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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 93

( PATRICIA FELIZ ANIVERSSÁRIO!!! Obg. pelo carinho e por acompanhar todas as minhas histórias.)

POV: SKY BITTENCOURT

Abri os olhos devagar, sentindo a claridade do sol de Natal invadir o quarto quatorze através das frestas da cortina. Levei a mão à cabeça, sentindo uma pontada leve de ressaca, mas o verdadeiro choque veio no milésimo de segundo seguinte, quando a minha mente resgatou as lembranças da noite passada. Olhei para o lado imediatamente. O colchão estava enorme, frio e completamente vazio. O Rocco não estava ali. Não havia sinal dele, nem dos seus sapatos, nem da sua pose arrogante de CEO.

Sentei-me na cama, puxando os joelhos contra o peito, enquanto um turbilhão de pensamentos começava a bombardear a minha cabeça. Eu precisava fazer um balanço urgente dos meus dias nessa viagem, porque parecia que a minha vida tinha virado de cabeça para baixo em menos de quarenta e oito horas. Quando saí de casa, o plano era completamente diferente.

Eu tinha certeza de que ficaria no quarto do Gael, que nós iríamos nos pegar horrores, que eu finalmente perderia a minha virgindade com o rapaz que eu achava que gostava e que tudo seria perfeito, como nos meus livros.

Mas o destino — ou a falta de organização da pousada — resolveu me jogar no mesmo quarto que o Rocco Blackwood. O homem que eu dizia odiar com todas as minhas forças.

Apoiei o queixo nos joelhos, encarando a parede vazia. Tecnicamente, por mais que o meu orgulho batesse o pé e se recusasse a admitir em voz alta, o Rocco vinha construindo uma segurança esquisita ao meu redor. Ele foi extremamente respeitoso comigo naquela noite em que fiquei caindo de bêbada, cuidando de miim sem tentar tirar nenhuma vantagem da situação, e depois me salvou das garras daquele nojento do Victor. Pensar no Victor me dava um calafrio na espinha. Desde aquele episódio no Ambrosia simplesmente não conversou mais comiigo, andando pelos cantos com cara de poucos amigos e sempre ao lado da Sofia.

Para piorar, eu me sentia estranhamente isolada. O Alex, que sempre foi o meu melhor amigo e o meu porto seguro, agora quase não conseguia conversar comiigo por causa da correria e do foco nas dinâmicas da equipe da empresa. Minha irmã e a Sakura pareciam ter virado melhores amigas de infância da noite para o dia; andavam coladas para cima e para baixo, rindo de piadas internas, e eu sentia que sobrava um pouco no meio deles. Mesmo que a diferença de idade não fizesse diferença na prática, o sentimento de solidão estava ali, me cercando.

Talvez por isso eu tivesse me entregado tanto àquela loucura na noite passada.

Levei as mãos ao rosto, sentindo a pele queimar. Eu adorei as sensações.

Meu Deus, eu nunca tinha sentido nada parecido em toda a minha existência.

O meu corpo tinha sido despertado de um jeito tão violento que a memória ainda parecia viva na minha pele. Eu queria muito ter conseguido fazer aquilo sozinha, queria ter descoberto o caminho sem precisar de plateia, porque eu não sinto vergonha do meu próprio corpo quando estou vestida ou no meu canto. Mas quando lembrei que eu literalmente abri os olhos, olhei na cara do meu chefe e implorei para ele me tocar, a humilhação bateu com tanta força que o meu peito doeu.

Levantei-me da cama num salto e caminhei até o banheiro, trancando a porta. Parei diante do espelho e encarei o meu próprio reflexo. Eu estava com o cabelo ruivo todo bagunçado, as bochechas vermelhas e os lábios ligeiramente inchados. Mas o pior foi sentir o peso imediato que desceu para o meu ventre. Só de lembrar do toque dos dedos dele, da forma precisa como ele deslizou a mão por dentro da minha calcinha e daquela voz rouca e cavernosa mandando eu não fechar as pernas, o meu corpo reagiu sozinho. Eu estava ficando completamente molhada de novo. Ali. Parada no chão do banheiro, às sete da manhã, pensando no meu chefe.

Aproximei-me da parede do banheiro e bati a testa contra o azulejo frio algumas vezes, descontando a minha frustração.

Mas a memória da ordem dele, daquele comando possessivo mandando eu ficar aberta para ele, travou os meus músculos. Lutei contra o meu próprio corpo para manter as coxas afastadas, deixando o caminho totalmente livre para a destruição do meu juízo.

O espasmo veio forte, violento e definitivo, travando a minha respiração e me fazendo soltar um gemido alto que ecoou pelo banheiro. Gozei sozinha no meio do banho, choramingando contra a parede do box, sentindo as minhas pernas tremerem tanto que precisei apoiar as duas mãos no azulejo molhado para não desabar no chão.

Fiquei ali por alguns minutos, deixando a água limpar o rastro do meu próprio prazer que escorria pelas minhas pernas, com o peito subindo e descendo freneticamente. Eu tinha ido ao céu de novo, mas a culpa e a confusão que se instalaram no meu peito eram gigantescas.

Desliguei o chuveiro, me sequei rapidamente e me vesti com a roupa de trabalho, amarrando o cabelo ruivo em um coque firme. Eu precisava colocar a minha máscara de hater profissional de volta. A segunda-feira estava começando, o terreno da obra em Natal nos esperava, e eu teria que encarar o Rocco Blackwood fingindo que ele ainda era apenas o meu chefe arrogante, e não o homem que tinha acabado de dominar os meus pensamentos mais íntimos.

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Acho que alguém gostou mais do que deveria né.

kkkkkkkkkkkkkkkkk

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