[Eu não consigo dormir.]
[Então vai tomar um copo de leite morno. Ajuda a pegar no sono.]
[Se você me ajudasse a gastar um pouco de energia, não ajudaria mais?]
[Nem pensar. Você tem que trabalhar amanhã. Nada de virar a noite.]
[Eu sou rápido.]
Carolina soltou um bufar baixo e acabou rindo. Virou-se na cama e continuou digitando:
[Eu dormi com você por tantos anos... Acha mesmo que eu não sei da sua resistência e do tempo que você leva?]
Henrique respondeu com uma figurinha de um fortão chorando.
[Boa noite.]
Depois de mandar a última mensagem, Carolina largou o celular de lado. Um sorriso doce e involuntário floresceu em seu rosto. Puxou o cobertor para esconder o rosto corado, encolheu-se debaixo dele e abraçou o bonequinho, dando-lhe um beijinho.
Sua mente estava completamente tomada por Henrique.
Bastava pensar nele para tudo dentro dela ficar doce... E quente.
Até os sonhos eram com ele.
Na manhã seguinte, Henrique acordou cedo para ir trabalhar.
Carolina também saiu cedo. Levou consigo todos os documentos e provas que havia preparado e foi até o órgão responsável protocolar novamente o pedido de revisão do caso.
Ao longo daqueles cinco anos, ela já nem se lembrava de quantas vezes fizera aquilo.
Todas as tentativas anteriores haviam sido recusadas por falta de provas suficientes.
Desta vez, porém, ela estava confiante.
Ainda assim, o processo de análise era lento e carregado de ansiedade.
E, mesmo que fosse aprovado, ainda seria necessário reabrir o caso e levá-lo mais uma vez a julgamento.
Ela não tinha como provar diretamente que os assassinos eram Amanda e as outras três testemunhas.
Mas ela ainda podia tentar por outro caminho: sustentar a defesa com base no princípio da presunção de inocência, contestar os depoimentos e as supostas provas apresentadas por aquelas testemunhas e, assim, lutar pela absolvição do pai.
O tempo passou depressa.
Quando o Carnaval se aproximou, Jaque também completou seu mês de trabalho. E, por insistência de Carolina, Henrique concordou em não renovar o contrato.
Enfim, chegou o dia em que Henrique entrou de folga. Depois de confirmar que a menstruação não viria atrapalhá-los, Carolina passou o dia inteiro esperando ansiosamente pela noite.
Ao meio-dia, foi ela mesma para a cozinha e preparou um almoço caprichado para Henrique.
Enquanto comia, ele não parava de elogiá-la:
— Está uma delícia. Você cozinha cada vez melhor. Mas, da próxima vez, deixa comigo.

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