POV: ROCCO BLACKWOOD
A sexta-feira foi um dia muito corrido. Passei o dia enterrado em plantas estruturais e resolvendo a logística da viagem para Natal. Minha cabeça latejava, mas eu não consegui evitar um desvio rápido pela enfermaria antes de encerrar o expediente.
Parei na porta do quarto de novo. Sky estava dormindo, o rosto finalmente recuperando um pouco de cor. Fiquei ali apenas um minuto, observando o silêncio dela, antes de sair sem fazer barulho. Era irritante como aquele "investimento" ruivo ocupava espaço no meu radar sem nem estar acordada.
À noite, eu estava terminando de ajustar o nó da gravata no escritório quando o Nathan entrou sem bater, parecendo um leão enjaulado.
— Vamos logo para aquela porra de clube, Rocco. Eu preciso descarregar as energias ou vou ter um infarto.
Olhei para ele pelo reflexo do espelho, arqueando a sobrancelha.
— Descarregar as energias ou descarregar a raiva? Você está parecendo um vulcão prestes a explodir, Nathan.
— Os dois. Eu preciso estar em coma induzido no domingo para não quebrar a cara daquele babaca que a Sakura arranjou. Se ele falar um "a" torto, eu enterro ele no jardim do Diego.
Soltei uma risada curta e sarcástica, virando-me para encará-lo.
— Sabe o que seria mais fácil? Você criar vergonha nessa sua cara de cafajeste, chegar no domingo e admitir logo para o Diego e para ela o que você pensa.
Nathan parou, o maxilar travado e os olhos castanhos faiscando de fúria.
— Admitir o quê, Rocco? — ele explodiu, dando um passo na minha direção. — Que eu sou um desgraçado que não prestou para ficar do lado dela quando ela mais precisou? Que eu tirei a virgindade dela quando ela era uma menina inocente prestes a morrer e depois fugi como um covarde porque achei que ela ia morrer?
Ele respirou fundo, tentando conter o tremor nas mãos.
— Aquela garota não sai da minha cabeça, porra! E eu sou um lixo por isso. Então vai se foder com os seus conselhos de CEO. Eu vou para o clube, vou pegar a primeira submissa que aparecer e vou tentar esquecer que eu existo.
— Mas você também a salvou, não foi?
— É, mas isso não anula minhas ações passadas. Agora cala a porra da boca, porque assim você não me ajuda a esquecer.
Caminhamos em direção ao carro. Enquanto eu dirigia para o Ambrosia, o silêncio no interior do veículo estava carregado de uma tensão que eu conhecia bem.
— Só mais uma coisa. Você já faz isso há um bom tempo, né? — olhei para ele de cima a baixo enquanto parávamos no sinal. — E funciona?
— É... até que funciona, mas na maioria das vezes eu queria que fosse outra pessoa. Mas é uma boa distração — ele ajeitou as mangas do terno com um gesto impaciente. — Vamos entrar logo.
— Boa noite, submissa. E não estou para conversas.
— Você parece tenso hoje.
— É um pouco, sabe a sua palavra de segurança?
— Sim, eu sei.
— Ótimo!!
Hoje eu estava com algo, uma sensação que nem sei explicar, talvez raiva e cansaço misturados. E a raiva é o melhor combustível para um Dominador, mas também o mais perigoso. Coloquei a coleira nela e o estalo metálico do fecho pareceu dar o início ao meu alívio. A puxei pelo quarto e ela veio rastejando, igual à boa menina que é. Afastei seus cabelos, sentei na cama e a puxei pelo pescoço, forçando seu rosto contra o meu quadril. Ela entendeu o comando na hora.
Eleonora abriu o zíper da minha calça e libertou meu pau. Ela o agarrou com as duas mãos e começou a me chupar, enfiando tudo na boca até o fundo, até se engasgar e seus olhos lacrimejarem. O som era úmido, barulhento, o vácuo da boca dela contra a minha pele me fez tencionar cada músculo. Eu a deixei fazer como quisesse por alguns minutos, mas eu não conseguia me concentrar. Minha mente divagava para longe dali.
Enrolei minhas mãos com força em seus cabelos escuros, tracionando os fios até que o couro cabeludo dela ficasse esticado, e forcei sua cabeça para baixo com um comando mudo e bruto. Obriguei-a a engolir cada centímetro de uma vez, sentindo a resistência da sua garganta ser vencida pela minha vontade. Ela se engasgou, o corpo deu um solavanco, babou e tossiu, mas sorriu entre os arquejos de quem buscava o ar. Ela era uma boa garota; gostava de ser forçada, de ser desafiada e machucada na medida certa.
Os sons que vinham da boca dela aquele ruído úmido, abafado e o som da sucção profunda — me deram um tesão absurdo, uma pulsação que ecoava na minha têmpora. Deixei que ela respirasse apenas uma vez, o tempo de um suspiro rápido, antes de retomar o controle. Com força, fiz com que ela me fizesse um boquete agressivo, pressionando a palma da minha mão contra o topo da cabeça dela várias vezes, forçando-a a me receber até o limite, sentindo meu p atingir o fundo da sua garganta a cada estocada.

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