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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 82

POV: ROCCO BLACKWOOD

Pousamos em Natal debaixo de um sol de rachar. Eram dez horas da manhã e o meu crânio e a minha paciência já tinham ficado em algum lugar do espaço aéreo fluminense. O bando se dividiu em três táxis grandes para ir até o hotel. Eu, claro, fui no primeiro, fazendo questão de arrastar o Nathan, o Diego, o Gael e o Victor comigo para que eles ficassem sob a minha estrita vigilância. Mantive os meus óculos escuros no rosto e o mais absoluto silêncio durante todo o trajeto.

Quando os carros encostaram na recepção da Pousada Boutique, o balcão do check-in estava um verdadeiro formigueiro de turistas por causa do maldito feriado local.

O Nathan assumiu a liderança com a prancheta de reservas na mão, enquanto as quatro equipes se amontoavam logo atrás, jogando as malas no chão e conversando alto. A Sky estava a poucos metros de mim, parecendo um pouco menos raivosa do que no voo, mas ainda sem coragem de me encarar.

— Beleza, galera, atenção aqui na divisão que o hotel liberou! — Nathan anunciou, batendo a caneta na prancheta para chamar a atenção do bando. — Como a cidade está entupida, a gerência não conseguiu os quartos triplos que a gente precisava e como Diego e Rocco vieram isso dificultou um pouco mais. Eles nos deram três quartos triplos e três quartos de casal.

O Diego deu um passo à frente, tentando organizar o orçamento e a logística com o Nathan.

— Olha, pode ser assim: a equipe Gouveia ficam em um quarto triplo, a equipe Lacerda em outro, e a equipe Zênite das meninas fica no terceiro quarto triplo. Eu e o Nathan ficamos em um quarto duplo, dividimos a equipe Garcia dois dos meninos em outro e o Gael pode ficar com o Rocco no último quarto de casal.

— Parece bom — respondi, a voz saindo no meu tom corporativo normal.

Ficar no mesmo quarto que o Gael seria uma boa oportunidade para especular as intenções daquele moleque de perto e mantê-lo bem longe da minha ruiva.

Sakura, com a maior cara de inocência do mundo, deu um passo à frente.

— Ah, gente, a gente não pode separar o casal.

— Que casal? — Victor perguntou surpreso, estreitando os olhos na mesma hora.

— Ué, o Gael e a Sky — ela respondeu de forma irritantemente doce e ingênua. — O Rocco é rico, ele consegue um quarto só para ele, uma suíte master com o cartão dele. Não é, Rocco? — ela me perguntou, fazendo um beicinho.

A Sakura estava linda, eu a adorava, mas a minha vontade naquele milésimo de segundo era arrancar a língua dela com um alicate.

O Gael, que parecia um cachorro abanando o rabo em dia de parque, quase abriu um sorriso de orelha a orelha, olhando para a Sky com os dentes brilhando.

— Cara, por mim está perfeito. A gente super se ajeita.

Naquele exato instante, o meu coração não apenas acelerou; ele deu um triplo mortal carpado dentro do meu peito. Senti um suor frio brotar instantaneamente na minha nuca e a minha pressão caiu tanto que o chão de mármore da recepção pareceu flutuar.

Com o Gael.

Em um quarto de casal.

Num estalo totalmente psicótico, a minha mente projetou a Sky deitada naquela cama com ele. Pior: projetou a ruiva exatamente nas posições em que a deixei na noite anterior em Porto Alegre, mas com as mãos daquele moleque tocando a pele dela. Sentindo o cheiro dela. Ouvindo os gemidos dela.

— Senhor... mas a reserva de vocês... — ela começou.

— É uma viagem de trabalho, Marta. Eu sou o dono da construtora que reservou metade do seu hotel — interrompi, aproximando-me mais. — Eu não posso deixar a minha mulher dormir com outro homem sob o meu próprio teto. Isso é uma questão de honra. Você não poderia... me ajudar a reorganizar esses quartos?

Marta ficou em silêncio por alguns segundos. Ela olhou para o cartão Black, depois olhou fixamente para o meu rosto. Com a maior cara de pau do mundo, ela esticou a mão por cima do balcão, tocou de leve no meu rosto e acariciou a minha bochecha com um sorriso penalizado.

— Nossa... você é um homem bonito demais para estar tão desesperado por uma mulher, meu jovem — ela comentou, balanquando a cabeça.

Engoli em seco, sentindo o meu olho esquerdo tremer de puro constrangimento. Parabéns, Rocco. Além de corno mental, você agora está sendo cantado pela gerência do hotel. Desviei o rosto milimetricamente e empurrei o cartão Black mais um centmeitro na direção dela.

— Marta. Você vai me ajudar ou não vai? E pode usar o meu cartão para comprar o que você quiser na loja de conveniência do hotel. Considere um bônus pelo seu excelente gerenciamento de crise.

Ela deu uma risadinha, com os olhos brilhando ao perceber que tinha acabado de ganhar passe livre para gastar na boutique às minhas custas, pegou o cartão e começou a bater no teclado com uma velocidade impressionante.

— Com certeza, chefe. Deixe comigo. A gente sempre tem um jeitinho para o amor.

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Esse Rocco não tem limites né.

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