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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 85

POV: ROCCO BLACKWOOD

A Sky puxou a porta, saiu para o corredor e bateu a madeira com força atrás de si.

O baque da porta ecoou pelo quarto silencioso.

Eu continuei sentado no colchão, com a boca meio aberta, totalmente chocado e com a cara no chão, olhando para o nada. Aquela ruiva malandra tinha acabado de me deixar falando sozinho.

Ela foi ver o Gael.

Ela realmente foi atrás dele.

Minha respiração pesou e o ódio possessivo voltou com o triplo da força. Levantei da cama pisando duro, prestes a quebrar o quarto inteiro. Aquela viagem para Natal ia ser o meu fim.

Eu não pensei. Eu simplesmente peguei a minha carteira, desci as escadas da recepção como um furacão e saí pelos portões da pousada.

A ruiva encontrou o Gael bem ali na recepção, onde ele já a esperava. O sujeito sorriu e deu um beijo nela, e em seguida os dois entraram juntos em um táxi.

O meu coração deu um solavanco. Entrei no primeiro táxi que vi parado logo atrás na calçada, bati a porta e apontei para a frente.

— Siga aquele táxi. E não perca ele de vista — ordenei.

O motorista, um senhor de idade, olhou pelo retrovisor com a sobrancelha erguida. Avançamos devagar, mantendo a distância pela avenida. O carro da frente acabou parando no estacionamento de um quiosque perto do mar. Paramos o nosso táxi a alguns metros do quiosque. Fiquei ali dentro, escondido atrás dos vidros escuros, assistindo ao meu próprio funeral em câmera lenta.

O Gael desceu com ela e puxou uma cadeira para ela sentar. O cara estava todo atencioso, sorrindo com aqueles dentes perfeitos. Eles pediram uma bebida e começaram a conversar.

Então, o pior aconteceu. O Gael se inclinou para a frente. Ele levou a mão até a nuca da Sky, espalhando os dedos pelo cabelo ruivo dela, e a puxou para um beijo.

O meu mundo simplesmente explodiu. Uma queimação insana subiu pelo meu peito, e a minha primeira reação foi traçar um plano de execução.

Eu vou matar esse cara.

Vou demitir ele por justa causa. Amanhã cedo.

Vou desclassificar a equipe dele do concurso do resort agora mesmo.

Prendi a respiração, o meu cérebro fritando em puro desespero possessivo. Mas se eu desclassificasse o Gael, ele seria mandado de volta para Porto Alegre. A Sky ficaria com pena e eles iam acabar namorando longe dos meus olhos, sem o contrato da empresa para impedir.

Puta que pariu. Eu não posso demitir ele. Tenho que manter esse sujeito onde eu possa vigiar.

— Ô, meu patrão — o taxista cortou os meus pensamentos, batendo os dedos no volante. — O taxímetro está rodando, mas eu tenho outras corridas para fazer. Vai demorar muito?

Puxei o meu cartão Black da carteira e joguei no painel do carro com um baque seco.

— Eu estou te pagando para me servir a noite inteira, amigo. Esqueça as outras corridas. O seu foco agora é aquele quiosque.

O homem olhou para o cartão, olhou para a minha cara de maluco e soltou um suspiro, rindo baixinho.

— Rapaz... você tem cara de ser muito rico, mas está aí, fingindo de stalker. O amor deixa o homem cego mesmo, né? Você deve estar é muito apaixonado por essa moça.

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