventou que eram negócios. Sem falar em como ele cuidou de mim quando eu bebi. É ele, Sky. Eu tenho quase certeza.

A Sky levou a mão à boca, processando a informação:

— Meu Deus do céu... e o que você vai fazer agora?

— Eu vou lá na sala dele tirar essa história a limpo — respondi firme, ajeitando a alça da bolsa no ombro.

Subi pelo elevador até o andar da diretoria com a boca seca, as mãos suando frio e um aperto pesado no peito.

Quando cheguei ao corredor principal, vi a porta da sala do Christian entreaberta. Dei dois passos silenciosos no carpete e congelei ao olhar para dentro.

A Cecília, a secretária executiva dele, estava inclinada sobre a mesa, praticamente colada ao corpo dele, com as duas mãos apoiadas bem no peito da camisa do Christian, ajeitando o nó da gravata preta com uma calma e uma intimidade que fizeram o meu estômago revirar.

No mesmo segundo, uma onda violenta de calor subiu direto pela minha espinha, queimando a minha pele e travando a minha garganta com um nó apertado de fúria.

Mesmo que a minha cabeça ainda não tivesse a confirmação absoluta de que ele era o Senhor C, aquele ciúme cego e descontrolado tomou conta de mim. Ver aquela mulher alisando o peito dele me deu uma raiva tão grande que qualquer resquício de dúvida ou hesitação sumiu da minha mente.

Empurrei a porta de madeira sem bater, fazendo um barulho seco que cortou o silêncio da sala, e entrei com passos duros:

— Com licença.

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