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Amar Foi Perder o Controle romance Capítulo 148

Anos de atuação como advogada moldaram nela uma autoridade natural. Quando ficava séria, fria e implacável, sua presença se tornava sufocante.

A voz saiu dura, com cada palavra marcada com precisão:

— Wallace, eu sou a filha de Thiago Brito, Carolina. Já encontrei provas de que você e as outras duas testemunhas mentiram no tribunal naquela época. Vocês não estavam reunidos coisa nenhuma. Falso testemunho é crime. Dá cadeia. Você sabe disso, não sabe.

Wallace entrou em pânico por dentro. Engoliu em seco, tentando manter a calma.

— A gente estava, sim, reunido. Seu pai entrou, bateu no Luiz, largou as ferramentas e fugiu. Eu não menti.

Carolina soltou uma risada fria.

— Tem certeza disso?

— Tenho. Claro que tenho.

Ela arqueou a sobrancelha, tranquila.

— Engraçado... Porque eu me lembro de que, no tribunal, vocês disseram que estavam jogando cartas.

O cérebro de Wallace disparou. Ele ficou encarando Carolina, atônito. Mesmo no frio do inverno, suor brotou em sua testa. Limpou-o às pressas, nervoso, e tornou a engolir em seco.

— Isso... Isso mesmo. A gente estava jogando cartas.

— Cinco anos se passaram. Quando algo nunca aconteceu, fica fácil esquecer qual mentira você contou.

Carolina sorriu de leve, segura de si.

— Por isso você já não lembra mais se estavam reunidos, jogando cartas ou até se disse ao juiz que estavam jogando dominó.

O rosto de Wallace empalideceu de imediato. O pânico tomou conta dele. As mãos cerradas tremiam levemente.

Quando nada daquilo tinha sido real, era natural que as mentiras acabassem se confundindo.

Tomado pela raiva e pela vergonha, Wallace agarrou o capacete e disparou:

— Você é maluca, porra. O caso já foi julgado há cinco anos, e você ainda está presa nisso.

Carolina se levantou. Pegou o café à sua frente e, sem hesitar, jogou no rosto dele.

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