As provas contra André eram muitas.
Falsificação de provas. Manipulação de testemunhas. Suborno. Fraude processual.
E todos esses crimes estavam ligados a casos antigos, conduzidos por ele no passado. Não tinham nada a ver com algo recente.
Em outras palavras, estava claro: alguém havia cavado fundo e arrancado debaixo da terra todos os podres que André já tinha cometido.
No fim da tarde, quando Carolina voltou para casa, quem dirigia era Júlia.
Ela segurava o volante com as duas mãos, os dedos firmes até demais. A postura era rígida, a coluna reta. Seus olhos grandes e límpidos se moviam num ritmo quase calculado entre os retrovisores, antes de voltarem, muito sérios, para os carros à frente.
Carolina percebeu que Júlia devia ter tirado a carteira havia pouco tempo.
Mas não a desmascarou. Também não tentou consolá-la.
Apenas comentou, como quem não queria nada:
— Ju, você dirige muito bem. Bem firme.
Aquela frase foi o melhor incentivo possível para Júlia.
Sua confiança aumentou na mesma hora, embora ela respondesse com modéstia:
— É porque o carro da Carol é bom.
Sentada no banco do passageiro, Carolina se sentiu um pouco entediada. Quis puxar conversa e, ao mesmo tempo, aproveitar para conhecer melhor a garota.
— Ju, você já treinou artes marciais? Taekwondo?
— Quando eu era criança, meu avô me ensinou algumas artes marciais. Depois que cresci, fiz taekwondo. Mas não sou tão boa assim. É mais para fortalecer o corpo mesmo.
— Você gosta do Enrico?
— Quem é Enrico?
Júlia ficou completamente perdida.
Carolina também se surpreendeu por um instante.
— O rapaz que o avô do Rick apresentou para você. O neto dele.
— Ah… Ainda não conheci. Ele é dez anos mais velho que eu. A diferença de idade é grande demais. Com certeza a gente não vai ter química nenhuma.
Carolina virou o rosto para olhá-la e falou com absoluta sinceridade:
— O Enrico é um homem muito bom. Forte, imponente, daqueles que têm presença. É bonito, sério, cheio de estilo. Também tem senso de justiça e muita responsabilidade. O mais importante é que a família dele pode te dar apoio. Acho que vale a pena você conhecê-lo melhor, pelo menos.
— Tudo bem, Carol. — Júlia soltou um suspiro resignado. — Mesmo que eu não queira, o avô do Rick me ajudou muito. E meu avô também espera que eu me case com o neto dele. Agora eu montei no tigre e não consigo mais descer. Não tenho escolha.
— Não vai ser assim. O Enrico não vai te forçar a nada.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amar Foi Perder o Controle
Pq está dando erro na leitura do livro...
É sério . Está dando, pedindo pra acessar mais tarde, porém está cobrando dinheiro vulgo moedas, é errado isso...
Pq está cobrando moedas verso dinheiro e não estou conseguindo acessar o livro, pq dar um jeito de dar o acesso às moedas cobradas...
É possível obter o e-book completo?...