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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 53

POV: SKY BITTENCOURT

As perguntas começaram a chover e eu já nem sabia mais quem estava fazendo cada uma delas. Eram tantas, disparadas de todos os lados, que eu não conseguia raciocinar. Era como se um prédio imenso, um arranha-céu inteiro de vidro e aço, estivesse desabando exatamente em cima de mim. Eu sentia o peso das toneladas de concreto esmagando meus pulmões, o pó da demolição entrando nas minhas narinas. Eu não conseguia falar, não conseguia pronunciar uma única palavra. Eu estava caindo daquele prédio, em câmera lenta, vendo o chão se aproximar e esperando o impacto final contra o asfalto frio.

A porta dupla da sala de reuniões se abriu com um estrondo que ecoou como um tiro.

Eu olhei para trás com os olhos embaçados pelas lágrimas que eu lutava para não deixar cair. Era ele. Rocco Blackwood cruzou o umbral da sala com uma presença que fez os quatro conselheiros se calarem instantaneamente, como se o oxigênio tivesse sido sugado do ambiente. Ele não estava com o rosto sarcástico de costume. Ele não estava brincando. Não havia o brilho de deboche nos olhos verdes.

Ele me encarou e eu tive medo de verdade. Era uma seriedade mortal, fria, o tipo de olhar que um predador dá antes de decidir se vai proteger ou devorar a presa. O ar da sala pareceu sumir novamente, mas desta vez não era o pânico médico. Era a certeza de que ele me odiava. Na minha cabeça, ele já sabia de tudo. Sabia que eu era uma Bittencourt, a filha do homem que a família dele processou e destruiu. Eu me senti minúscula sob aquele olhar; ele não estava ali para me salvar, ele estava ali para testemunhar a minha queda.

Nathan entrou logo atrás dele, com a mão enfaixada e o rosto tenso, parecendo carregar o peso de um segredo terrível. O Conselho não perdeu tempo e começou a despejar as informações, os relatórios técnicos, citando a "mancha" incurável que o nome Bittencourt trazia para a Blackwood & Co. Rocco ouvia tudo em um silêncio absoluto, um silêncio que me apavorava mais do que qualquer grito. Ele não desviou os olhos de mim por um segundo sequer. Cada vez que um conselheiro mencionava o "crime" do meu pai, eu sentia o julgamento do Rocco me atravessar.

— Nathan, tire a Bittencourt da sala. Agora — a voz do Rocco saiu baixa, mas carregada de uma autoridade tão cortante que ninguém na sala ousou respirar.

Nathan tocou meu braço com uma delicadeza que eu não merecia e me conduziu para fora. Assim que a porta se fechou atrás de nós, no corredor gélido, o mundo finalmente desabou. O efeito do choque passou e o desespero veio como uma avalanche. Eu comecei a chorar, um choro soluçado, descontrolado, que sacudia todo o meu corpo. Eu andava de um lado para o outro de forma frenética, apertando as mãos contra a cabeça, sentindo que ia enlouquecer a qualquer momento.

— Sky! — Gael veio correndo pelo corredor, o rosto transfigurado pela preocupação. — O que está acontecendo? Eu soube da fofoca no grupo, soube da confusão...

— Afasta, Gael! Fica longe de mim! — Falei entre soluços, recuando até bater as costas na parede. — Você é da Lacerda... é tudo culpa de vocês... começou com vocês!

— Eu não tenho nada a ver com isso, Sky! Eu nem sei do que você está falando. Você sabe disso, por favor! — ele disse com a voz suave, tentando me acalmar. Antes que eu pudesse ter qualquer reação de defesa, ele me envolveu em um abraço firme.

Eu queria lutar. Queria empurrá-lo e gritar que odiava todo mundo naquela empresa. Mas eu estava exausta. Meus ossos pareciam feitos de vidro prestes a quebrar. Enterrei o rosto no peito dele e chorei tudo o que estava guardado: a vergonha do sonho com o Rocco, o medo constante de não ter dinheiro para os remédios do meu pai, a humilhação pública do plágio. Eu já tinha vomitado no dono da empresa e segurado o "Big Black" dele no meio da noite; o que era chorar nos braços de um rival no meio do corredor agora? Eu só queria que a dor parasse.

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