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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 52

POV: SKY BITTENCOURT

Eu não conseguia ouvir o que o Nathan dizia. As palavras dele se transformaram em um zumbido agudo, um chiado de rádio fora de sintonia que perfurava meus tímpanos. O ar, que um segundo atrás parecia abundante, simplesmente solidificou. Eu tentava puxar o oxigênio, mas meus pulmões pareciam feitos de chumbo.

— Sky? Você está me ouvindo? — A voz do Nathan parecia vir de debaixo d'água.

Senti um puxão no braço. Era a Moon. Ela estava ali, pálida, segurando o celular como se fosse uma granada prestes a explodir. Ela me mostrou a tela: o perfil do zzzArch & Design. A foto do meu crachá estava lá, com a legenda: "O sangue não nega. Bittencourt na área: de pai fraudulento a filha plagiadora. O golpe está aí, cai quem quer."

O mundo inclinou. As paredes de vidro da recepção começaram a fechar sobre mim. O nome que eu tentei esconder para não ser julgada agora era um alvo brilhante no meu peito.

— Eu... eu não fiz... — Tentei falar, mas meu coração batia tão forte que eu sentia o pulso na base da minha garganta, me sufocando.

Minha visão escureceu nas bordas. Eu via as pessoas parando, cochichando, apontando. O pânico não é uma emoção, é um sequestro físico. Senti meus joelhos cederem, mas Nathan foi mais rápido. Ele me segurou, um movimento bruto e desajeitado, e me ergueu do chão.

— Ela está tendo um ataque! Saiam da frente! — Ouvi o grito dele enquanto ele me carregava em direção à enfermaria.

Eu estava nos braços dele, mas minha mente estava no passado. Eu via o Lacerda rindo enquanto oficiais de justiça levavam nossos móveis. Eu ouvia o choro do meu pai. Vi o funeral da minha mãe. Vi Paulo Gouveia dizendo que ia nos ajudar, e logo depois a imagem de mim mesma assinando aquele contrato ridículo que selou nossa miséria.

Quando me colocaram na maca, o teto branco da enfermaria parecia cair sobre o meu rosto. A Moon estava ao meu lado, as mãos tremendo, as lágrimas descendo sem controle.

— Respira, Sky! Por favor, olha para mim! — Moon gritava, mas o desespero na voz dela só me fazia sentir mais culpada. Eu devia ser o porto seguro dela, e agora eu era o destroço.

A enfermeira falava sobre pressão arterial e crise de ansiedade, mas nada fazia sentido até que uma mão pequena e firme segurou a minha. Sakura. Era o primeiro dia dela também, mas ela não hesitou. Ela se inclinou sobre mim, ignorando o Nathan que estava parado como uma estátua de gelo logo atrás.

— Sky, foca na minha voz. Só na minha voz — Sakura disse, com uma calma que eu não tinha. — Inspira em quatro tempos... segura... solta. De novo. Faz comigo.

A aos poucos, o oxigênio começou a passar pela fresta da minha garganta. O formigamento nas minhas mãos diminuiu, mas o peso no peito continuava lá.

— Eu não plagiei nada, Moon... eu juro — sussurrei, as lágrimas finalmente escapando.

— Eu sei, eu sei — Moon me abraçou com uma força desesperada. — A gente vai dar um jeito. Eu vou dar um jeito, Sky. Eu prometo.

Nathan se afastou, o rosto rígido.

— Vou falar com o pessoal das Relações Públicas. Precisamos abafar esse perfil. O nome da Blackwood & Co. não pode ser jogado na lama por fofoca de corredor.

Ele saiu a passos largos. Vi pelo canto do olho quando Sakura se levantou e foi atrás dele. Ela o alcançou no corredor e o puxou pelo braço com força. Da maca, eu só via os vultos através do vidro da porta. Sakura gesticulava, o rosto inflamado de raiva, bloqueando o caminho dele. Nathan tentava desviar, mas ela cruzou os braços, encarando-o com uma intensidade que parecia uma conversa silenciosa e violenta.

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