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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 39

POV: SKY BITTENCOURT

A escuridão não era um vazio; era uma massa densa que me soterrava. Escorei as costas na parede fria do corredor, sentindo o papel de parede luxuoso arranhar minha pele, mas a sensação era distante, como se acontecesse com outra pessoa. Minha mão direita pesava uma tonelada enquanto eu tentava, inutilmente, destravar o celular. Eu precisava mandar uma mensagem para a Moon. Precisava dizer que o mundo tinha virado líquido e que eu estava afogando. Mas a tela era apenas um borrão de luz branca que feria meus olhos.

— Você está bem? Ei, você não parece nada bem — uma voz surgiu do nevoeiro.

Eu pisquei, mas as luzes do corredor pareciam explosões estelares. Não conseguia ver o rosto, apenas uma silhueta que se desdobrava em duas, depois em três.

— Calma, eu vou te ajudar. Vem comigo, eu vou cuidar de você — a figura disse, passando um braço pela minha cintura e me arrastando.

Eu não conseguia protestar. Minha língua era um pedaço de chumbo dentro da boca. Meus pés tropeçavam um no outro, e eu só sabia que estava sendo levada para longe do barulho, para um silêncio que me apavorava. Ouvir o estalo de uma porta sendo aberta e o clique de uma fechadura foi como ouvir uma sentença.

Fui jogada em uma cama. O colchão era macio demais, sugando o pouco que restava da minha consciência. Quando a luz do abajur foi acesa, a imagem finalmente se estabilizou por um segundo cruel: Victor.

— O que... o que é isso? — balbuciei, mas o som saiu como um gemido lamentável.

Eu tentei empurrá-lo. Minha mente gritava ordens de comando para meus braços, implorando para que eles se movessem e o jogassem longe, mas meus músculos eram inúteis, meros espectadores de uma tragédia.

— Shhh, é só um sonho, Sky. Apenas um sonho — ele sussurrou, subindo na cama e pairando sobre mim.

Ele ignorou minha paralisia e atacou minha boca com uma fome doentia, enfiando a língua de forma invasiva, um gosto de whisky e possessão que me fez querer sufocar. Ele puxou meu cabelo para o lado com brutalidade, expondo meu pescoço enquanto sua boca descia com urgência.

— Um pesadelo... — tentei rir, mas a risada virou um soluço.

Ele dizia que sempre me amou, que passara dez anos imaginando esse momento e que estava louco de desejo. Senti a mão dele apertar meu peito com uma força bruta, uma posse que me fez querer gritar. Doeu. Ele apertou com tanta força que senti o ar fugir, seus dedos cravando na carne como se quisessem marcar o território que ele roubara.

— Eu sempre imaginei o que tinha por baixo dessas roupas cafonas que você usava, Sky... você quer isso, eu sei que quer — ele murmurou contra a minha pele, respondendo a si mesmo como se estivéssemos em algum acordo doentio.

— Não... — minha mente implorava, mas meus lábios apenas tremiam.

As mãos dele desceram pela minha cintura e começaram a subir o vestido de cetim pelas minhas coxas. Eu sentia a textura do tecido subindo, expondo-me, enquanto ele tocava lugares que eu tinha jurado que ele nunca tocaria. Eu era uma boneca de pano nas mãos de um monstro.

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