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Amor por Acidente - A Stripper e o Bilionário romance Capítulo 97

~NICOLAS~

O acampamento deveria ser apenas um evento corporativo, uma oportunidade para fortalecer o espírito de equipe e melhorar o desempenho dos funcionários da Sartori. Mas, desde que coloquei os pés aqui, minha mente parecia incapaz de focar em qualquer coisa que não fosse Ayla Navarro.

Não era racional. Eu mal a conhecia. Não tínhamos uma história. E, ainda assim, desde o primeiro encontro, algo nela me puxava para perto como um ímã. Era uma sensação inquietante, um incômodo persistente que eu tentava ignorar sem sucesso.

E Letícia notava.

Ela não era burra. Muito pelo contrário. Se havia algo que minha namorada sabia fazer bem, era perceber qualquer mínima variação na minha atenção. E, para minha infelicidade, ela já havia notado o quanto Ayla conseguia me desestabilizar sem sequer fazer esforço.

— Você não acha que já olhou o suficiente? — A voz de Letícia cortou meu devaneio.

Estávamos no centro do acampamento, e eu observava de longe Ayla interagindo com os funcionários. Ela se movia com facilidade, como se pertencesse àquele ambiente de forma natural. Ria, gesticulava, colocava a mão no ombro de alguém enquanto explicava alguma coisa, e todos ao redor pareciam absorver sua energia com gratidão.

Eu franzi a testa. Não tinha percebido que estava encarando.

— Eu não sei do que você está falando — respondi, ajeitando o relógio no pulso.

— Não se faça de idiota, Nicolas. Você está vidrado nela desde que chegamos.

Soltei um suspiro, sem paciência para esse tipo de discussão.

— Para de exagerar.

— Não estou exagerando. — Letícia cruzou os braços, os olhos brilhando com um misto de irritação e posse. — Eu conheço esse seu olhar.

Ignorei o comentário e segui em direção à cantina do acampamento. Já passava do meio-dia, e o cheiro da comida fresca pairava no ar. O buffet estava simples, mas bem servido, e os funcionários já se organizavam em pequenas mesas distribuídas ao ar livre.

Peguei um prato e me servi, sentindo o aroma da carne assada e dos acompanhamentos bem temperados. Dei a primeira garfada e arqueei as sobrancelhas.

— Isso está muito bom — comentei, sem direcionar a frase a ninguém em particular.

— Fico feliz que tenha gostado. — A voz de Ayla soou ao meu lado, e eu me virei para vê-la.

Ela segurava seu próprio prato, e seu sorriso era leve e descontraído.

— Foi você quem indicou a responsável pela cozinha, não foi? — perguntei, lembrando-me de ter ouvido algo sobre isso em uma das reuniões.

— Sim, dona Marta. — Ayla assentiu, pegando um pouco de salada. — Ela trabalhou por anos como cozinheira em restaurantes, mas sempre quis abrir o próprio negócio. Acho que ela vai ficar animada em saber que o CEO da Sartori aprovou a comida dela.

— Ela merece. O tempero é excelente.

Ayla sorriu e, por um breve momento, fiquei preso na curva dos lábios dela. Havia algo cativante na forma como ela falava, como se sempre soubesse exatamente o que dizer para tornar a conversa envolvente sem esforço.

— Você já conhecia dona Marta antes?

— Ah sim, nós... — mas ela se interrompeu, como se estivesse reconsiderando o fato de conhecer ou não. — Quero dizer, não. Ou... sim. Mais ou menos — sorriu confusa.

Sem entender muito bem o que ela queria dizer com aquilo, apenas sorri de volta.

— Parece que foi uma boa escolha.

Ela concordou com a cabeça, e continuamos trocando algumas palavras casuais sobre a comida e a organização do acampamento. Mas o momento foi abruptamente interrompido quando Letícia apareceu, colocando a mão no meu ombro.

— Amor, precisamos falar com o pessoal da logística sobre os horários de amanhã — ela disse, sua voz doce escondendo a frieza nos olhos.

Ayla olhou de relance para Letícia, depois para mim.

— Bom, aproveitem o almoço. — E, com isso, se afastou para uma mesa próxima.

Suspirei, sem esconder meu incômodo.

— Precisava interromper desse jeito?

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