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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 86

POV: ROCCO BLACKWOOD

Dizer que eu não dormi direito naquela noite seria o maior eufemismo do século. Eu simplesmente não preguei o olho.

Tudo por causa da zona ridícula que a Bittencourt resolveu erguer no meio da cama. Não satisfeita com os quatro travesseiros padrão, a malandra ligou para a recepção e pediu mais lençóis, mantas e até toalhas extras. Ela montou uma verdadeira muralha da China de pano bem no meio do colchão. Tinha rolo de cobertor, pilha de travesseiro e uma barreira de toalhas que quase chegava ao teto do quarto, tudo para se proteger de mim.

O problema é que a engenharia de cama dela foi um fracasso total.

Assim que pegou no sono profundo, a Sky começou a se mexer feito uma louca. No meio da madrugada, ela deu um chute na barreira e jogou a muralha inteira para o meu lado. Acordei no susto, quase morrendo sufocado com três travesseiros, um edredom pesado e uma toalha de banho caindo direto em cima da minha cara. O peso foi tanto que eu quase precisei de reanimação.

Para piorar a minha desgraça, quando finalmente consegui cochilar por uma hora antes do amanhecer, o meu cérebro resolveu me trair. Tive um sonho erótico absurdamente nítido com ela, daqueles de acordar com o coração na boca e o Big Black completamente duro, tencionando o tecido da cueca.

Olhei para o lado, sentindo um misto de ódio e frustração. A parede de panos estava desfeita, ela estava dormindo feito um anjo, e eu estava ali, sofrendo sozinho. Achei uma injustiça tremenda o fato de ela não ter sonhado a mesma coisa e nem ter tentado me tocar de verdade durante a noite para aliviar o meu estresse.

Como o meu corpo parecia um vulcão de testosterona acumulada e o sono tinha ido para o espaço, decidi levantar mais cedo que todo mundo na pousada. Enfiei um short, calcei o tênis e saí para correr na orla de Natal antes mesmo de o sol nascer por completo. Corri os cinco quilômetros forçando o meu ritmo ao máximo, tentando usar o cansaço físico para esvaziar a mente e aplacar o ciúme que ainda queimava no meu peito.

Voltei para o hotel uma hora depois, pingando suor. Entrei no quarto quatorze em silêncio, tirei a roupa suja e me enfiei debaixo do chuveiro. Tomei um banho gelado bem demorado, tentando ver se a água fria abaixava a pressão lá embaixo de vez.

Assim que amarrei a toalha na cintura e abri a porta do banheiro, dei de cara com a Sky levantando da cama. Ela estava com os cabelos ruivos todos bagunçados, os olhos semiabertos e aquela carinha de sono que, infelizmente, me dava mais vontade ainda de jogá-la no colchão.

— Bom dia — ela murmurou, com a voz meio rouca de quem acabou de acordar.

— Bom dia, Bittencourt. Se mexe rápido porque o Nathan e o Diego já mandaram mensagem avisando que o café da manhã está servido e as equipes estão descendo — respondi, mantendo a minha máscara de chefe sério e indiferente, como se eu não tivesse passado a noite sendo sufocado por lençóis.

Quando os meus olhos bateram naquela pele contrastando com o vermelho, o Big Black deu um solavanco tão violento contra o zíper da minha calça que eu cheguei a contrair o abdômen. Meu pau pulsou, duro feito uma rocha, implorando por espaço, latejando de um jeito insuportável.

Inclinei a cabeça, olhei discretamente para o volume absurdo que se formou no meu colo e murmurei sozinho, com o maior ódio do universo:

— Eu sei. Eu sei que você está gostando da visão, seu desgraçado. Mas colabore comigo ou eu vou ter que ficar sentado nessa cadeira até a próxima quarta-feira.

A Sky estava com a água da praia na altura da cintura, jogando areia e rindo alto enquanto o Gael tentava segurar a cintura dela para fingir que estava ajudando a moça a pular as ondas.

Tira a mão daí, seu merda. Se você descer essa mão mais um centímetro, eu quebro o seu braço.

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