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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 94

POV/ SKY

Para agir como uma profissional, saí do quarto tentando deixar toda a confusão mental trancada lá dentro. Vesti uma calça jeans normal, confortável para o que nos esperava, e combinei com uma camiseta estruturada, daquelas que parecem a parte de cima de um terninho, dando o equilíbrio perfeito entre o casual e o arrumado. Peguei a minha bolsa, ajeitei as alças e prendi o cabelo ruivo que ainda estava meio molhado do banho com um lápis que achei em cima da mesa.

Desci, lanchei rapidão no buffet da pousada, engolindo o café quase sem sentir o gosto, e fui direto para a entrada principal. As meninas já estavam lá na porta esperando, junto com todo mundo da empresa, prontas para a partida.

Aproveitei que a movimentação estava grande e fui falar com o Alex. Assim que me aproximei, ele abriu um sorriso acolhedor.

— Bom dia, Sky! Como você está? — ele perguntou, me medindo de cima a baixo com o olhar. — Olha, você está muito bonita hoje. Está radiante, até brilha.

— Bom dia, Alex. Estou bem... na medida do possível — respondi, inclinando o corpo na direção dele e abaixando o tom de voz. — Preciso muito conversar com você depois. Tenho coisas para contar. Muitas coisas.

Antes que ele pudesse responder ou perguntar o que era, a Sofia brotou do nosso lado feito uma assombração corporativa. Ela cruzou os braços, olhou para o Alex com aquela pose de liderança e cortou o nosso clima na hora.

— Alex, precisamos discutir algumas coisas sobre o cronograma agora. Dá licença? — ela falou, arrastando ele dali e me proibindo de conversar com o meu amigo, obviamente usando a desculpa do trabalho para marcar território.

Soltei um suspiro pesado e me afastei, mas não tive nem tempo de bufar, porque o Gael se aproximou com aquele jeito calmo e gentil de sempre.

— Oi, Sky. Bom dia — ele sorriu, os olhos brilhando de um jeito doce.

— Oi, Gael. Bom dia — respondi, tentando forçar uma normalidade que eu não tinha.

— Olha, eu estava pensando aqui... Mais tarde, depois que toda essa correria da obra passar, a gente bem que poderia ficar um pouco a sós, sabe? — ele sugeriu, meio tímido. — Quem sabe fazer um piquenique ou só relaxar na área de descanso do hotel. Lá tem a piscina, tem a hidromassagem... O que você acha?

— Eu acho muito bom, Gael — respondi, e senti um alívio genuíno no peito. — Vou ficar muito feliz, de verdade. Vai ser muito legal.

Ele sorriu, satisfeito, e nos despedimos com um aperto de mão suave antes de eu voltar para perto das meninas. Enquanto caminhava, fiquei pensando no Gael.

Eu gostava de estar com ele. Ele me tratava bem, era fofo, gentil e me passava uma paz enorme. Mas... não tinha aquele choque. Não tinha aquela eletricidade violenta que fazia o estômago dar voltas. Era tudo muito calmo, linear e seguro.

E, pelo que eu sempre entendi lendo os meus livros de romance, o amor de verdade tem que ser exatamente assim, não é? Algo tranquilo, que cura e que traz paz.

O amor com certeza não pode ser igual àquela coisa caótica, destrutiva e avassaladora que era a minha relação com o Rocco. O sentimento com o Rocco era um incêndio indomável, um negócio perigoso que me deixava sem ar. Quando estava com ele tinha vontade de estrangula-lo e... abraça-lo... ou mata-lo o apertando.

Não... sei.. Droga.

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