Entrar Via

A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 96

POV: SKY BITTENCOURT

Quando a van estacionou de volta na pousada, o meu estômago despencou. O pânico de pisar naquele corredor e ter que entrar no quarto quatorze me travou inteira. Eu estava com um medo genuíno de abrir aquela porta e dar de cara com o Rocco. Se eu olhasse para ele, o que eu ia fazer? Eu estava tão perturbada, tão preocupada com o nível dos meus próprios pensamentos, que comecei a andar de um lado para o outro na recepção do hotel feito uma barata tonta.

Minha irmã me viu naquele estado de quase surto e veio caminhar na minha direção, franzindo a testa.

— Sky? Tudo bem com você? O que foi? — ela perguntou, me olhando de cima a baixo.

— Tudo! Quer dizer, mais ou menos. É só que... eu não quero ir para o quarto agora. Não quero mesmo — desabafei, gesticulando com as mãos, sem poder contar que o motivo do meu pânico era o CEO que habitava a mesma habitação que eu.

— Mas você não tem um encontro com o Gael daqui a pouco? — ela me lembrou, arqueando uma sobrencelha.

Dei um tapa na minha própria testa.

— Ah, é mesmo! O piquenique! Caramba... mas tem um problema: eu não tenho nenhuma roupa decente para vestir aqui na bolsa. Você tem alguma aí para me emprestar?

Minha irmã cruzou os braços e me encarou com aquela cara de "você está falando sério?". Ela me mediu de cima a baixo com um olhar óbvio.

— Sky, você sabe perfeitamente que a gente não usa o mesmo número, né?

Olhei para o meu próprio corpo. Pois é, ela tinha razão. Eu tenho bastante corpo, bastante peito, curvas que não caberiam nas roupas dela nem se a gente rezasse um terço.

— Ah, mas eu tenho um vestido na mala que talvez te sirva, porque a modelagem dele é bem ampla — ela comentou, pensativa. — Quer dar uma olhada?

— Quero! Na verdade, deixa eu tomar banho no seu quarto? — pedi, quase implorando.

Eu faria qualquer negócio para não pisar no quarto quatorze antes da hora. Afinal, na minha cabeça perturbada, se eu visse o Rocco ali, sozinho, com aquela pose de pecado em formato de homem... vai saber o que eu faria? Minha mente pervertida disparou: e se eu quisesse sentar nele? E se eu me esfregasse nele enquanto ele estivesse dormindo?

Para, para, para!

Eu balancei a cabeça com força no meio do corredor.

Meu Deus, eu estava ficando muito puta com o meu próprio cérebro! Por que esses pensamentos vinham sem eu querer? "Por favor, cérebro, desliga esse pensamento agora!", ordenei internamente, em um verdadeiro monólogo de loucura. Quem estivesse me olhando de fora com certeza acharia que eu precisava de um hospício.

Fui para o quarto da minha irmã, tomei um banho rápido e peguei o tal vestido. Era uma peça com estampa de coqueiros, de alcinha, bem soltinho na teoria. Só que, quando o tecido subiu pelas minhas coxas grossas e cobriu o meu peito, o caimento mudou completamente. O vestido acabou ficando muito, mas muito curto.

Olhei no espelho e as alcinhas valorizaram tanto o meu colo que o primeiro pensamento que cruzou os meus neurônios foi: Nossa, talvez o Rocco goste de pegar nos meus peitos assim...

Dei um tapa na minha própria bochecha, indignada com o meu próprio reflexo.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário