POV: ROCCO BLACKWOOD
Pela primeira vez na vida, eu não estava no comando de nada. Eu era um refém. Pela primeira vez, nós não estávamos discutindo, ela não estava gritando comigo sobre ética ou sobre meu ego. Se eu soubesse que o segredo para ter a Sky Bittencourt mansa nas minhas mãos era uma venda de seda e um codinome, eu teria aberto esse clube muito antes.
— Você... você pode tirar o vestido para mim, Fox? — minha voz saiu mais rouca do que eu pretendia, mesmo com o modulador.
Ela travou. As pernas se fecharam uma na outra em um reflexo defensivo que quase me fez rosnar de frustração.
— Você não vai fazer nada estranho com o meu corpo, vai? — ela perguntou, o medo voltando a transparecer na voz.
— Eu prometi que não faria nada que você não quisesse — menti descaradamente, enquanto na minha cabeça eu já estava imaginando mil formas de explorar cada centímetro daquela pele branca.
Na verdade, Bittencourt, eu vou fazer de tudo com esse corpo nas minhas fantasias eróticas daqui para frente. Você não tem ideia de que acabou de virar a protagonista de todos os meus pecados. — resmunguei mentalmente, sentindo a pressão na calça ficar insuportável.
Ela hesitou por um segundo, os dedos trêmulos buscando o fecho do vestido dourado, mas acabou cedendo. Quando as lantejoulas deslizaram pelo corpo dela e atingiram o chão com um som metálico e suave, eu esqueci como se respira.
Lá estava ela. No centro daquela cama de seda preta, usando uma lingerie de renda vermelha que parecia ter sido desenhada para me destruir. Eu já sabia que ela era linda. Eu já tinha visto cada centímetro dessa pele sem nada, naquela noite na casa dela em que quase atravessei a linha. Eu lembrava de cada detalhe: a bochechinha rosada, a pele translúcida e a intimidade tão perfeita e clara que me fez recuar apenas para não destruí-la sem aviso. Mas vê-la aqui, no meu território, sob a luz do Ambrosia, era um nocaute diferente.
— Deite-se — ordenei.
O modulador de voz na minha garganta transformou minhas palavras em um comando vibrante e metálico. Ela obedeceu, deitando-se no meio da cama. Eu me aproximei, pairando sobre ela. Peguei a pena e comecei a mapear aquele território que eu já conhecia, mas que agora eu tinha o direito de explorar com calma.
Passei a pena pelo pescoço, descendo pelo vale entre os seios até a barriga. Eu conseguia ver as pequenas veias azuladas sob a pele dela. E lá, nas coxas, estavam as marcas leves dos meus dedos de minutos atrás.
Eu marquei ela. Ela é minha e nem sabe disso. — o pensamento rugiu na minha mente. O Big Black estava tão tenso que chegava a doer. Por que você não funcionou com a Letícia, mas quer derrubar o prédio agora que essa ruiva está deitada? — reclamei internamente.
— Você é muito linda, Fox — murmurei, a voz distorcida ocultando meu desejo real de devorá-la ali mesmo.
— Você diz isso para todas? — ela soltou uma risadinha nervosa, o peito subindo e descendo.
— Não. Eu tomei uma decisão — anunciei, parando o toque. — Eu quero um contrato. Um contrato formal de Dom e submissão. Entre eu e você.
— O quê? Mas... você não disse que tinha que esperar? — ela se mexeu, confusa.
— Eu não quero esperar. Eu quero você. Quero que você volte semana que vem com esse contrato assinado. Eu vou te preparar, Fox. Vou te ensinar a receber cada toque meu até você não lembrar o próprio nome. Quero permissão para explorar esse seu corpo do jeito que eu bem entender.
— E como vai ser esse contrato? — ela sussurrou.
— Vou mandar a Eleonora imprimir os termos. Você vai levar, ler e o que você não gostar, você troca. Mas saiba de uma coisa: eu sou exigente.
— Eu nunca vou tirar essa venda? Você é muito feio? — ela perguntou, tentando disfarçar o medo com a língua afiada que eu tanto conhecia.
— Ah... Fox... na próxima vez, quero que vista essa mesma lingerie.
Saí do quarto antes que ela pudesse responder. Fechei a porta e encostei as costas na madeira fria do corredor, respirando tão fundo que meus pulmões chegavam a arder. Eu estava ofegante, suado e com o coração batendo na garganta.
Se eu ficasse ali mais um minuto, eu ia perder a cabeça. Ia arrancar aquela venda, calar a boca dela com um beijo e tomá-la ali mesmo, em cima daquela seda preta, sem contrato e sem paciência. Eu precisava de espaço. Precisava de ar. Precisava de gelo.
Respirei uma, duas, três vezes, tentando baixar a adrenalina. Passei a mão pelo rosto e desativei o modulador de voz na minha garganta, sentindo o peso do silêncio do clube ao meu redor.
— Meu Deus do céu... — sussurrei com a minha voz real, sentindo um calafrio percorrer minha espinha.
Eu estava pasmo. Pasmo com ela, pasmo com o destino e pasmo com o fato de que eu, o Imperador, estava fugindo de uma mulher como um garoto assustado. Olhei para baixo, sentindo a pressão incômoda na minha calça que não dava trégua.
— É, amigo... — resmunguei para o Big Black, enquanto começava a caminhar pelo corredor gélido em direção ao meu vestiário. — Eu acho que, mais tarde, vai ser só eu e você no chuveiro gelado. Porque se eu encostar nela hoje, eu não solto nunca mais.
Eu tinha vencido a batalha da noite, mas a guerra estava apenas começando. E a Sky Bittencourt nem imaginava que o contrato que ela ia assinar era a sua sentença de entrega total ao homem que ela mais odiava.
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Nota da Autora: > O Rocco saiu fugido, minha gente! 😂 Ele preferiu o banho gelado a arriscar o disfarce, mas a promessa para a semana que vem ficou no ar... e que promessa! 🍓🥵 O que vocês acham que vai ter nesse contrato? A Sky vai ter coragem de voltar? 😈🚀✨

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