Eu nem precisei dizer nada. No instante em que entrei no cômodo e nossos olhares se encontraram, Nicolas me puxou contra ele e me envolveu em um abraço forte, seu perfume amadeirado misturando-se ao calor do seu corpo.
— A coisa mais difícil foi passar a noite toda longe de você. — Sua voz era baixa, quase um sussurro contra minha pele. — Ainda mais vendo você nesse vestido.
Senti o calor subir pelo meu pescoço e me afastei ligeiramente para encará-lo.
— E eu achando que você estava ocupado demais sendo o centro das atenções. — Brinquei, apertando levemente a lapela do seu terno.
— Eu estava. Mas mesmo assim, meus olhos só procuravam você.
Minhas mãos permaneceram espalmadas contra seu peito enquanto eu tentava ignorar a maneira como meu coração acelerava. Respirei fundo e sorri.
— A exposição foi um sucesso. — Mudei de assunto, tentando não me perder completamente naquele olhar intenso. — Todo mundo ficou impressionado, Nicolas. As fotos estavam incríveis.
Ele sorriu de lado.
— Mas tem alguma que chamou mais sua atenção?
— A da entrada. — Respondi sem hesitar. — Foi a primeira coisa que vi quando cheguei. Aquela fotografia tem algo… mágico.
O sorriso de Nicolas cresceu, e ele deslizou os dedos pelos meus braços, criando arrepios onde tocava.
— Eu considero a melhor foto que já tirei na minha vida.
Arqueei uma sobrancelha, curiosa.
— E sem dúvida é por causa da modelo, certo? — Brinquei.
— Sem dúvida. — Ele concordou, os olhos escuros passeando pelo meu rosto. — Mas não é só isso. É porque é você na sua essência mais pura. Porque naquela foto eu capturei exatamente o que eu vejo quando olho para você.
Minha respiração vacilou por um segundo, e antes que eu pudesse me perder em qualquer devaneio sentimental, Nicolas segurou meu rosto e pressionou um beijo suave contra minha testa.
— Obrigado.
Franzi a testa.
— Pelo quê?
— Por ter me convencido a fazer isso. — Ele respirou fundo, como se estivesse absorvendo a própria confissão. — Eu nem fazia ideia do quanto sentia falta desse Nicolas. O que amava capturar o mundo com a câmera, o que não vivia só para os negócios, o que… tinha sonhos.
Senti meu peito se apertar ao ouvir aquilo.
— E agora? — Perguntei, deslizando as mãos por seu peito. — O que esse Nicolas quer fazer da vida?
Ele inclinou a cabeça levemente, os olhos brilhando com algo que eu ainda não sabia decifrar.
— Quero trabalhar menos. Viajar mais. Fotografar tudo o que puder. Acampar… — Um sorriso cresceu em seu rosto. — Mas com você ao meu lado.
Meu coração acelerou.
— Soa como uma boa ideia.
— Também acho.
Ele deslizou as mãos até meu quadril e me puxou um pouco mais para perto, seus olhos escurecendo levemente com um brilho divertido.
— E como eu sou um homem de ideias brilhantes… tenho um presente para você.
— Um presente? — Meu interesse foi instantâneo.
— Na verdade, dois. Um bom e um melhor ainda. Qual você quer primeiro?
Eu sorri animada.
— Vamos começar pelo bom, então.
Ele soltou uma risada baixa e enfiou a mão no bolso do terno, retirando uma pequena caixinha aveludada. Meu estômago revirou quando ele abriu, revelando um anel deslumbrante. A pedra central era um diamante lapidado em formato oval, delicado e sofisticado, refletindo a luz como se capturasse todas as estrelas do céu. A aliança de ouro branco possuía pequenos detalhes cravejados, formando um desenho elegante e sutilmente curvado, como as linhas graciosas de uma bailarina em um grand jeté.
Meu coração acelerou ao reconhecer a assinatura inconfundível da Ella Deluxe, uma das marcas mais exclusivas do mundo, conhecida por criar peças sob medida, únicas para cada cliente.
E aquela não era uma peça qualquer.


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