"José Miguel"
O Matheus e eu estávamos sentados na sala conversando e fazendo planos para a semana. A Eva não me escaparia, mas eu também não queria assustá-la. O alerta de mensagem do meu celular tocou e eu me irritei, porque aquela hora só podia ser a Carmem, eu bem estava estranhando o silêncio dela todos esses dias. Eu peguei o celular sobre a mesinha de apoio ao meu lado e dei uma olhada, mas a minha irritação mudou imediatamente para um sorriso quando eu vi de quem era a mensagem!
"EVA: Oi, me desculpe pela hora, mas se não for muito tarde e nem um incômodo pra você, será que você pode dar uma olhadinha numa coisa pra mim?”
Ah, Evita, eu olharia tudo o que você quisesse e, se possível, pessoalmente! Eu comecei a digitar a resposta rapidamente.
- Pela cara de idiota só pode ser a Evita! Se for sair com ela, diz pra ela levar a peste porque eu vou junto! - O Matheus avisou, estava tão desesperado pela Gabriele que faria qualquer coisa para vê-la.
- Por enquanto não estamos indo para lugar nenhum, mas se formos, você não está convidado. Liga aí para a sua peste, manda mensagem, sei lá.
Eu enviei a resposta e fiquei esperando, de olho na tela. Não demorou para que a nova mensagem dela chegasse. Ela me mandou uma breve explicação, dizendo que estava conferindo a movimentação financeira da farmacêutica da família e que tinha esbarrado em algo suspeito. Ela me mandou fotos do que ela estava vendo e eu dei uma olhada. Ela era esperta, tinha chegado a algo que, para mim, já parecia se tratar de desvio de dinheiro.
- Cachorrão, tenha bons sonhos. Ou atormente a sua peste. Eu estou indo ver minha Evita! - Eu me levantei do sofá e fui me trocar.
- Não, Rossi, espera aí! Eu vou com você, nós somos amigos, um ajuda o outro. - O Matheus veio atrás de mim reclamando.
- Hoje não vai dar, Cachorrão! Minha Evita quer ajuda com a tal auditoria financeira da farmacêutica. Eu estou indo até a casa dela. - Eu avisei já tirando a roupa e indo para o chuveiro, eu ia bem cheirosinho ver a minha Evita.
Quando eu estacionei em frente a casa da Eva eu estava nervoso e ansioso, como se fosse sair com uma garota pela primeira vez. E nós nem íamos sair! Estava tarde e eu sabia que ela morava com a mãe, então achei melhor mandar uma mensagem.
A luz se acendeu e ela abriu a porta, estava linda, com o cabelo preso em um coque bagunçado e um pijama de seda creme. Ela não esperava mesmo que eu viesse e me olhou completamente surpresa e sem saber o que fazer. Aúnica coisa que eu queria era soltar o cabelo dela e tirá-la daquele pijama que abraçava o seu corpo com tanta leveza.
Ela abriu o portão e os meus olhos percorreram o seu corpo. O robe de seda que ela usava estava aberto e caía pelo ombro, me deixando ver a forma perfeita do seu seio sob aquela camisetinha fina do pijama. E a minha marca estava na pele dela ainda, a prova de que ela me deixava louco! Ela estava sem maquiagem e eu pude ver as marcas que, no arroubo da minha paixão, eu deixei no seu pescoço e na curva do seu seio. E eu tinha certeza que tinha mais pelo corpo dela, porque eu não me controlava com ela, eu só sentia. Eu dei um pequeno sorriso, porque ela pareceu ficar um pouco tímida, o que era novidade, mas era gracioso.
- Não se constranja, acho que não é necessário, não é mesmo? – Eu a lembrei de que já havia visto muito mais, eu já havia a sentido completamente.
- Me desculpe, eu não... - Ela estava surpresa e confusa e eu gostei de ver isso, porque ela era linda de qualquer jeito.
- Você não me esperava. Me desculpe por não ter avisado, mas você esbarrou em uma coisa grande e não vai conseguir resolver sozinha, precisa de mais um par de mãos. – Eu sorri, dando uma desculpa qualquer e agitei minhas mãos no ar. Eu queria tocá-la, mas não queria constrange-la se a mãe aparecesse.
- Você veio me ajudar? – Ela parecia tão sem graça que eu me questionei se fiz bem em aparecer assim.
- Se você quiser.
- Isso seria fantástico! – Ela respondeu abrindo um grande sorriso. – Entre, por favor. Está tudo aqui, você pode me dar só um minuto?
Ela me deixou na sala de jantar que estava tomada por caixas e papéis espalhados e desapareceu por um corredor. Eu dei uma olhada em volta e a casa dela era tão acolhedora, com uma decoração elegante e minimalista, mas extremamente confortável. Era o tipo de lugar que te fazia sentir confortável e bem vindo.
Enquanto eu a esperava eu me sentei e comecei a verificar todos aqueles livros e por mais que eu estivesse concentrado, eu senti a presença dela quando ela passou por mim. Eu dei uma olhada e ela havia trocado de roupa, o que era uma pena, e prendido o cabelo em um rabo de cavalo alto. E quando ela voltou, trazia uma bandeja com duas xícaras e café.
- Você faz um ótimo café! Obrigado! – Eu tomei o café e a olhei, ela era aquele tipo de pessoa que sua expressão a traía e dizia exatamente o que ela estava sentindo.
- Obrigada por estar aqui, a sua ajuda é mais do que eu esperava. – Ela estava um pouquinho nervosa e eu me perguntei se era porque estávamos na casa dela ou porque eu a surpreendi.
- Ah, não precisa, minha mãe interditou a sala de jantar, virou o meu quartel general, assim eu não preciso ficar espalhando e juntando.
- Já gostei da sua mãe! - Eu brinquei e ela riu. - Vou conhecê-la amanhã?
- Se você chegar mais cedo, sim!
- Eu estou livre depois das dezoito, você é quem me diz a que horas devo chegar.
- Então, do escritório direto pra cá. - Ela falou com um sorriso lindo. - Se você não tiver problema com o jantar em família que está sendo servido na cozinha.
- Vou adorar o jantar em família! - Eu respondi com um grande sorriso. - Bom, eu vou indo pra você descansar, está muito tarde.
Ela me acompanhou até o lado de fora e estremeceu com o ar frio que soprava, seus mamilos marcaram a blusa e isso foi o que faltava para que eu soltasse o fio de controle que eu estava mantendo por respeito a casa da mãe dela. Eu não resisti, passei o meu braço pelos seus ombros e a puxei para mim, meus lábios encontraram os dela e a sua surpresa foi evidente.
Ela entreabriu os lábios e a minha língua passou por eles buscando pela dela e no segundo seguinte seus braços estavam passando pelos meus ombros e seus dedos se enterraram nos meus cabelos. Ah, como eu adorava aquilo! Eu a beijei com necessidade, urgência, desejo, saudade!
- Pronto, agora eu posso ir. - Eu sussurrei, ainda deixando pequenos beijos em seus lábios. - Sonha comigo, amorzinho! - Eu dei mais um beijo nela e passei pelo portão. - Entra, a noite esfriou, vou esperar que você feche a porta! - Eu falei e a puxei para mais um beijo rápido. - Vai, amorzinho, ou eu te levo comigo!
- Hoje eu não posso, paixão, mas eu ia adorar! - Ela deu um sorriso lindo, ficou na ponta dos pés e me deu mais um beijo rápido.
Eu fiquei ali como um idiota olhando ela correr para dentro e me dar um adeusinho antes de fechar a porta. Essa mulher era a coisa mais linda do mundo! Eu estava perdidamente apaixonado e não tinha cura! Eu fui pra casa, rindo como um idiota e nessa noite eu não tive nenhum pesadelo, só sonhei com o meu amorzinho nos meus braços.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor irresistível: O segredo do chefe
Porque não liberaram mais capítulos depois do 251?...