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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 41

POV: ROCCO BLACKWOOD

A sexta-feira foi um dia muito corrido. Passei o dia enterrado em plantas estruturais e resolvendo a logística da viagem para Natal. Minha cabeça latejava, mas eu não consegui evitar um desvio rápido pela enfermaria antes de encerrar o expediente.

Parei na porta do quarto de novo. Sky estava dormindo, o rosto finalmente recuperando um pouco de cor. Fiquei ali apenas um minuto, observando o silêncio dela, antes de sair sem fazer barulho. Era irritante como aquele "investimento" ruivo ocupava espaço no meu radar sem nem estar acordada.

À noite, eu estava terminando de ajustar o nó da gravata no escritório quando o Nathan entrou sem bater, parecendo um leão enjaulado.

— Vamos logo para aquela porra de clube, Rocco. Eu preciso descarregar as energias ou vou ter um infarto.

Olhei para ele pelo reflexo do espelho, arqueando a sobrancelha.

— Descarregar as energias ou descarregar a raiva? Você está parecendo um vulcão prestes a explodir, Nathan.

— Os dois. Eu preciso estar em coma induzido no domingo para não quebrar a cara daquele babaca que a Sakura arranjou. Se ele falar um "a" torto, eu enterro ele no jardim do Diego.

Soltei uma risada curta e sarcástica, virando-me para encará-lo.

— Sabe o que seria mais fácil? Você criar vergonha nessa sua cara de cafajeste, chegar no domingo e admitir logo para o Diego e para ela o que você pensa.

Nathan parou, o maxilar travado e os olhos castanhos faiscando de fúria.

— Admitir o quê, Rocco? — ele explodiu, dando um passo na minha direção. — Que eu sou um desgraçado que não prestou para ficar do lado dela quando ela mais precisou? Que eu tirei a virgindade dela quando ela era uma menina inocente prestes a morrer e depois fugi como um covarde porque achei que ela ia morrer?

Ele respirou fundo, tentando conter o tremor nas mãos.

— Aquela garota não sai da minha cabeça, porra! E eu sou um lixo por isso. Então vai se foder com os seus conselhos de CEO. Eu vou para o clube, vou pegar a primeira submissa que aparecer e vou tentar esquecer que eu existo.

— Mas você também a salvou, não foi?

— É, mas isso não anula minhas ações passadas. Agora cala a porra da boca, porque assim você não me ajuda a esquecer.

Caminhamos em direção ao carro. Enquanto eu dirigia para o Ambrosia, o silêncio no interior do veículo estava carregado de uma tensão que eu conhecia bem.

— Só mais uma coisa. Você já faz isso há um bom tempo, né? — olhei para ele de cima a baixo enquanto parávamos no sinal. — E funciona?

— É... até que funciona, mas na maioria das vezes eu queria que fosse outra pessoa. Mas é uma boa distração — ele ajeitou as mangas do terno com um gesto impaciente. — Vamos entrar logo.

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