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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 88

POV/ ROCCO

Meu coração parou por um segundo. Um suor frio escorreu pela minha espinha e a minha mente entrou em pânico total, projetando o pior cenário possível.

— O que você quer me perguntar? Você quer que eu te dê uns conselhos sobre o Gael? Quer que eu fale a real sobre aquele rapaz? Olha, eu acho que ele é um cara legal, mas talvez não seja o tipo certo para...

— Cala a boca, Blackwood! — ela me interrompeu, bufando de frustração. — Cala a boca que não tem nada a ver com o Gael! Não é isso que eu quero falar!

— Então o que caralhos você quer perguntar, Bittencourt? Desembucha! Se for sobre homens ou relacionamentos, pode falar, porque eu conheço bem a mente masculina. E sei como tratar as mulheres.

A Sky parou perto da beira do colchão, me mediu de cima a baixo com um olhar cheio de deboche e soltou uma risada sarcástica.

— Eu acho que você não sabe como tratar uma mulher de verdade. Principalmente as funcionárias da sua própria empresa.

— Eu te trato muito bem! — rebati imediatamente, ultrajado na minha própria cama.

— Muito bem? Você tem certeza? — ela ergueu uma profissional sobrancelha.

— Com certeza! Eu tenho uma paciência enorme com você, Bittencourt. Uma paciência de nível santo — afirmei, fazendo-a rir alto do meu sarcasmo, o que acabou aliviando um pouco a tensão absurda que estava no quarto.

Fiquei ali com cara de tacho, esperando o riso dela passar.

— Mas você não diz o que quer perguntar! O que você quer saber afinal? Quer saber se eu...

— Cala a boca e me deixa falar! Não é nada disso! — ela me cortou de novo, o rosto começando a mudar de cor.

Pronto. O fim do mundo chegou de vez. Ela vai dizer que está namorando o Gael. Ou pior, vai dizer que vai casar com aquele projeto de engenheiro e que os dois vão adotar um cachorro. Meu Deus do céu, o que eu faço se ela falar isso? Eu compro o buffet do casamento e jogo laxante na comida? Eu mudo o contrato da empresa e proíbo a união estável? Eu estava à beira de um colapso nervoso.

— Pode falar. Estou ouvindo — respondi, tentando manter a voz firme, mas sentindo o meu estômago dar voltas.

— Credo, Blackwood, por que você está com essa cara? Parece que está nervoso — ela franziu a testa, achando graça da minha rigidez. — Não se preocupe, não quero saber como cometer um assassinato, é outra coisa.

— Eu não estou nervoso — menti na cara de pau, com o maxilar travado. — Diga logo de uma vez, Bittencourt. Você está interrompendo o meu descanso.

A Sky respirou fundo, juntou as mãos no colo do baby doll preto e disparou a pergunta mais aleatória da história da aviação civil:

— Você já ficou com muitas mulheres, não já?

— Muitas. Por quê? Qual é o intuito da pesquisa de mercado?

— A Sakura me disse também que você era um dominador lá no Ambrosia Club e tal... — ela continuou, soltando the informação como se estivesse comentando sobre o clima.

— Sim, eu sou — respondi, estreitando os olhos. — Mas como é que você sabe disso? Por que a Sakura anda espalhando o meu histórico profissional da noite por aí? E mais importante... não vai me dizer que está interessada nessas práticas.

— Ei, olha para mim — ela pediu, a voz saindo um pouco mais firme.

— Está difícil te entender, Bittencourt. Eu não tenho uma mola na cabeça, ok? — respondi sério. Aquele papo estava me deixando tenso, muito mais tenso e intrigado do que deveria. — Diz de uma vez o que você quer.

Pedi encarando-a bem nos olhos. Percebendo a intensidade do meu olhar, a bochecha dela atingiu o nível máximo de vermelho e ela puxou o cabelo ruivo para a frente do rosto, tentando se esconder atrás dos fios.

— É que tipo... será...

— Que o que, mulher? — perguntei e respirei fundo para não mandar ela ir dormir de uma vez. Bebi mais um gole da taça tentando disfarçar toda aquela tensão que estava se acumulando no quarto.

Ela olhou para as próprias unhas, depois para o teto, depois fixou os olhos castanhos em miim.

— Será que você poderia me ensinar a ter um orgasmo?

— O... o quê?! — perguntei confuso, tossindo, fazendo o vinho descer pelo caminho completamente errado, me causando uma dor de cabeça e uma ardência na minha traqueia. Limpei a boca com as costas da mão com pressa.

— O quê?! — repeti ainda tossindo feito um condenado, sentindo o líquido queimar a minha garganta e o meu nariz. — Repete isso, Bittencourt. Eu acho que o vinho afetou a minha audição. Você me pediu o quê?!

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Alguém acertou qual seria o pedido dela?

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