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Amor por Acidente - A Stripper e o Bilionário romance Capítulo 98

~AYLA~

O sol ainda não estava no ponto mais alto do céu quando reuni o grupo para a primeira aula do dia. O ambiente era agradável, cercado pela natureza, e o som dos pássaros misturava-se ao murmúrio das conversas dispersas entre os funcionários.

— Certo, pessoal — comecei, puxando a atenção de todos para mim. — Hoje vamos focar na respiração e no alongamento. Eu sei que para alguns de vocês isso pode parecer perda de tempo, mas acreditem, um corpo relaxado e uma mente equilibrada fazem toda a diferença no desempenho diário.

Algumas pessoas assentiram com interesse, enquanto outras pareciam apenas suportar a atividade porque fazia parte do cronograma. Isso era esperado. Eu já tinha lidado com esse tipo de resistência antes.

— Vamos começar com algo simples. Pés afastados na largura dos ombros, coluna reta. Respirem fundo.

A movimentação começou, alguns ajustando a postura com facilidade, outros visivelmente desajeitados. Meu olhar percorreu o grupo até parar em Nicolas. Ele estava um pouco afastado, mas participando. Seu semblante era concentrado, os músculos tensos, como se não soubesse bem o que estava fazendo ali.

— Respiração é a base de tudo — continuei, caminhando entre os participantes. — Inspirem pelo nariz… segurem por três segundos… e soltem pela boca.

Fui corrigindo algumas posturas aqui e ali, mas meus passos inevitavelmente me levaram até Nicolas. Ele mantinha os braços cruzados, o que dificultava sua respiração profunda.

— Seus ombros estão muito tensos — comentei, parando ao lado dele.

Ele me lançou um olhar de relance, claramente desconfortável.

— É assim que eu relaxo.

— Bom, então você está relaxando errado.

A expressão dele foi de ceticismo, mas, para minha surpresa, ele me obedeceu quando toquei levemente seus ombros, incentivando-o a soltá-los. Um arrepio percorreu minha espinha no breve contato.

— Melhor — murmurei, afastando-me antes que aquilo se tornasse mais estranho do que já era.

Terminamos a aula com alguns alongamentos e instruções sobre respiração para momentos de estresse. Assim que finalizei, os funcionários começaram a se dispersar, comentando entre si. Mas, claro, não demorou muito para que Letícia surgisse como uma tempestade silenciosa.

— Interessante — ela disse, parando ao lado de Nicolas e lançando um olhar pouco sutil em minha direção. — Nunca imaginei que alongamento e respiração fossem mudar o rumo de uma empresa.

Seu tom estava carregado de desdém, e eu apenas arqueei uma sobrancelha, sem paciência para aquilo.

— Saúde física e mental influenciam no desempenho profissional — respondi com calma. — Funcionários mais equilibrados, decisões mais eficazes.

— Parece coisa de guru espiritual — ela zombou, mexendo nas unhas.

Antes que eu pudesse rebater, Nicolas interveio.

— Na verdade, faz sentido. Relaxamento reduz o nível de cortisol, melhora a concentração e pode até aumentar a produtividade. — Ele lançou um olhar para Letícia. — Eu mesmo já me sinto mais leve.

Aquilo pegou Letícia de surpresa. Ela abriu a boca para argumentar, mas fechou rapidamente, sua expressão endurecendo.

— Se você diz… — Ela deu de ombros e se afastou.

Observei Nicolas por um instante, surpresa por ele ter me defendido. Ele notou meu olhar e apenas ergueu uma sobrancelha.

— O que foi?

— Nada — sorri de canto. — Só estou surpresa que você tem tempo para pesquisar sobre cortisol.

Ele soltou uma risada baixa.

— Eu leio um pouco sobre tudo.

— Isso explica algumas coisas.

Ele me olhou com curiosidade, como se quisesse perguntar a que eu me referia, mas fui interrompida pelo som da voz de Teri chamando meu nome.

— Vou deixar você aproveitar seu novo estado de relaxamento — brinquei, me afastando.

Na cabana, Teri estava jogada na cama, mexendo no celular, enquanto Pedro mexia na mochila dele.

— E aí, guru espiritual, como foi a sessão? — Pedro zombou.

— Muito bem, obrigada — retruquei, sentando-me na cama ao lado de Teri.

Ela desviou o olhar do celular para mim, um brilho estranho no olhar.

— Você não vai acreditar — começou. — Eu estava conversando com o Ricardo…

— E...?

— E ele parece… familiar.

Franzi a testa.

— E ele é.

— Não para mim, não nessa realidade. Mas, ainda assim, quando estamos juntos parece que já sei como ele vai reagir. Como se já tivéssemos tido as mesmas conversas antes, os mesmos flertes.

Meu estômago revirou. Eu sabia exatamente o que ela queria dizer.

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