Rubi
Riuk me carrega nos braços pela porta do quarto, o vestido flutuando como uma cauda de nuvem. A porta se fecha com um clique suave, isolando o barulho da festa lá embaixo. Ele me olha com aqueles olhos verdes que me derretem desde o primeiro dia, um sorriso torto no rosto.
Eu dou risada, jogando a cabeça pra trás.
"Precisa de tudo isso?" ele gargalha.
“Ei, no mundo humano, dizem que carregar a noiva no colo dá sorte,” ele diz, a voz baixa e rouca, depositando-me com cuidado no chão. “E sorte é exatamente o que a gente mais quer agora.”
Eu rio mais, puxando ele pra um beijo rápido.
“Então vamos abusar da sorte, amor. Porque com um bebê a caminho, toda ajuda é bem-vinda.”
Nós rimos juntos, e o som se espalha pelo quarto banhado pela luz morna das velas. Tudo está calmo, íntimo, deliciosamente seguro. Não existe pressa entre nós. A nossa união nasceu de um sentimento improvável, desses que chegam sem pedir licença e, quando a gente percebe, já não sabe mais viver sem. É pura. É inteira.
Mas o fogo… esse nunca foi calmo. Ele vive ali, atento, indomável. Basta um roçar de pele, um toque distraído, e algo em mim incendeia por completo, como se o meu corpo reconhecesse no dele o seu único ponto de combustão.
Ele me encosta na escrivaninha antiga do quarto, as mãos na minha cintura, cuidadoso com a barriguinha. Começa a tirar a gravata, devagar, os olhos fixos nos meus. Depois a camisa, desabotoando botão por botão, revelando o peito largo, marcado por cicatrizes que eu amo traçar com os dedos.
Minha loba desperta no mesmo instante. O calor sobe pelo meu corpo, um formigamento que começa no ventre e se espalha. Meu cheiro muda, mais doce, mais intenso, carregado de desejo. Eu sinto. E ele também.
Riuk ergue a cabeça de repente, narinas dilatadas, os olhos escurecendo.
“Achei que você estivesse cansada, Rubi. Com o bebê e toda a atenção que tivemos que dar na festa.”
Eu sorrio, mordo o lábio, sentindo o pulso acelerar.
“Para você, eu nunca estou cansada, Riuk. Nunca.”
Ele rosna baixo, um som que me faz arrepiar inteira. Avança devagar, as mãos subindo pelas minhas costas, desfazendo o laço do vestido. O vestido cai devagar, repousando aos meus pés como uma poça de creme. Fico só de calcinha, a barriguinha redondinha exposta, os seios pesados e sensíveis pela gravidez.
Ele me olha como se eu fosse a Deusa em pessoa. “Você tá linda assim. Carregando nosso filhote.” Uma mão desce pro meu ventre, traçando círculos suaves, reverentes. A outra sobe pro meu seio, apertando de leve, o polegar circulando o mamilo endurecido.
Eu suspiro, arqueando contra o toque. “Mais… por favor.”
Ele obedece, abaixando a boca pro meu pescoço, beijando a marca que ele deixou ali. Lambendo devagar, mordiscando de leve. Suas mãos descem, uma pela minha coxa, abrindo espaço, a outra traçando a curva da barriga antes de deslizar pra baixo, encontrando o calor úmido entre minhas pernas.
“Deusa, você tá encharcada,” ele murmura contra minha pele, os dedos circulando o clitóris por cima da calcinha, devagar, torturantemente.
Eu gemo, as mãos no cabelo dele, puxando ele mais pra mim. “É você… só de você me olhar eu já fico louca.”



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