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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 68

POV: SKY BITTENCOURT

Na hora de ir embora da empresa, acabei pedindo desculpas ao Gael pelo beijo impulsivo no meio do setor. Ele, com aquele jeito fofo e todo sorridente, disse que só me desculparia se eu desse outro. E ele me deu. Foi um beijo bom, tranquilo... mas completamente diferente.

Que droga, meu cérebro imbecil e traidor insistia em voltar para o Rocco no mesmo milésimo de segundo!

Droga!

O do Rocco beijava infinitamente melhor porque ele tinha muito conhecimento. Tinha muito porque ele é um dom do clube, já deve ter visto tantas mulheres sem roupas que dominava cada milímetro da arte de desestruturar uma mulher...

Mas por que caralho eu estou pensando nisso?! Droga! Lembrei do que tinha comentado com a Sakura dias atrás, e ela me disse que com o tempo e a convivência na empresa isso ficaria melhor, que a obsessão passava. Rezei para que ela estivesse certa, porque a minha sanidade estava por um fio.

Me despedi do Gael e entrei em casa. As meninas ainda não tinham chegado, o que foi um milagre dos céus. Fui até o quarto do meu pai, bati um papo calmo com ele e dei um beijo carinhoso na sua testa. Depois, tomei um banho demorado, peguei uma garrafa de champanhe na cozinha para anestesiar os meus neurônios e tranquei-me no meu quarto. Sentei-me na cama com as pernas cruzadas e puxei aquelas folhas de papel timbrado de dentro da minha bolsa de couro.

Na primeira página, o título brilhava em letras pretas e elegantes: CONTRATO FORMAL DE CONSENTIMENTO E DIRECIONAMENTO — DOMÍNIO E SUBMISSÃO.

Logo abaixo, vinha um questionário com uma tabela imensa cheia de termos técnicos e três colunas para eu marcar com um "X": [ ] Aceito, [ ] Talvez, [ ] Nem fodendo (ok, a última coluna dizia formalmente "Não Consentido", mas para o meu estado de espírito o significado era exatamente esse).

O problema era que eu não entendia metade daquele dicionário de perversão de alta periculosidade. Então, abri o navegador do celular, dei um gole generoso no champanhe, digitei na barra de pesquisa da internet e comecei oficialmente a minha jornada rumo ao trauma psicológico.

Primeiro item da lista: Grampos de mamilo e genitais.

— Ué, grampo? Tipo... de grampeador? Ou de varal? — sussurrei para o quarto vazio, digitando na busca.

Quando a aba de imagens da internet carregou, eu quase joguei o celular na parede de tamanho pavor. Meus olhos se arregalaram tanto que achei que fossem saltar da minha cara e rolar pelo colchão. Eram uns prendedores de metal, pesados, e as fotos mostravam aquilo fixado em todas as partes possíveis: nos bicos dos seios e na vagina, direto nos grandes lábios.

Ai, meu Deus.

— Mas que porra é essa?! O homem quer pendurar os meus peitos no varal de cabeça para baixo para secar no sol? Nem morta! — Marquei um "X" violento e furioso na coluna do "Nem fodendo".

Próximo item: Estímulo anal e introdução de brinquedos eróticos de grande porte.

Digitei no mecanismo de busca com os dedos já meio trêmulos. O resultado foi um catálogo de objetos emborrachados gigantescos que pareciam armas medievais, monstros de filme de ficção científica ou peças de encanamento industrial de alta pressão.

— Mas nem se o Papa me pedir de joelhos na missa de domingo! — exclamei para as paredes, completamente horrorizada. — Onde ele acha que vai caber um dinossauro emborrachado daquele tamanho? Esse homem é um psicopata! — Outro "X" bem grande na última coluna.

Continuei descendo a lista, cada vez mais assustada e arrependida das minhas escolhas de vida. Shibari de suspensão (amarrada de cabeça para baixo). A rede me mostrou fotos de pessoas amarradas como um peru de Natal na ceia, suspensas no teto por cordas de juta grossas.

— Ah, claro. Porque além de tudo, eu vou querer ter um AVC por excesso de sangue no cérebro enquanto estou pelada na frente dele. Perfeito — resmunguei, ironizando para conter o choro de nervoso.

Depois veio: Wax Play (gotejamento de vela quente). — Vela? O cara quer fazer um despacho na minha barriga ou um ritual de feitiçaria? — pesquisei.

O vídeo mostrou cera derretida caindo na pele de uma mulher que gemia. Eu não sabia se a mulher do vídeo estava sentindo tesão ou se estava sofrendo queimaduras de terceiro grau, mas a minha pele arrepiou inteira só de olhar para a tela.

Felizmente, mais abaixo, havia cláusulas um pouco mais normais para a minha saúde mental, focadas em Restrição e Imobilização:

(X Não, chega de assombração, já basta essas que vi na tela) — Marquei "Não" com tanta força que a caneta quase furou o papel.

E, finalmente, na última página, tinha uma pergunta bizarra escrita à mão pela Eleonora que quase passou batida: "Com calda ou sem calda?".

Fiquei encarando o papel, totalmente confusa. Que porra era essa? O clube agora servia sorvete ou pudim de sobremesa durante o BDSM? Sem entender nada, mandei uma mensagem disfarçada para o Alex perguntando o significado do termo. A resposta dele veio em dois segundos e me fez querer sumir do mapa: Calda significa penetração. Com calda é com sexo real, sem calda é sem.

Minha espinha gelou na mesma hora. Myas bochechas queimaram tanto que achei que fossem derreter e pingar no tapete. Meu cérebro deu tela azul instantaneamente, revivendo com uma força absurda a memória do toque da pena do Dom Hades na minha coxa e, logo em seguida, a imagem do Rocco me segurando pela cintura no balcão do bar com aquela possessividade.

— Não, não, não... — cobri o rosto com as manos, soltando um gemido abafado e sentindo o meu ventre revirar de um jeito totalmente confuso, quente e elétrico.

Fui direto na opção e marquei um "X" gigantesco no Nem fodendo / Não Consentido, e ainda fiz questão de escrever com a caneta ao lado: "Com certeza NÃO!". Eu não precisaria vender nada e nem ir tão longe, porque o dinheiro fixo das sessões normais já seria o suficiente para salvar o meu pai e manter a Moon bem.

Para garantir o meu plano de segurança emocional contra a minha própria traição biológica, usei o espaço em branco no final do papel e escrevi uma cláusula extra de própria autoria, com letras garrafais e sublinhadas: PROIBIDO BEIJOS NA BOCA. Sem pensar duas vezes, assinei embaixo. Dizem por aí que os sentimentos reais se afloram por causa dos beijos, e eu não ia me apaixonar sem pensar por um estranho mascarado com voz de robô.

Eu estava genuinamente horrorizada com as imagens industriais e de Halloween da internet? Sim, completamente. Mas por que diabos o meu corpo parecia estar pegando fogo e pulsando só de imaginar aquele homem de voz grossa, misteriosa e fria ditando as regras do que ia fazer comigo? O contrato era assustador, beirava a insanidade mental, mas a promessa de entrega total era quase... hipnótica.

Peguei a caneta e terminei de rasurar o documento inteiro, deixando apenas as partes mais leves e cortando todas as bizarrias medievais e dolorosas. Se o tal "Hades" do quarto Tártaro achava que eu seria o peru de Natal dele para o feriado, ele estava muito enganado. Eu ia negociar cada milímetro daquela rendição estritamente nos meus termos.

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Nota da Autora: > A Sky reescrevendo as leis do BDSM com medo de assombrações de Halloween! 😂 Criar uma cláusula própria proibindo beijos na boca e riscar o contrato inteiro foi o auge do desespero e da comédia da nossa ruiva. 🍓🥵 Mal sabe ela que o Dom Hades é o mesmo homem de olhos verdes que tira a pose dela no escritório. Como vocês acham que o Rocco vai reagir quando abrir esse contrato todo rasurado com cheiro de champanhe? O próximo encontro no Ambrosia vai ser impagável! Deixem nos comentários! 😈🚀✨

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