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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 48

( Oie e ai estavam com saudades?)

POV: ROCCO BLACKWOOD

— Ótimo, Bittencourt. Guarde essa ambição para o canteiro de obras. Agora, trate de terminar esse café. Temos um compromisso e, por mais que você fique... interessante com a minha camiseta, duvido que o Diego queira ver sua lingerie à mesa de almoço....

— O quê? Diego? Ele vai vir aqui? — Ela quase engasgou, os olhos verdes arregalados e me interrompendo.

— Não. Você vai almoçar comigo na casa dele. Aprender a esperar as pessoas terminarem de falar é bom, sabia? — retruquei, arquivando a expressão de pânico dela na minha pasta mental de "momentos divertidos".

— Eu não vou a lugar nenhum com você, Blackwood. Meu plano para hoje é sumir da sua vista e tentar esquecer que este amanhecer aconteceu.

— Infelizmente para você, o convite não foi uma sugestão. É na casa do Diego. A irmã dele, Sakura, finalmente está 100% recuperada. Ela teve leucemia, Bittencourt. Quase perdemos a garota, mas ela venceu a luta e vai voltar a trabalhar na empresa amanhã. É um almoço de celebração... barra reunião de família.

— Barra reunião de família? Eu preciso me reunir com a minha também, sabe? — ela rebateu, mas o tom de voz já tinha mudado.

— Ela é uma menina que se recuperou de um câncer e não tem nenhuma amiga — continuei, baixando o tom, deixando o peso da palavra "cânceeer" pairar no ar. — Ela vai voltar a trabalhar em uma empresa cheia de marmanjos que só pensam em concreto e dinheiro.

Vi a expressão dela vacilar. Sabia que apelar para a empatia feminina funcionaria.

— Câncer? — ela murmurou.

— Sim. Ela passou por um inferno. Já que você tem um membro a menos na sua equipe, talvez conhecer a Sakura seja a única coisa inteligente que você fará hoje. Quem sabe vocês não formam um trio feminino com sua irmã? ...... Como é o nome daquele negócio? — coloquei a mão no queixo e tentei me lembrar da palavra que as mulheres se juntam e ficam se achando?

— Empoderamento feminino? — Ela me encarou seria por um momento e depois respirou fundo levando a mão ao rosto. — Isso é manipulação. E eu não tenho roupas aqui, Blackwood. Caso seu cérebro de tubarão tenha esquecido, fui trazida para cá desacordada.

— Eu não esqueço detalhes — fui até o closet e voltei com alguns vestido de seda fina . — Tenho peças de uma... antiga ocupante. Estão limpas. Escolha algo que não te faça parecer uma sobrevivente de naufrágio.

Não mencionei que o vestido era de uma ex-submissa maluca que passou pelo meu quarto, mas só de imaginar a Sky e subimissa na mesma frase, minha garganta secou e o pau acordou na hora. Ele não entrou em hibernação profunda hoje.

Que droga, Big Black. Colabora.

— Dez minutos. Se demorar mais, eu te arrasto para o carro do jeito que estiver.

Ela puxou os vestidos da minha mão, roçando os dedos na minha palma. Aquele choque elétrico de novo, disparando direto para o lugar errado.

— Eu odeio você — resmungou, batendo a porta do banheiro de hóspedes.

— Eu sei — respondi baixinho para a porta fechada, com um sorriso que ela não podia ver.

Terminei de me arrumar rápido. Penteei o cabelo, vesti uma calça social e uma camisa polo. Estava pronto, mas a Sky ainda estava lá dentro. Mulheres.

— Sky, anda logo! Precisamos chegar para o almoço e não para o jantar!

— Nao. Mas eu ainda não concordei com isso Eu deveria estar em casa, ouvindo minha irmã mais nova brigar comigo e não indo para um churrasco com o homem que me confundiu com uma oferta de Black Friday.

— Menos drama, Bittencourt. Eu te salvei de uma brincadiera caliente enquanto estava desacordada. Você precisa comer, e o churrasco do Diego é a única coisa que presta naquele bairro — retruquei, enquanto mudava a marcha do quarto. — Além disso, não é apenas um almoço social. A Sakura está de volta. E, mais importante: preciso estar lá para cuidar do Nathan.

— O Nathan vai estar lá? — Ela arregalou os olhos. — Droga. Vocês são o quê? Tipo os Três Mosqueteiros?

— Você também sabe fazer conta, né? — Ri pelo nariz, sem tirar os olhos da estrada. — Mas não somos três. Somos quatro.

— Tem mais um? Aff — ela se encolheu no banco, afundando no estofado como se quisesse desaparecer. — Espero que o quarto seja mais como o Diego. Acho que ele é o menos egocêntrico de vocês.

Gargalhei da careta que ela fez. Se ela soubesse...

— Bom, o Cristian não é nada parecido conosco. Ele é sério. Bem mais sério. É na dele, tipo um soldado, sabe? Postura rígida, chato e parece ter uns sessenta anos, embora seja mais novo que eu.

— Ah... então ele é mais maduro. Aposto que é isso que você quer dizer — ela provocou, com um sorrisinho de canto.

— Por que você disse isso com esse ar de desprezo? Como se eu não tivesse maturidade? — Arqueei a sobrancelha, fingindo ofensa.

— Porque talvez você não tenha, Blackwood. Você só não deixa todos verem esse seu lado, mas aposto que, se soubessem, ficariam traumatizados.

— Haha. Muito engraçada você — forcei uma risada, mas por dentro, o comentário dela cutucou um lugar que eu não gostava de admitir. Ela me lia rápido demais.

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